Power Rangers Wild Force – Power Rangers Força Animal

“Power Rangers flying higher… go!”

“Wild Force” é uma das temporadas mais queridas pelos fãs da franquia “Power Rangers”. A temporada foi ao ar em 2002 com o que eu julgo uma missão bastante difícil: suceder o sucesso que foi “Power Rangers Time Force”, e ela se sai incrivelmente bem nisso, com uma escolha criativa inteligente que conta uma história consistente e completamente diferente do que a temporada anterior trouxe. Assim, “Wild Force” tem personalidade, e ainda foi a série que começou a usar efeitos para os zords, tornando-os mais dinâmicos – os zords, por sinal, são um espetáculo à parte nessa temporada. “Power Rangers Wild Force” estreou em 09 de fevereiro e ficou no ar até 16 de novembro de 2002, sendo a última temporada a contar com 40 episódios… e é a última temporada produzida pela Saban antes de a série ser comprada pela Disney e entrarmos em uma nova era.

(Da qual eu gosto bastante também, diga-se de passagem)

A história de “Força Animal” traz uma batalha travada há 3.000 anos na Terra, quando os Guerreiros de Animarium enfrentaram o Mestre Org e suas forças, e salvaram a Terra… desde então, a Princesa Shayla, protetora dos Wildzords, está adormecida em Animarium, até que eles sejam novamente necessários. Iniciamos a temporada quando quatro Rangers já foram recrutados para enfrentar o Mestre Org e Cole Evans, que acaba de chegar à cidade em busca dos pais, depois de crescer na floresta, é recrutado como o último Ranger – o Ranger Vermelho. É interessante como Cole se une à equipe e como ele tem muito a acrescentar graças ao seu passado: ele é capaz de ouvir o coração das criaturas e se comunicar com elas, uma conexão que se mostra muito importante em uma temporada em que os Wildzords são tão protagonistas quanto os Rangers.

A temporada tem uma equipe interessante de Rangers, que é formada por: Cole Evans como o Ranger Vermelho; Taylor Earhardt, uma antiga oficial das Forças Aéreas, como a Ranger Amarela; Danny Delgado, um florista sensível, como o Ranger Preto; Alyssa Enrilé, uma universitária responsável, como a Ranger Branca; e Max Cooper, o mais jovem de todos, como o Ranger Azul. Infelizmente, algo que me incomoda bastante em “Power Rangers Wild Force” é a atuação, e embora vários deles sejam bastante exagerados ou caricaturados, poucos me estressam tanto como a Princesa Shayla, que é excessivamente dramática e teatral, e, é claro, Merrick Baliton, o Ranger Extra da temporada – ele tem um arco de apresentação tão bom, mas ele quase consegue estragá-lo com a sua total falta de expressão. Como se não bastasse, Merrick e a Princesa Shayla são pares românticos.

É sofrimento demais.

Como comentei, os ZORDS dessa temporada são um espetáculo à parte… a franquia estava inovando nessa época, e os Wildzords se tornaram, talvez pela primeira vez, personagens ao invés de meras máquinas que os Rangers usam em suas batalhas gigantes. Assim, os Wildzords são protetores de Animarium e da Terra, e sempre temos novos Wildzords aparecendo. “Power Rangers Wild Force” é a temporada que mais apresenta zords e combinações diferentes de Megazord até esse ponto da franquia, e um dos arcos mais importantes da temporada é justamente o descobrimento de novos Cristais e Wildzords. Mas não se engane, a temporada tem muito mais do que isso a oferecer, com arcos sempre muito interessantes, como o arco de Zen-Aku ou o arco de Animus. “Wild Force” talvez seja uma das temporadas mais planejadas da franquia.

Além disso, “Power Rangers Wild Force” tem dois momentos que eu considero grandes MARCOS na história de “Power Rangers” de modo geral. Primeiro, gostaria de comentar sobre “Reinforcements from the Future”, que é o crossover tradicional (na época) com a temporada anterior, e é um dos crossovers mais bem-escritos e que não está ali apenas pelo fan service, mas continua desenvolvendo a trama de “Time Force”. Depois, um dos episódios mais marcantes da franquia e que eu lembro que foi uma sensação na época do seu lançamento: “Forever Red”, o episódio que reunia TODOS OS RANGERS VERMELHOS ATÉ ENTÃO em uma missão até a lua. É tão bom rever não apenas rostos recentes, como o Wes e o Erik, mas também rever personagens que fizeram parte da história de “Power Rangers”, como Jason, o primeiro Ranger Vermelho.

“Power Rangers Wild Force” é uma temporada incrível, mesmo com as críticas que eu tenho a algumas atuações – o roteiro bem-escrito e bem-conduzido consegue salvar até mesmo episódios que são focados em Merrick, e isso quer dizer muita coisa! Por motivos puramente particulares, “Wild Force” não entra no meu Top 3 de temporadas favoritas (quem lê o blog há mais tempo deve estar cansado de saber qual é o meu Top 3 de “Power Rangers”), mas certamente ocupa uma posição alta no ranking e, ao reassisti-la recentemente para poder escrever esses textos, eu consegui perceber que ela é muito melhor do que eu me lembrava, e essa foi uma surpresa deliciosa. É tão bom quando você redescobre algo e, de repente, percebe que é ainda melhor do que a sua memória lhe diz! E aí? Qual é a opinião de vocês sobre “Wild Force”?

 

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