Percy Jackson e os Olimpianos 2x05 – Damos Entrada no Spa e Resort de C.C.
A Ilha de Circe.
Depois de
“Clarisse explodir tudo” no episódio anterior, Percy e Annabeth despertam em um
lugar desconhecido e misterioso, sem qualquer notícia de seus companheiros de
viagem – Tyson, Clarisse ou o restante da tripulação. É Hylla quem lhes dá as
boas-vindas ao “Spa & Resort C.C.”, descrito como o único santuário no Mar
de Monstros, um lugar onde todos os hóspedes são semideuses que estão em uma
missão, mas eles estão “presos” ali dentro, em uma espécie de “curso intensivo”
antes de tentarem deixar a ilha e, no caminho, passar pelas sereias, cujo
encanto atrai qualquer um… e Percy e Annabeth têm a chance de ver, em primeira
mão, o momento em que um herói, Stavros, decide partir “sem estar pronto”,
então ele cai no feitiço das sereias…
E é devorado por elas.
O conceito
de sereias na mitologia é muito interessante para mim… e elas são uma ameaça
realmente difícil de ser superada. Percy e Annabeth, ansiosos para sair dali e
retornar à sua missão – afinal de contas, eles já precisavam resgatar o Grover
e encontrar o Velocino de Ouro para curar a Árvore de Thalia e,
consequentemente, a barreira mágica do Acampamento Meio-Sangue, mas agora eles
também precisam encontrar Clarisse e Tyson! –, lembram sobre a história de
Odisseu e sobre como cera nos ouvidos pode
ajudar a passar pelas sereias, mas eles também descobrem que não é qualquer cera que fará o trabalho:
o que Odisseu tinha era cera dada por Aristeu, o deus dos apicultores. Talvez a
única maneira de sair dali seja mesmo “fazendo o curso”.
Não demora
muito para que Annabeth se dê conta de quem é a pessoa no comando da ilha,
inicialmente chamada de “C.C.”: Circe, a Feiticeira. Ela os convence, no
entanto, de que não é inerentemente má e que de fato quer ajudar os heróis, com
toda a história de descobrir qual é “a falha mortal” de cada um deles, porque é
isso que as sereias usarão contra eles… e colocado frente a um espelho capaz de
mostrar a verdade, Percy realmente tem visões que fazem com que ele duvide de
si mesmo, e Circe entende qual é a “falha” de Percy Jackson no mesmo momento
que o semideus: ele sempre prioriza os
amigos. Ele seria capaz de sacrificar uma missão, a ele mesmo ou ao mundo para salvar um amigo… e o pior é que
Percy sabe que isso é verdade.
Tudo isso
remonta à trama apresentada nessa temporada e no livro “O Mar de Monstros”: A GRANDE PROFECIA. Nem Percy nem Annabeth a
ouviram completa, mas eles entendem a ideia de recair nas mãos do próximo
semideus filho de um dos Três Grandes a atingir 16 anos a escolha de salvar ou
destruir o Olimpo e a era dos deuses… quando confronta Annabeth com a verdade
recém-escancarada sobre si mesmo, Percy se dá conta de que, se lhe for dada uma
escolha entre salvar Annabeth ou o Olimpo, ele a salvaria sem pensar duas
vezes… assim como salvaria o Grover antes de salvar o Acampamento Meio-Sangue
nessa missão na qual eles estão agora. Por isso ele percebe que talvez seja
perigoso demais continuar… talvez Annabeth tenha que deixar a Ilha de Circe e
seguir sozinha.
É o que ele
tenta negociar com Circe quando descobre seu segredo: ela ajuda secretamente um
ou outro herói a atravessar as sereias apenas como forma de manipular os demais
semideuses na ilha para que eles sigam acreditando que é possível e que o curso é
válido, mas a verdade é que ela não quer que ninguém vá embora, porque ela
foi condenada a passar o resto de sua vida naquele lugar e ela se sentia
sozinha antes de começar a “segurar” os heróis ali, com toda a sua ladainha de
que “todos são livres para ir embora quando quiserem”, mas os manipulando para
que não vão. Percy promete guardar o segredo desde que ela ajude Annabeth a
atravessar, mas Circe sabe que não pode fazer isso sem levantar suspeitas,
então ela escolhe “retornar a antigos hábitos”…
E transforma o Percy em um
porquinho-da-índia.
Percy não
passa tanto tempo assim como um
porquinho-da-índia, porque Annabeth é inteligente demais e consegue perceber o
que acontecera quando vai ao escritório de Circe em busca do amigo e se depara
com um porquinho-da-índia inquieto que parece capaz de manipular água e a Contracorrente
em forma de caneta junto com as coisas de Circe… então, ela só precisa ganhar
tempo enganando a bruxa até se aproximar da gaiola e dar ao Percy e aos demais as vitaminas que eles receberam de Hermes…
agora eles têm um pote de cera de Aristeu, porque o Percy viu onde Circe o
guardava, e um barco oferecido por Barba Negra como carona para seguir a
viagem, então eles tentam partir – mas, é claro, eles ainda têm que lidar com
as sereias no caminho.
Como só há
cera o suficiente para um deles, Percy terá que fazer o papel de Odisseu: ele
pede que Annabeth o amarre e use a cera para ela mesma, mas Circe usa magia
para pegar o pote de volta e, no fim, Annabeth terá que enfrentar as sereias
por conta própria… e ela quase consegue, mas assim como ela é inteligente e
astuta, as sereias também são. A cena é intensa, com a música das sereias
tocando, o Percy ao fundo pedindo que a Annabeth não acredite em nada do que vê
ou ouve e a Annabeth sendo manipulada por três sereias nas formas de Luke,
Percy e Grover – ela consegue atacar duas delas e pode ser atacada pela
terceira, então é surpreendida pela visão de Atena, que aparece para ajudar e
para mostrar que está orgulhosa dela por causa de seu plano…
Mas é claro que não é a Atena de verdade…
gosto de como esse episódio escancara mais sobre as “fraquezas” de Annabeth,
porque as sereias teriam vencido a semideusa – mesmo com toda a sua
inteligência e confiança, ela estava caindo no encanto delas porque elas sabiam o que ela mais queria, que era
ser notada e reconhecida pela mãe, Atena. Annabeth sobrevive porque Percy
consegue salvá-la. De alguma maneira, tudo o que ele viu com o canto das
sereias foi a própria Annabeth, como se de alguma maneira ela o estivesse
“protegendo”, então se pode dizer que ambos salvaram a vida um do outro… e,
agora, eles rumam para a Ilha de Polifemo, o desafio final de toda essa missão
que os levou através do Mar de Monstros em busca de duas coisas…
E a Ilha de
Polifemo realmente precisa de novos heróis, porque as coisas não estão bem por
lá. Clarisse é a primeira a chegar, mas ela acaba sendo capturada por Clarisse
e prendida junto com o Grover, e quando os dois estão prestes a achar que eles
“deram sorte”, porque agora eles estão em dois para colocar em prática um plano
anteriormente inviável de Grover para se alçar até a saída e, de quebra, pegar
o Velocino de Ouro, eles percebem que as coisas são piores do que eles
imaginavam… Polifemo pode ter interpretado o “ciclope burro e bobão” até agora,
mas não é verdade que ele seja assim, e na verdade ele sempre soube sobre
Grover – ele tem a visão ruim, mas seu olfato e sua audição são ótimas, e
Grover fala enquanto está dormindo… agora,
eles são iscas para mais heróis.
E esses outros heróis estão chegando!
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