Glee 4x19 – Sweet Dreams

“We rise above the fray / We’re the outcast, o-o-outcast!”

SONHOS. Exibido originalmente em 18 de abril de 2013, “Sweet Dreams” é o décimo nono episódio da quarta temporada de “Glee” e os personagens seguem se preparando para grandes eventos que estão por vir: Rachel está preocupada com a sua audição para o primeiro revival na Broadway de “Funny Girl”, o musical do qual ela sempre sonhou participar porque endeusa a Barbra Streisand; Finn está tentando seguir um conselho que recebera e se dedicar à faculdade para se tornar um professor de verdade, se é isso o que ele gosta e isso o que ele quer fazer da vida; e o New Directions se prepara para a apresentação nas Regionais, mas antes de lidar com a competição propriamente dita, eles precisam lidar com o fato de que Will Schuester pode ser irredutível.

Curiosamente, gosto muito de toda a trama de Rachel aqui, porque esse sonho em protagonizar “Funny Girl” combina demais com a personagem, e a sua narração acelerada nos faz pensar muito na Rachel Berry da primeira temporada de “Glee” – e essa trama nos rende dois excelentes momentos musicais: o primeiro é com Shelby Corcoran, ao som de “Next to Me”, quando ela aparece para ajudar Rachel a se preparar e escolher uma canção que não seja óbvia e que a retrate bem; o segundo é a audição propriamente dita de Rachel, com uma escolha emotiva que tem tudo a ver com ela. É profundamente emocionante ganharmos uma nova versão de “Don’t Stop Believin’”, a “primeira” música do New Directions, lá do Piloto, e realmente significa demais para ela, e isso faz com que ela se sobressaia…

Amo a performance, o New Directions “original” aparecendo de vermelho…

A recriação da coreografia. Tem muito SENTIMENTO naquela performance ali!

Finn, por sua vez, protagoniza a parte menos interessante, na minha opinião, do episódio… seu tempo na faculdade acaba sendo alterado pelo Harlem Shake, que foi um viral da época, e a presença de Puck – a partir dali, Finn entra em uma energia caótica de festas de faculdade como vemos em filmes adolescentes, e ele parece estar gostando muito disso. “(You Gotta) Fight For Your Right (To Party!)” é uma música que consegue colocar Finn e Puck para dentro de uma irmandade e tudo, mas eventualmente ele é trazido de volta para a realidade… isso é tudo o que ele quer? E a dedicação à faculdade? E o desejo de se formar para se tornar um professor de verdade? Puck o ajuda a lembrar-se disso, e uma visita de Will Schuester pedindo ajuda com o glee club também.

No fim, o Will Schuester realmente precisa de ajuda – não é a primeira vez que ele age como age nesse episódio, mas eu sempre fico morrendo de raiva quando ele faz isso. As coisas no New Directions estão beirando o caos – o Sam inventando um irmão gêmeo, o Evan Evans, que é supostamente um gênio, a Tina testando um novo visual muito bacana e a Unique tomando anticoncepcional para ver se seus peitos crescem –, e Marley deseja tirar da gaveta as músicas que ela escrevera e que nunca mostrara para ninguém, mas ela nem tem chance… afinal de contas, o Mr. Schue definiu sozinho toda a set list da apresentação deles nas Regionais, demonstrando uma irredutibilidade absurda e uma grosseria desnecessária que não combina com o que ele prega.

O New Directions, então, convoca uma “reunião de emergência” na qual eles planejam pensar em outras músicas, porque querem cantar músicas mais atuais e que tenham mais a ver com eles – e que sejam escolhas deles, pelo amor de Deus! –, mas eles também não dão atenção à tentativa de Marley de emplacar suas canções originais… é só mais tarde que as coisas começam a mudar, quando Will fica furioso com a aparente “revolta” dos estudantes e pega pesado com alguns deles, de uma maneira bastante antiprofissional, se você me perguntar. Ele é desnecessariamente cruel com Sam, Unique e Blaine, particularmente, e a Marley os acolhe mostrando uma canção que ela escreveu e que ela só quer, nesse momento, ouvir em voz alta, cantada por eles…

“You Have More Friends Than You Know” é linda.

Esse é o momento em que Marley se faz ouvir… Unique, Sam e Blaine amam a música e falam sobre quererem ouvir outras canções dela e sobre terem que mostrar para todo mundo, inclusive para o Mr. Schue, mas ela diz que não, porque “ele deixou bem claro que não está interessado”, e ele escuta isso, logo depois de ouvir o quanto a música era boa… com um pouco de culpa e um pouco de vergonha, ele dá um passo atrás, mas sinto que seu “pedido de desculpas” é falho e muito aquém do que precisava ser depois de como os tratara o episódio todo. De todo modo, ele pede que Marley traga para a luz outras músicas originais, e isso nos entrega uma das minhas canções favoritas na temporada: acho “Outcast” LINDA, e eu AMO essa apresentação.

Não fez o sucesso que “Loser Like Me” fez na segunda temporada, mas eu sinto que muita gente já estava com má vontade com os novos personagens nessa época, e em parte por causa do roteiro que não soube aproveitá-los ao máximo, mas “Outcast” é uma música tão boa quanto. O conceito dela é similar, falando sobre os “rejeitados” e “excluídos”, e transmite incrivelmente bem essa ideia de que o glee club é um lugar para todos eles, um lugar onde eles podem ser eles mesmos e no qual eles são mais fortes juntos… a performance de “Outcast” é leve, com um quê de diversão, mas também a sua parcela de emotividade muito visível, e eu adoro. É uma boa companhia a “Don’t Stop Believin’” da Rachel com o New Directions original de apenas seis membros: o clássico e o novo.

 

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