1000 Stars – Final Episode

“Eu estou com saudades”

SE DESPEDINDO DE TIAN, O CHEFE PHUPHA E A ALDEIA PHA PUN DAO… com certo tom melancólico, mas muita beleza, emoção e, felizmente, um final feliz, “1000 Stars” encerra sua história em um episódio lindíssimo que nos deixa com vontade de continuar com Tian e Phupha por mais um tempinho – até porque foi tão difícil para que eles finalmente ficassem juntos e felizes que sentimos que merecíamos mais tempo para curtir esse amor, não? Ao menos “1000 Stars” nos entrega uma cena pós-créditos divertida e fofa que nos mostra um pouquinho da vida de “quase casados” que Tian e Phupha estão levando agora… não que tenha sido fácil chegar até aquele momento. O episódio começa com Tian se preparando para ir embora de Pha Pun Dao depois da determinação dos pais, e parece que ele não tem mesmo opção: ele não pode continuar ali.

As despedidas foram HORRÍVEIS de se assistir, porque ficamos pensando em tudo o que Tian viveu ali, no quanto ele cresceu, e é o encerramento de um ciclo, o que geralmente é bastante sofrido. Primeiro, Tian tem uma cena significativa na qual se despede da casa na qual viveu durante esses meses, e depois ele se despede das crianças e do restante da aldeia, em uma cena emocionante que me fez chorar enquanto as crianças lhe davam presentes feitos por eles mesmos e Longtae lhe dava a camisa que ele usou em um dos seus primeiros dias ali… Phupha, infelizmente, não aparece para se despedir, e pede que Yod o leve até a rodoviária, pedindo, também, que ele entregue a Tian o caderninho de Torfun que ele pediu de volta no episódio anterior… então, Tian abraça as crianças uma última vez, tira uma foto com todo mundo e vai embora.

No caderninho, Phupha colocou palavras de despedidas a Tian, que são tão dolorosas quanto se ele não tivesse feito isso, na verdade… ele fala sobre o pedido que Torfun queria fazer, que tinha a ver com “fazer com que o Gigante Verde encontrasse alguém que tocasse o seu coração e o abrisse”, e Tian já fez isso, independente de ter conseguido contar as mil estrelas naquele dia ou não… ao mesmo tempo em que isso parece uma declaração de amor a Tian, Phupha também pede que Tian deixe que a história deles termine ali, lembrando-o de que ele não deve nada a ninguém e, agora, ele precisa deixar esses meses para trás e seguir adiante, retornando para a cidade, para a sua vida… é hora de seguir o coração e começar de novo, fazendo o que pedira no episódio anterior que Tian fizesse: que ele começasse a se colocar em primeiro lugar e vivesse para ele agora.

Então, vemos Tian voltar para a casa dos pais, mas não exatamente para a vida antiga que tinha, porque, depois de Pha Pun Dao, ele não é mais a mesma pessoa… agora, ele arruma a própria cama, cozinha, por exemplo, e faz pipas para se lembrar de Phupha e das crianças – ele até mesmo usa aquele mesmo sabonete que o Phupha usara para “lavar o seu rosto”, em um dos momentos mais marcantes da série, para poder se sentir próximo dele… e, ocasionalmente, escreve cartas à aldeia. É muito triste vê-lo “conversar” com Phupha através de cartas, enquanto ele espera que ele o responda, mas Phupha nunca o faz, porque acha que, se o fizer, ele não vai permitir que Tian siga em frente, como ele quer que ele faça… mas, no fundo, Tian não está se sentindo bem de volta em casa… é como se ele estivesse perdido, sem rumo, sozinho e entediado.

