Glee 4x17 – Guilty Pleasures
“I get it,
your guilty pleasure is me”
Exibido
originalmente em 21 de março de 2013, “Guilty
Pleasures” é o décimo sétimo episódio da quarta temporada de “Glee” e traz uma proposta interessante:
aquelas coisas de que gostamos e, muitas vezes, temos vergonha de admitir.
Quando Will Schuester não pode dar aulas porque está doente e Blaine descobre
uns quadros feitos com macarrão que
são um talento secreto de Sam, os dois se unem para assumir o glee club na semana de ausência do Mr.
Schue, convidando os companheiros a explorarem suas “vergonhas musicais”, o que
é um bom exercício de equipe que faz com que eles se abram, confiem mais uns
nos outros, se conheçam melhor e, quiçá, descubram familiaridades nos “prazeres
culposos” que eles nem imaginam!
A primeira
música do episódio é um “exemplo” dado por Blaine e Sam enquanto explicam a
“tarefa da semana”, até porque o Blaine, para fugir de ter que responder sinceramente, diz que o seu prazer culposo é a
banda Wham!, então que melhor maneira de iniciar com a deliciosa “Wake Me Up Before You Go-Go”? Eu AMO
essa música, eu amo os figurinos, eu amo a energia da coreografia… e eu amo
como ela abre portas para as próximas “revelações”. Sam, por exemplo, decide
compartilhar o seu segredo: ele gosta de
Barry Manilow. Blaine o incentiva a falar sobre isso no glee club, e ele se apresenta com a
divertida e envolvente “Copacabana”,
que faz com que todos participem e acabem confessando que eles também gostam de Barry Manilow…
Destaque
para o Jake roubando a cena dançando e se divertindo aqui.
Sam contou
dois segredos seus, agora ele incentiva o Blaine a fazer o mesmo… afinal de
contas, ele é um líder e ele precisa dar o exemplo. Blaine canta, ao piano, “Against All Odds (Take a Look at Me Now)”,
e é profundamente emotiva, tanto que é praticamente impossível não entender o
que ele está dizendo, embora ele se esquive… e é muito fofo o Sam indo falar com o Blaine mais tarde e dizendo que entende
que o “prazer culposo” do Blaine é ele, e ele é um máximo dizendo que o Blaine
gosta de garotos e ele é bonito, então ficaria ofendido se ele não sentisse nada. É simples, mas é bonito e
fortalece a amizade deles, com o Blaine respirando
tranquilo e sem culpa porque o Sam não “surtou” por isso nem nada. O Sam é
uma pessoa muito especial, como não se apaixonar?
Ri com o comentário sobre as balas de
menta durante o abraço.
Curiosamente,
o roteiro está dando uma boa amenizada em
Kitty. Ela é convidada por Brittany para o “Fondue for Two”, porque “todo mundo
a detesta” ou qualquer coisa assim, mas não é de hoje que até a expressão de
Kitty está mais suave, como se a série quisesse descer o tom da personagem um
pouquinho… vide quando o Blaine termina a sua música e a Tina provoca
perguntando “para quem é” e a Kitty manda ela ficar quieta, e é sincera ao
fazê-lo. A entrevista de Kitty para o “Fondue for Two” rende um segredo sussurrado no ouvido de
Brittany, algo que Marley, Tina e Unique exigem saber mais tarde, como fãs do
programa: qual é o segredo culposo de
Kitty? E, então, todas surtam ao descobrir algo em comum: AS SPICE GIRLS.
Quer dizer,
quem não ama as Spice Girls?!
Caracterizadas
como as Spice Girls, as meninas ARRASAM com “Wannabe”, uma música que marcou a vida de muita gente! E elas se
incomodam ao descobrir que Jake pretende cantar uma música de Chris Brown, já
que ele é bastante problemático… há a
discussão se isso não faria justamente o fato de ele gostar de algumas músicas
dele tornar esse gosto digno de “culpa” e se é possível “separar o artista da
arte”, e ganhamos uma cena emblemática – no fim, ele resolve mudar o cantor, e
escolhe outro tão problemático quanto.
Em defesa de Jake, ele não sabia, e nem
sempre sabemos mesmo. Independentemente de qualquer coisa, Jake Puckermann
ARRASA DEMAIS em “My Prerogative”: a
música, a voz, os passos de dança… talvez Jake nunca tenha estado tão lindo e gostoso antes.
Em Nova
York, Rachel segue sem entender por que o Brody “se afastou”, segue brava com a
maneira como a Santana se impõe e diz as coisas, e quando Santana tenta provar
que é uma boa amiga (ela tenta ser, ela só precisa polir algumas coisas), elas planejam pregar uma peça em Kurt, mas nem precisam – elas descobrem o Bruce:
um “braço-namorado” que o Kurt comprou e com o qual dorme desde que se mudou
para Nova York e sobre quem não queria que ninguém descobrisse… no fim, os três
acabam com “braços-namorados”, e o Kurt tem o cuidado de fazer o braço de
Santana ser o de uma mulher. Mas o clima mais ou menos bom acaba quando Santana
resolve acabar com toda essa história do Brody de uma vez por todas e conta
tudo para a Rachel…
O plano era
esperar a audição para “Funny Girl”,
mas ela não aguenta mais. Acho a cena de Rachel contra o Brody em NYADA um
tanto exagerada e desnecessária, embora entenda que ela se sentiu enganada, e
eu tenho críticas a essa parte do roteiro nas quais não pretendo me aprofundar
agora, só digo o que já disse antes: parece
desespero para “se livrar” do Brody porque tinha gente torcendo por eles (eu,
inclusive). O fato de o Brody contar que levou um soco de Finn e a Rachel
ficar mexida é a prova escancarada disso. Ao menos a trama nos entrega “Creep”, talvez o melhor dueto de
Rachel e Brody. Amo toda a cena: a corrida pelo corredor, o final no palco, o
quanto o Brody está lindo. Uma pena que a história deles termine assim.
Por fim, o
episódio chega ao fim com uma apresentação em conjunto entre os núcleos de Ohio
e de Nova York. Tristinha por causa de toda a história com Brody, Rachel diz
que ela tem o direito de escolher o filme daquela noite, e que filme melhor que
“Mamma Mia!” para animar? Embora eu
nem considere “Mamma Mia!” ou ABBA
como “prazer culposo” nem nada. A apresentação ao som de “Mamma Mia” começa em Nova York, com a Rachel, Kurt e Santana (eu acho
muito bonitinho o momento que os três compartilharam), e logo migra para Ohio,
com direito ao New Directions usando roupas da banda ABBA e nos entregando algo
que é nostálgico, acolhedor e bonito, tudo ao mesmo tempo… uma ótima maneira de
encerrar o episódio!
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