Vale o Piloto? – A Knight of the Seven Kingdoms (O Cavaleiro dos Sete Reinos) 1x01 – The Hedge Knight

Cavaleiro Andante.

Todos sabem que o universo de “Game of Thrones” é um sucesso. É verdade que a saga nos livros ainda não chegou ao fim e que a série, embora seja amada por muitos, desagradou a quase todos em sua conclusão, mas a marca ainda é fortíssima e o universo rico o suficiente para que tenhamos várias histórias a contar. “House of the Dragon”, o primeiro spin-off, é a prova disso, com um sucesso inegável. Agora, ganhamos uma prequela de “Game of Thrones” que é baseada em três contos escritos por George R. R. Martin e publicados em 1998, 2003 e 2010, comumente chamados de “Contos de Dunk e Egg”, e a estreia talvez tenha me pegado de surpresa por seu tom bastante diferente àquele que estamos habituados… e eu preciso dizer: é encantador.

A adaptação dos contos, que recebe o nome de “O Cavaleiro dos Sete Reinos”, recebe uma primeira temporada de 6 episódios, e a estreia aconteceu com “The Hedge Knight” no dia 18 de janeiro de 2026, nos apresentando a Dunk – ou, quem sabe, Sir Duncan, o Alto – e a um garotinho chamado Egg. Após a morte de seu mestre, o Sir Arlan de Pennytree, Dunk se pergunta o que ele vai fazer da vida… ele poderia vender os cavalos que herdara e “se alimentar como um rei” por dois anos ou três, mas e depois? Ele quer algo mais duradouro que isso, e ele acaba se tornando, talvez sem perceber, um Cavaleiro Andante que tem uma característica inegável para alguém que por ventura almeja ser um cavaleiro andante: carisma de sobra.

Dunk é adorável. Ele é aquela figura “gigantesca” com um coração bom e um quê de melancolia no rosto que o tornam fofo e de quem gostamos quase que imediatamente… sua incerteza externada talvez não se traduza em indeterminação dos passos, e ele explora opções – como um torneio que está prestes a acontecer em Vaufreixo, e é exatamente para lá que ele está partindo. No caminho, ele se depara com Egg, um garoto com respostas na ponta da língua que também está procurando um propósito. Ele acredita, por exemplo, que pode ser “o seu fiel escudeiro”, porque todo cavaleiro precisa de um, mas Dunk o instrui a contentar-se com uma moeda no lugar de um tapa na orelha por estar brincando com o seu cavalo… então, ele parte sozinho.

Classificar-se para um torneio de cavaleiros, no entanto, não se mostra tão simples porque, antes, Dunk precisa provar que é um – a sua palavra de que foi ordenado por Sir Arlan de Pennytree não é o suficiente, mas talvez Sir Manfred Dondarrion, a quem Sir Arlan servira, possa testemunhar a seu favor. Gosto muito de como “O Cavaleiro dos Sete Reinos” incorpora à sua narrativa o espírito de um cavaleiro andante e suas aventuras e experiências, e Dunk tem boas cenas seja com o terrível e grosseiro Sir Steffon Fossoway, seu primo mais ameno depois, as mulheres que trabalham para Sir Manfred e o bêbado Sir Lyonel, anfitrião de uma festa à qual Dunk se junta em busca de jantar… adoro a cena do Dunk se divertindo e dançando, quase que despreocupadamente.

Se Dunk poderá ou não participar do torneio ainda é uma incógnita… Sir Manfred não tem o menor interesse em o ajudar. De todo modo, Dunk agora pode ser oficialmente Sir Duncan, o Alto, como se denomina ao seu novo fiel escudeiro, que é “forçado” a aceitar por o ter seguido até ali: Egg, o garotinho de cabeça raspada que conhecera na estalagem e que brincara com seus cavalos. Mesmo com poucos minutos, as cenas de Duncan e Egg nos mostram com clareza o porquê de contos com esses personagens terem dado certo: eles são personagens com força e carisma, que fazem com que queiramos ver mais… há um quê inesperado de pureza e beleza em “O Cavaleiro dos Sete Reinos” que me fascinou e me empolgou. Quero ver o que essa série tem a contar!

 

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