Stranger Things 5x05 – Chapter Five: Shock Jock
Will, o
Sábio.
A conversão
total de Will Byers em um FEITICEIRO é o grande evento da quinta temporada de “Stranger Things” até o momento. “Shock Jock” é o quinto episódio dessa
temporada e abre o Volume 2, lançado no dia 25 de dezembro de 2025, colocando a
trama em direção à conclusão de uma das maiores séries da Netflix, e temos
algumas coisas a explorar antes da grande batalha de Will o Sábio e os demais
contra Vecna – a série ainda está nos explicando qual é o plano de Henry com o
sequestro das 12 crianças que ele levou para aquela “realidade” na qual ele tem
mantido Holly Wheeler aprisionada há algum tempo, e Dustin parece ter acabado
de fazer uma descoberta interessante sobre a natureza do Mundo Invertido… uma descoberta que pode mudar tudo.
Como
comentei na minha última review: a
cena de Will é épica. A maneira como suas memórias e as palavras de Robin,
combinadas, lhe dão força o suficiente para provar a Vecna que ele não é fraco como ele pensava é de
arrepiar, e eu gostei de vê-lo com
poderes – e ainda que eles não tenham conseguido impedir os Demogorgons de
levar para Henry as crianças que tinham sido marcadas como alvo, ele ainda
salvou a vida de pessoas que ele ama, como o Mike, o Lucas e a Robin. A
sensação de “ter falhado”, no entanto, é natural e presente – mas eles percebem
que Will pode canalizar o poder do Mundo Invertido quando acessa a mente
coletiva e, portanto, talvez ele possa usar esse mesmo poder contra o próprio Vecna… eles só precisam
encontrar uma maneira de “conectá-lo”.
Enquanto
isso, as crianças capturadas pelos Demogorgons todas são presas no Mundo
Invertido e, em um conceito similar ao da Matrix, despertam em um “outro
mundo”, no mesmo em que Holly e Max estão… lá, elas encontram o “Sr. Quequeé”,
aquele que supostamente os salvou dos monstros que estavam vindo para atacar, e
que usa exemplos de “Uma Dobra no Tempo”
para trazer as crianças para o seu lado, nesse plano, seja ele qual for, de
“atrair outro mundo para a Terra – para elas, Henry não usa a palavra
“receptáculo”, como usara quando falara com Will. É angustiante ver a Holly
tendo que interpretar um papel ao lado das demais crianças que confiam em Henry
plenamente, sendo a única que sabe quem ele realmente é – ou acreditando
que é a única.
Afinal de
contas, temos o Derek!
Holly foge,
supostamente sem ser vista, para falar com a Max na floresta e para dizer que
Henry está falando sobre “as usar para atrair outro mundo para a Terra”, e
então elas percebem que não estão sozinhas, porque o Derek Merdinha (Gracinha?)
está ali, e posso dizer? EU AMO O DEREK! Eu realmente
não achei que isso fosse acontecer, mas o personagem é maravilhoso! Me diverti
muito com a maneira como ele explica como soube
que a Holly sabia da verdade pela
maneira como ela reagiu às palavras de Henry, e ele cita o nome “Vecna”, que
não foi falado ali em nenhum momento, porque ele o ouviu de Mike, “o seu melhor
amigo” ou qualquer coisa assim. E da mesma maneira como aconteceu do lado de
fora, as duas meio que precisam do Derek
agora.
Então, ele
sai para a floresta e deixa que contem para o Henry… mas é parte do plano.
A fuga de Camazotz começa agora.
No Mundo
Invertido, acompanhamos duas histórias… primeiro, temos Eleven e Hopper
salvando a Kali/008 do laboratório da Dra. Kay, e o seu retorno à série é
essencial para explicar algumas coisas: ela conta a Eleven sobre a sua
tentativa frustrada de fuga que a levou a uma série de mulheres grávidas em
quem a Dra. Kay estava injetando o seu sangue, tentando criar novas crianças
como elas – como antes o sangue de Henry foi usado para criá-las, mas não está
dando certo… todas as mulheres e os seus bebês estão doentes, e é por isso que
a Dra. Kay está em busca de Eleven: ela quer o sangue de El porque acredita
que, com ele, ela poderá criar mais um grupo de crianças com poderes para serem experimentos do governo. Segundo Kali, não existe final feliz…
Não para elas.
