Vale o Piloto? – Star Trek: Starfleet Academy 1x01 – Kids These Days

Segundas chances.

Eu venho há algum tempo dizendo: é um ótimo momento para ser fã de “Star Trek”. A série original que em 1966 nos apresentou à USS Enterprise, ao Capitão Kirk e ao Spock completa seus 60 anos em 2026 e, desde então, o universo se expandiu com muitas outras séries e filmes que enriqueceram essa narrativa e se tornaram um grande marco da ficção científica. Atualmente, “Strange New Worlds” é a minha série favorita do universo em exibição, mas eu fiquei empolgadíssimo desde o momento em que “Starfleet Academy” foi anunciada: UMA SÉRIE QUE SE PASSA NA ACADEMIA DA FROTA ESTELAR! Ambientada no Século XXXII, a nova série se conecta diretamente a “Discovery” e traz um novo grupo de cadetes mais de 100 anos depois da Queima.

É uma proposta diferente… é a primeira vez que o foco estará em jovens sem treinamento que, além de se prepararem para se unirem à Frota Estelar, também enfrentam problemas de jovens. Por isso, há e haverá alguma resistência de parte da audiência que eu, particularmente, estou ignorando por completo desde que a minha experiência valha a pena: e eu gostei muitíssimo do primeiro episódio que assisti. Um dos pôsteres para essa primeira temporada de “Star Trek: Starfleet Academy” é uma clara referência a um dos pôsteres mais famosos da cultura pop, de “One Tree Hill”, e é exatamente isso o que eu espero: uma série jovem, com clichês, com romances e com um gosto de “Star Trek” e uma ambientação futurística que dá a pincelada de ficção científica.

O conceito é muito bom!

“Kids These Days”, o primeiro episódio exibido em 15 de janeiro de 2026, começa 15 anos antes da linha temporal principal de “Starfleet Academy”, quando Caleb Mir era uma criança e viu sua mãe ser condenada à prisão depois de ter sido declarada cúmplice do pirata Nus Braka. Ele poderia ter ficado sob a proteção de Nahla Ake, a mulher que prometera interceder por sua mãe e não conseguira fazer nada, mas ele escolhe escapar e encontrar uma maneira de viver sozinho no mundo… e, quiçá, reencontrar a mãe por conta própria. As coisas mudam durante os 15 anos seguintes, é claro… Caleb se tornou um jovem inteligente e hábil por ter “vivido nas ruas”, e Nahla Ake deixou a Frota Estelar porque não concordava com como as coisas estavam sendo feitas.

E, agora, seus caminhos se cruzam novamente.

120 anos depois da Queima que colocou a Frota Estelar em alerta, a Academia em São Francisco, na Terra, vai ser reativada e receberá uma nova turma de cadetes… e a Frota Estelar quer Nahla Ake como Chanceler da Academia e como Capitã da USS Athena, que servirá também como sala de aula para os novos cadetes. É uma posição que, inicialmente, ela não pensa em aceitar – até que ela seja informada sobre como eles encontraram Caleb Mir e ele está preso. Ela sabe, então, que ela pode enfim fazer o que não fez 15 anos antes: cumprir a sua promessa de cuidar dele e de o ajudar a encontrar a mãe… isso é, se ele aceitar a sua ajuda tardia. É o que ela negocia quando vai falar com ele, mas 15 anos sem notícias da mãe faz com que Caleb se agarre à única esperança que se apresenta.

Caleb Mir se torna, então, o primeiro protagonista dentre os cadetes da Academia da Frota Estelar que dá título à nova série, e o episódio segue nos apresentando núcleos dentro da lindíssima USS Athena – dos oficiais que incluem o Doutor, um professor e médico holográfico com centenas de anos de vida, e Lura Thok, a Imediata meio Klingon meio Jem’Hadar, aos jovens cadetes: Jay-Den Kraag, um cadete klingon calmo e com segredos; Série Acclimation Mil, que usa o nome “Sam”, como a primeira kasqiana a entrar na Frota Estelar; Genesis Lythe, uma Dar-Sha astuta e atenta a tudo; e Darem Reymi, um khioniano de nariz empinado e certa arrogância, à primeira vista, mas que talvez não seja tão ruim quanto ele mesmo faz parecer em um primeiro momento.

O grupo é interessante e promissor… a dinâmica de apresentação deles também. Sam é muito altiva, falante, um pouco inesperada, e tem tudo a ver com o fato de ela ter sido programada há 4 meses, embora sinta como se tivesse 17 anos, por exemplo. Jay-Den é quem se torna o primeiro amigo de Caleb, quando Caleb vê Darem e os capangas o incomodando e roubando suas coisas e o defende, e a dinâmica do trio é balançada mais tarde no episódio, quando eles precisam trabalhar juntos; Genesis, por sua vez, caminha de maneira interessante pela USS Athena, interagindo primeiro com Sam, depois com Caleb (no momento em que ele coloca em risco a segurança de todos na nave, sem saber) e, por fim, com Darem, na cena da caminhada do lado de fora.

Sinto que, por ser o primeiro episódio, “Star Trek: Starfleet Academy” quis colocar algo grandioso já de imediato e o faz muito bem, quando a ameaça de Nus Braka parece colocar toda a USS Athena como reféns. É meio desesperador, se pararmos para pensar, que a segurança de uma nave tão grande da Frota Estelar seja a) colocada em risco por um jovem, e b) dependa de um grupo de jovens destreinados, mas é o tipo de coisa que precisamos aceitar em uma série… bem, protagonizada por jovens cadetes. Jay-Den e Sam ficam responsáveis por salvar a vida de Lura Thok enquanto um plano de Caleb é colocado em ação com a ajuda de Genesis e, quem diria, Darem, e ganhamos toda uma sequência de ação com um sentimento de urgência que faz o episódio brilhar.

É uma boa estreia, um bom começo para um novo capítulo dessa história grandiosa. Em “Strange New Worlds”, eu gosto de como a série encontra maneiras de entregar o protagonismo para diferentes personagens ao longo dos episódios e, de modo geral, eu gosto de como a franquia “Star Trek” consegue caminhar por diferentes gêneros, apesar de sua base na ficção científica. Quero ver como “Starfleet Academy” explorará isso em seus episódios futuros, porque acho que os personagens apresentados aqui têm espaço para crescer e entregar boas histórias… nesse momento, eles são cadetes recém-chegados à Frota Estelar e recém-chegados a São Francisco, na Terra. Tenho certeza que a Academia, a USS Athena e a vida têm muito a ensinar a eles!

 

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