Tian chega a falar sobre isso com Tul em uma cena em um restaurante com comida típica do norte (enquanto, em paralelo, Phupha está na aldeia, fazendo uma refeição com Khama e com o Dr. Nam, e eles falam sobre Tian e as comidas que os fazem lembrar dele, e Phupha acaba ficando com um sorriso bobo no rosto, pensando no homem que ama e que agora está distante), e é fortíssimo quando ele diz que quando estava na aldeia era feliz, mas os pais o arrastaram de volta e agora ele não sabe o que fazer… então, ele decide voltar à faculdade, como a mãe tanto quer, mas também decide que não vai voltar a fazer engenharia: agora, ele vai estudar para ser professor. Sinceramente, é revoltante a atitude da família, porque a mãe escolhe para ele uma faculdade de prestígio nos Estados Unidos, só porque “ela tem amigos cujos filhos tentaram entrar lá e não conseguiram”.

Essa tentativa constante de se mostrar melhor que todo mundo. Que família problemática!

Ficamos ansiando pelo reencontro de Tian e Phupha quando o Dr. Nam, o sempre adorável Dr. Nam (tive raiva dele por um período que não durou nem um episódio inteiro, então não conta), convida Tian para o seu casamento: “Venha ao meu casamento, por favor. Alguém quer te ver”. Tian se arruma todo, fica lindo e esperançoso, mas a verdade é que Phupha nem mesmo confirmara sua presença e, quando Nam diz que “reservou duas cadeiras, uma para ele e outra para o seu professor”, ele acaba aparecendo… mas não fica muito tempo. Phupha também está todo arrumado e lindo (embora “lindo” seja redundante para falar do Earth), com o Dr. Nam provocando ele perguntando se ele se arrumou todo assim para tirar foto com ele ou se é para outra pessoa, e temos esperança, de verdade, mas o reencontro não vem… eles acabam se desencontrando.

Quando Tian chega, e assume para o Dr. Nam que está procurando por Phupha quando ele pergunta se é isso o que ele está fazendo, Nam conta que Phupha teve que atender a um chamado urgente e ir embora, e eu quase chorei com o Tian se perguntando se isso é verdade ou se, no fim, ele só não queria vê-lo… é de partir o coração ver a expressão sofrida de Tian, e é ainda mais cruel ver o Phupha lá atrás, olhando para Tian à distância, mas não se aproximando para falar com ele – eu fiquei morrendo de raiva (fiquei mesmo, não posso fazer nada!) do Phupha, dessa proximidade que não é o suficiente, e eu queria muito que ele fizesse alguma coisa, que ele chamasse o Tian ou sei lá, mas ele acaba se virando e indo embora… então, Tian não vê o Phupha e volta para casa arrasado, pensando em tirar do dedo o anel que Phupha lhe dera.

Mas, na verdade, ele não tem coragem.

Então, Tian resolve aceitar a decisão da família e ir embora para os Estados Unidos para fazer faculdade, e escreve uma última carta a Phupha, contando que vai embora e que a distância da aldeia não foi o suficiente para que ele o esquecesse, mas talvez estar do outro lado do mundo seja. Embora racionalmente ele queira ir embora e seguir em frente, Tian não pode deixar de procurar por Phupha no aeroporto, esperando que ele esteja ali para se despedir ou para impedi-lo de ir porque o ama, mas parece que ele não vai aparecer, então Tian se despede da família, se despede de Tul, e se prepara para embarcar quando o seu telefone finalmente toca, e é o Phupha do outro lado, demorando demais para falar, como se estivesse tomando coragem, e então ele o deseja sorte… com lágrimas nos olhos, Tian pergunta se isso é tudo o que ele tem para lhe dizer e Phupha complementa:

“Eu estou com saudades”

Então, Phupha aparece atrás de Tian, porque ele não podia deixá-lo ir embora sem se despedir, e foi mais ou menos a hora em que eu comecei a chorar de verdade – Tian pergunta por que ele fez isso, por que veio “complicar as coisas”, e “como pode esquecê-lo depois disso”, mas Phupha o convida a “esquecer essa história de esquecer”, FINALMENTE. Isso não quer dizer que Tian não vai embora, porque agora ele precisa ir e fazer sua faculdade, mas ele pergunta se Phupha vai esperar por ele, e Phupha diz que sim… confesso que, na vida real, eu tenho dificuldades para aceitar isso tudo (o Tian vai ficar anos longe e sozinho, e ele e Phupha nem ao menos se beijaram nenhuma vez ainda, então eu acho que ele conheceria outra pessoa, sei lá), mas, na série, é bonito e romântico… quando Tian está indo embora, Phupha o segura e eu quase achei que ele o beijaria ali no meio do aeroporto, mas ele só lhe dá um beijo na testa.