Também
acompanhamos no Mundo Invertido a incursão de Steve, Dustin, Nancy e Jonathan,
e aqui reina a tensão, e eu preciso
tirar um tempo para falar sobre o Steve e o Dustin, toda a quebra na relação
deles que eles estão vivendo, como isso é
muito mais complexo do que parece e como eu entendo o Steve perfeitamente e o defenderei até o fim. Steve se
sente mais do que um amigo de Dustin: ele é seu irmão mais velho, ele quer o
proteger… ver a espiral potencialmente destrutiva na qual o Dustin entrou é
doloroso demais para ele e ele não sabe lidar com um adolescente rebelde que se
coloca em perigo e pode colocar os outros em perigo. O Steve é um “pai”
desesperado querendo o melhor para o filho e tendo o filho brigando com ele por
isso.
Por isso as
cenas se tornam mais intensas e mais impactantes, porque eu sei que o Steve se importa de verdade,
que o Steve quer o seu velho Dustin de volta… e o que o Dustin está fazendo é
um pedido de socorro, no fundo, e ele também está severamente machucado. A
briga dos dois é boa, e talvez nem tudo seja dito da melhor maneira possível, mas muitas verdades são ditas e talvez precisassem ser ditas… Dustin perde o
controle quando Steve fala sobre o Eddie e sobre como talvez ele tivesse
escolha e escolheu “bancar o herói” e isso acabou fazendo com que ele morresse,
e tudo o que Steve faz aqui é se defender e tentar conter o Dustin. Até que, no
fim, ele vai embora porque está cansado…
toda essa sequência tem uma carga dramática bastante significativa.
Enquanto
isso, Jonathan e Nancy também têm seus momentos, especialmente quando as duplas
se separam em busca do que eles acreditam ser o gerador de energia que deve
manter em posição o “muro” que circunda o Mundo Invertido – e que eles
acreditam precisar derrubar para chegar até a Holly e as outras crianças que
foram levadas. Os dois têm uma discussão talvez “fora de hora” e acabam
chegando até o que pode ser o
“gerador de energia”, enquanto o Dustin chega a uma revelação que muda tudo o
que eles pensavam sobre o Mundo Invertido, então ele corre… ele corre contra o
tempo porque precisa impedir Nancy de fazer qualquer coisa, mas é tarde demais:
ela atira no que quer que eles tenham encontrado e, segundo o Dustin, isso pode
resultar na morte de todos eles.
Em Hawkins,
o plano é conectar Will de volta à mente coletiva, e existem duas maneiras de
fazer isso: conversando com o mentor de Dustin e construindo um novo
rastreador; ou bancando o Dr. Frankenstein com um dos Demogorgons mortos e
despertá-lo para conectar o Will – e essa segunda opção, insana, parece mais rápida. Gosto de como “Stranger Things” encaixa cenas e
conversas importantes no meio da ação, e enquanto tudo está sendo preparado
para a Noite de Frankenstein, Will tem mais uma cena muito bacana com Robin, na
qual Robin o agradece por ele ter salvado a sua vida, e ele a agradece por suas
palavras, mas ele ainda tem dúvidas… sobre quando e como ela teve coragem de
falar com a Vickie, por exemplo, e ele entende que ainda há um caminho a ser trilhado.
De todo
modo, nesse momento a questão é fazer com que o experimento científico funcione
e o Will use o Demogorgon para se conectar à mente coletiva – o que parece
funcionar, em um primeiro momento. Will consegue ver através dos olhos de Derek
e consegue dar informações a quem o escuta em Hawkins, sobre como Holly está
com Max e sobre como o Vecna está caçando as duas… e é o que vemos acontecer: o
plano de Max é andar pelo labirinto de memórias de Henry com Holly para, como
foi o seu caso, chegar até a saída, e é o que elas fazem, passando do gira-gira
na escola para o quarto onde Holly foi levada, e eles chegam cada vez mais
perto da memória final, cada vez mais perto da saída… tão perto que, novamente, eles chegam a vê-la.
Mas são impedidas.
A função de
Derek é atrasar o Vecna, e ele o faz enquanto pode, inclusive dando a ele uma
resposta típica de Derek Merdinha quando o Henry pergunta quem lhe deu aquele mapa, mas eventualmente ele é capturado e Henry
consegue ir atrás de Max e Holly, fechando a porta rumo à saída… e, novamente,
TEMOS UMA CENA IMPACTANTE PROTAGONIZADA PELO WILL. Enquanto Vecna parece
prestes a matar Max (de novo?), é o Will quem salva ela e a Holly, assumindo o
controle, machucando a perna de Vecna e, falando através dele, mandando as duas
correrem. A cena é eletrizante e
visualmente maravilhosa, então o Henry expulsa Will de sua mente… em Hawkins,
eles matam o Demogorgon para “desconectar” o Will, mas ele ainda não desperta.
Sua mente está presa em algum lugar.
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