Isekai Office Worker: The Other World’s Books Depend on the Bean Counter 1x02 – I Got Promoted
Resistência à mana e à essência mágica.
Deveria ser
óbvio que tomar um suplemento miraculoso de um mundo diferente poderia trazer
problemas desconhecidos para o organismo de um forasteiro, mas Kondo Seiichiro
não pensou nisso quando descobriu que poderia tomar uma espécie de elixir que
lhe tirava o cansaço e fazia com que o seu corpo parecesse leve… eu até o
defenderia se ele não estivesse fazendo isso para poder trabalhar mais. Quando morava em seu próprio mundo,
Kondo era “um escravo da empresa”, alguém que trabalhava incansavelmente,
inclusive fora do horário e em feriados, e que nunca tirava um tempo para si…
quando foi arrastado para outro mundo com a Santa que se espera que resolva uma
crise que acontece a cada 100 anos naquele lugar, a primeira coisa que Kondo
fez foi pedir um emprego.
Kondo
Seiichiro tem trabalhado além da conta, tanto que conseguiu não apenas um
emprego, mas uma promoção por ter chamado a atenção do Chanceler, e abusado do
suplemento que ele nem conhece direito, até o momento em que ele passa mal na
rua e é descoberto por Aresh Indrak, o Comandante dos Cavaleiros da Terceira
Ordem, que reconhece imediatamente os sinais de intoxicação e sabe o que
precisa ser feito para ajudar… e eu devo dizer que as coisas são no mínimo curiosas nesse outro mundo.
Indrak usa sua própria magia de vida para que Kondo se sinta melhor, mas existe
toda uma coisa de “Kondo Seiichiro, por ser de outro mundo, não ter resistência
à mana” e, por isso, ele precisa “se acostumar” à mana da pessoa que o está
curando…
Curioso que
a “relação” dos dois comece dessa maneira. Acho que existe, em Kondo, alguma
coisa de admiração pela grande figura
que é o Comandante dos Cavaleiros da Terceira Ordem; por parte de Indrak,
existe alguma fascinação pelo homem estrangeiro e inusitado e um sentimento
que, por ora, ele chama de “irritação”, mas que não é exatamente isso, ainda
mais se formos avaliar a sua determinação em ajudar Kondo de qualquer maneira.
E a forma mais fácil e rápida (se é a “única”, eu não sei) de se acostumar à
mana de um feiticeiro é o contato íntimo e sexual ao qual Kondo Seiichiro cede,
e isso realmente faz com que ele amanheça se sentindo muito melhor… quer dizer,
em nosso mundo uma boa noite de sexo
também nos faz acordar melhor, não?
Acho
fantástico que parte do “incômodo” que Indrak supostamente sente com Kondo vem
do fato de que Kondo não demonstra por ele a admiração e devoção do restante do
reino… ele está lá, sendo absolutamente gostoso de camisa aberta mostrando o
tanquinho na manhã seguinte, por exemplo, e Kondo se veste na velocidade da luz
e sai correndo porque “está atrasado para o trabalho”. Kondo passa o restante
do dia trabalhando e se perguntando o que ele pode fazer para “recompensar” o
Indrak por sua ajuda, enquanto o Indrak nutre a sua “irritação” pelo forasteiro
porque ele parece ser uma responsabilidade nova – alguém que precisa ser
observado e precisa ser cuidado o tempo todo… Indrak faz o que se esperaria que
o Kondo fizesse por si mesmo.
No horário
de almoço, por exemplo, quando Kondo está prestes a pular uma refeição, o Comandante dos Cavaleiros o busca no
“escritório” para levá-lo ao médico e, depois, para almoçar, e é aí que
entendemos um pouco mais sobre o que precisa ser feito… a magia é parte desse outro mundo, e Kondo Seiichiro não tem
resistência a ela por ter vindo de um mundo diferente, mas a sua resistência
não é nula, embora baixa: ele vai aos poucos se adaptar à nova realidade com
base nas comidas e no próprio ar, mas, para isso, ele precisará se cuidar, se
alimentar e deixar de lado medicamentos muito fortes como o suplemento que ele
estava tomando sem cuidado algum e que vão muito além da resistência que o seu
corpo tem à mana e à essência mágica.
Ele também
terá que aprender a abrir mão de horas extras – e Indrak também está empenhado
nisso. Estou curioso para ver como de
fato se desenvolverá a relação deles, mas eu achei fofo o Indrak indo até o
trabalho de Kondo para fazer com que ele vá embora porque “já deu o horário”, e
talvez ele terá que fazer isso rotineiramente até Kondo se adaptar à sua mais
nova realidade… é essa aproximação inesperada entre eles que vai fazer com que
eles se conheçam, conversem, se importem cada vez mais um com o outro – Indrak
não entende nem por que o Kondo está trabalhando se todas as suas despesas são
cobertas pelo transtorno de ele ter sido trazido contra a sua vontade de outro
mundo, mas se essa é a escolha de Kondo, ele meio que a entende…
Mas quer
garantir que ele vai fazer as coisas do jeito certo e cuidar da saúde.
Já está apaixonadinho e preocupado.
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