Agatha Christie’s Seven Dials (Os Sete Relógios de Agatha Christie) – Ep. 1: Bundle of Love

Os Sete Relógios.

ASSASSINATO, MISTÉRIO E INVESTIGAÇÃO. Embora muito famosa pelas histórias protagonizadas pelo detetive Hercule Poirot, Agatha Christie é uma escritora responsável por muitos livros policiais com a investigação dos mais variados assassinatos… “O Mistério dos Sete Relógios” foi publicado pela primeira vez em 1929, trazendo a misteriosa morte de Gerald/Gerry Wade, depois de os amigos “pregarem uma peça” nele espalhando oito despertadores pelo seu quarto, por causa do seu costume de “dormir até tarde”, dos quais apenas sete são descobertos no momento da morte, na manhã seguinte. “Os Sete Relógios de Agatha Christie” é uma adaptação em três episódios lançados pela Netflix no dia 15 de janeiro de 2026, e a estreia é intrigante e deliciosa.

Depois de uma breve introdução ainda não explicada em Ronda, em 1920, a narrativa parte para Chimneys, em 1925, onde uma festa está sendo dada na mansão de Lady Caterham e Lady Eileen, mas patrocinada e encomendada pelos Coote, e é nesse cenário festivo e repleto de máscaras que conhecemos nossa protagonista, interpretada por Mia McKenna-Bruce: Lady Eileen é uma jovem inteligente, determinada e, talvez, à frente do seu tempo, e ela tem boas interações com Ronny e Jimmy, os amigos de Gerry Wade, bem como com o próprio Gerry Wade, que lhe faz um convite para um jantar na terça-feira, quando ele pretende “lhe fazer uma pergunta”, antes de ele ser lembrado pelo pai de qual é a sua “função” dentro da festa: atender a Lady Coote em tudo.

Gosto de explorar essa galeria de suspeitos… fico profundamente sentido com a morte de Gerry Wade, porque o achei fascinante nas poucas cenas em que ele esteve presente – um carisma magnético e envolvente! –, mas acho que a série se sai muito bem em começar a fazer com que nos importemos com aquele que acaba sendo a vítima tão cedo na trama… e quando a sua morte estranha é tratada como suicídio na manhã seguinte, Eileen parece ser a única pessoa convicta de que ele não teria se matado: não havia por que ele estar fazendo planos para a próxima semana com ela se ele pensasse em se matar… ainda que ele estivesse “sobrecarregado no trabalho”, como os amigos dizem. Para ela, alguma coisa não está encaixando nessa história, e ela quer saber o quê.

Se não temos Hercule Poirot como investigador desse assassinato, preciso dizer que Lady Eileen desempenha esse papel com maestria nesse primeiro episódio, e é gostoso vê-la investigando incansavelmente, porque ela se importa – e quer justiça. Isso, no entanto, pode colocá-la em perigo, é claro. Os relógios colocados no quarto de Gerry Wade na noite anterior aparecem enfileirados em cima da lareira, com um faltando (Eileen encontra o 8º relógio mais tarde, no jardim), e aqueles sete relógios parecem ir muito além de uma pegadinha… quem quer que tenha entrado no quarto de Wade antes ou depois de sua morte, o usou para deixar uma mensagem. Os “Sete Relógios”, tratados com letra maiúscula de nome próprio dali em diante, significam mais coisas…

E essa é a graça de uma obra de investigação… é entendermos sinais para explorar mistérios. Os Sete Relógios são mencionados, também, em uma carta que Gerry Wade escrevera para a irmã (a cena de Lady Eileen quebrando o móvel para descobrir o que ele escondia é muito boa!), e ele fala algo sobre como “não devia ter mencionado isso”. Pode ser o nome de um lugar, a mãe de Eileen fala sobre uma favela com esse nome, mas pode ser também o nome de uma organização… de qualquer maneira, Eileen quer descobrir. E, em suas investigações e observações, ela descobre de quem era e de onde veio o remédio para dormir que foi encontrado no quarto de Gerry Wade e definido como causa da morte, ainda que, até onde todos sabem, ele não usasse remédio para dormir.

E realmente não usava.

A morte de Gerry Wade é rapidamente arquivada pela polícia… não haverá investigação alguma em relação a isso, por isso cabe exclusivamente à Lady Eileen, e Ronny pede que ela tenha cuidado com quem fala sobre isso e que deixe que ele tente ter umas “conversas discretas” com algumas pessoas para tentar descobrir algo. A curiosidade, o desejo por justiça e a coragem combinadas, no entanto, não permitem que Eileen fique quieta – e ela é inteligente demais para ficar parada. Ela percebe um homem a seguindo e/ou a observando na rua quando vai até a cidade para falar tanto com Ronny sobre as investigações quanto com a Lady Coote sobre o remédio que ela dera a Emily e que foi encontrado no quarto de Gerry Wade, e então ela resolve o seguir…

Lady Eileen descobre um lugar aonde ela pode ir: Scotland Yard.

O primeiro episódio se sai incrivelmente bem. A morte está ali, alguns elementos que devem ser explorados também estão (a forma “desastrada” de um investigador parece muito suspeita, por exemplo), e a apresentação de Eileen é excelente… também gostei muito da sua relação com a mãe e elas têm boas cenas como aquela do jardim ou quando Eileen anuncia que está indo para Londres e está com pressa, e Lady Caterham resolve não ir com ela, e fica para trás para receber um recado ameaçador. A ameaça dos Sete Relógios está no ar. No caminho até Londres, dessa vez, Eileen precisa parar o carro quando encontra alguém caído no meio da rua e, ao se aproximar, descobre que trata-se de Ronny, que foi baleado e pede que ela fale a Jimmy sobre os Sete Relógios

Algo grande está acontecendo. E Eileen acaba de perder mais uma pessoa.

Curioso!

 

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