Longo, bonito e cheio de sentimento, no entanto. Tian vai embora mais feliz depois desse momento importante com Phupha, depois dessa promessa de que, quando ele voltar, o Phupha estará esperando por ele… e, bem, agora o Tian tem um incentivo IMENSO para terminar a faculdade, não é? Quer dizer, ele tem o Phupha, O PHUPHA, esperando por ele quando ele voltar! Quer dizer, eu faria aulas de manhã, de tarde, de noite, no fim de semana e nas férias para terminar essa faculdade em um ano e voltar logo para casa. Dois anos depois, estamos novamente na aldeia Pha Pun Dao, com o Chefe Phupha contando para as crianças uma história com fantoche sobre um boneco, um anjo e um Gigante Verde, e até as crianças sabem que essa história é a história de Phupha e do Tian, e é uma das sequências mais fofas desse último episódio.

Até porque sabemos que está chegando o momento do reencontro… Phupha está apaixonado (como ele olha para a tela do celular com a foto de Tian!) e eu sabia, quando o chamam pelo rádio para falar de “um código vermelho no Monte Pha Pun dao”, que isso era apenas uma armação para levá-lo até lá, onde Tian estava esperando por ele… E É TÃO LINDO ESSE REENCONTRO DELES! A maneira como Tian enterra o caderninho de Torfun num lugar que é tão importante para ela, encerrando oficialmente esse ciclo e mostrando a Phupha que ele tem um caderninho novo, dele, para escrever suas próprias experiências, e então ele explica exatamente o que isso quer dizer: “Olá, Chefe Phupha. Eu sou o novo professor voluntário”. DESANDEI A CHORAR AO OUVIR O TIAN DIZENDO ESSAS PALAVRAS… ele está de volta à aldeia, ao Phupha, às crianças…

Ao lugar que o faz feliz. Ao lugar que chama de “casa”.

Phupha parece não entender, inicialmente, mas Tian está fazendo exatamente o que ele lhe pediu que ele fizesse: ele pediu que ele seguisse seu coração, e é ali que o seu coração quer estar, é ali que ele quer construir um futuro. Então, tendo explicado isso, Tian pergunta se Phupha quer que ele fique ali e Phupha diz algo que, na verdade, sempre quis dizer: “Por favor, fique aqui comigo, Tian”. Ele não dissera antes porque não podia pedir isso, não lhe cabia, mas agora que Tian escolheu por si só, é tudo o que Phupha sempre quis. E ainda temos direito ao Phupha todo romantiquinho brega e fofo dizendo ao Tian que, naquele dia, faltava apenas uma estrela para ele terminar de contar as mil, e agora ele a encontrou: é o Tian, que caiu do céu para ficar com ele. É brega? Totalmente. Eu adorei? DEMAIS. Então, agora Tian tem direito a um desejo…

E ele deseja que eles nunca mais se separem de novo.

Lindíssimo o encerramento de “1000 Stars”, finalmente ganhamos o nosso tão esperado beijo, naquele cenário incrível, e a série ainda nos presenteia com uma última cena pós-créditos, que foram as cenas que nos entregaram momentos memoráveis como a cena do café ou a cena do Phupha pelado… agora, os vemos compartilhar o quarto de Phupha na base, da maneira mais fofa e romântica possível, os vemos se provocarem, vemos o Phupha pedindo massagem ou o Tian o convidando para dormir na cama com ele, com direito àquele sugestivo “Só dormir?”, que faz o Phupha pular na cama mais rápido do que qualquer coisa… é uma cena para nos fazer sorrir e para acalentar os nossos corações, mas também é uma cena que nos faz pensar que poderíamos ter mais um episódio especial só para mostrar toda essa FOFURA de Tian e Phupha, não?

Apaixonado por eles e pela série. Um BL incrível!

 

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