Rise 1x07 – This Will God Willing Get Better
“You’re a
part of this family, Maashous!”
Ao som de “TOUCH ME” e com uma apresentação final lindíssima que, mesmo com todos os
“problemas” apresentados da peça na tech
week, mostra que “Spring Awakening”
tem tudo para ser uma produção fenomenal e que Stanton High vai arrasar e
emocionar com esse musical! Aproximamo-nos rapidamente do fim da temporada
(ainda estou aguardando essa renovação pra ontem!), e eu já começo a sofrer e a
sentir falta dos meus personagens, e é com muito amor que eu acompanho um
desenvolvimento tão belo de tantos personagens que cresceram ao longo desses
quase dois últimos meses, e que agora são pessoas tão importantes para nós. É o
caso de Simon, por exemplo, em sua jornada de autoconhecimento, finalmente
chegando a um ponto importante de sua vida, e o fofo do Maashous, em um de seus
episódios mais comoventes.
Chorei com Maashous.
Problemas na
produção de “Spring Awakening” é o
que não falta, e parte deles é derivado do fato de Lou Mazzu fazer tudo para ele. Egocêntrico, achando que o
mundo gira ao seu redor, ele foi inicialmente bem-intencionado ao montar a
peça, mas às vezes sinto que é muito mais para
ele que para os jovens. Veja como ele lidou com Robbie Thorne, de maneira nada profissional. A cena que antecipa “Those You’ve Known”, o momento que eu
mais CHORO em “Spring Awakening”, é
forte, dolorosa, cruel, e Robbie realmente não estava colocando nem perto
da emoção necessária naquele momento, sendo que sabemos que ele atua muito melhor
que isso, como vimos na cena depois de Melchior bater em Wendla a seu pedido.
De todo modo, embora Robbie precisasse ser despertado,
Lou não tem o mínimo profissionalismo
para fazê-lo, e ele estraga tudo.
“Spring Awakening” está sem Melchior.
Os personagens
estão eles mesmos passando por uma série de outros problemas. Sasha, por
exemplo, a personagem recém-introduzida, está sendo pressionada pelo namorado
para fazer um aborto, o que ela não está disposta, e descobrimos que ela e
Michael eram melhores amigos na época em que ele ainda era Margaret. As cenas
são boas enquanto Michael tenta se reaproximar dela, sem muito sucesso, e para
mim o melhor momento foi naquela cena final, nas escadas, quando eles conversam
de coração aberto e falam sobre a
amizade e sobre tudo – Sasha não está brava por nenhum outro motivo a não ser o
fato de Michael ter sumido e a abandonado quando ela tanto precisou
dele. Talvez ambos tenham falhado um com o outro como amigos, mas isso é algo
que pode ser consertado, e eu realmente espero que Sasha não tenha o final
trágico de Wendla.
Também temos
a aproximação de Gordy e Gwen, e isso é muito fofo, ao mesmo tempo em que é
muito problemático. Os dois são uma bomba prestes a explodir. Gwen estava se
sentindo um pouco culpada por como tratou o pai, mas então descobriu que Sam
ainda está se encontrando com a mãe de Lilette, naquela recaída e brincadeira
de “conto de fadas”. Gordy, por sua vez, pediu ajuda aos pais no fim do
episódio passado e foi levado a um novo programa, mas embora ele esteja
“aparentemente” fazendo melhorias, ele
não está realmente se empenhando em melhorar, e tudo o que faz é
“interpretar”, fingir. Então, com os dois no limite, eles se aproximam, eles se
beijam, eles transam ao ar livre, e eu sinto que isso tudo é uma bomba prestes a explodir… não sei que tipo de proteção
eles usaram ou não usaram naquela noite, por exemplo.
Embora já tenhamos uma personagem grávida.
Sobre Simon e
Jeremy, eu devo dizer: AMO ESSES DOIS, e sofro infinitamente por eles. Embora
como Simon e Jeremy eles estejam de papeis invertidos, com Jeremy sendo o
Hänschen “da vida real” e Simon o Ernst, as cenas da peça são FENOMENAIS. Aquela fala durante “The Word of Your Body (Reprise)” me
arrepia em qualquer interpretação de “Spring
Awakening”: “When we look back 30
years from now, tonight will seem unbelievably beautiful” “And in the meantime?”
“Why not?” Mas Simon ainda
está se enganando, mesmo que a própria Annabelle perceba o quanto o clima entre Simon e Jeremy, no palco, parece real e muito mais que uma atuação.
Ela diz que se não o conhecesse, “acharia que eles eram um casal de verdade”. E
me doeu ver o Jeremy olhando para eles, ou a decepção quando aquela garota
fofoqueira conta que Simon e Annabelle estão juntos e “transaram naquela noite na
fábrica”.
Achei
MARAVILHOSO que ele tenha ido até Simon para falar sobre isso. Pode parecer um
pouco de invasão, mas Simon precisa ser motivado,
e Jeremy SABE que o que eles têm é, ou pode ser, real, e que Simon está se
enganando. Quando ele diz “We kissed each other! You’ve been flerting
with me on stage!” e Simon tenta negar, meu coração parou. Como
Simon segue na mentira, Jeremy pede que ele não o toque (!) mais durante a
cena. “Okay. Why?”, Simon pergunta. “You know why”, Jeremy responde. Então,
a cena que outrora fora PERFEITA, já não a é mais. Quando eles interpretam,
agora, estão distante, e algo se partiu entre eles… falta a emoção positiva, o desejo real, a vontade de que “essa noite
seja inacreditavelmente bonita, quando lembrada daqui a 30 anos”. E é como
Lou diz: era a cena que eles tinham e
funcionavam, agora nem isso.
Mas um
destaque delicioso do episódio foi MAASHOUS! QUE AMOR! <3 O Maashous é
absolutamente fofo, querido e tem uma história tão sofrida que tudo o que
queremos fazer é cuidar dele e protegê-lo. Nesse episódio, o Conselho Tutelar o
chama para avisar que sua mãe foi liberada no início do ano e que ele vai poder
voltar a morar com ela, mas talvez isso
queira dizer que ele terá que deixar Stanton High. É de partir o coração
ver a sua expressão tristonha frente a essa possibilidade, porque ele não
merece isso… é tão FELIZ na casa dos Mazzu, onde ele descobriu amor de verdade. Vide a cena em que ele
tenta consertar a secadora que ele mesmo estragou por causa do cadarço de seu
tênis, e então Gail o encontra, no meio da noite, e diz que “naquela casa eles
não mentem uns aos outros”. Na
defensiva, ele responde: “Well, I'm sorry
I didn't see the ‘No Lying’ sign on the door”.
No dia
seguinte, Maashous está determinado a
ir embora. Arrumando suas coisas,
meio bravo, e Gail a encontra e pergunta: “Maashous,
you’re not leaving because of a stupid dryer, are you?” O diálogo é
lindíssimo:
“You said
in this house that we don't lie”
“That
doesn't mean I'm throwing you out of the house”
“I've been kicked
out for a lot less than that”
“Maashous,
listen to me. That is not what I meant. You could break 1,000 dryers and I
might get angry. But we're still gonna wake up in the morning and have
breakfast together. And I'm not gonna
stop caring about you because of that, okay? Or anything else. You're a part of this family, Maashous.
Come here. Now, put your stuff away. You are not leaving”
A cena foi
LINDÍSSIMA, tocante, singela… bem-interpretada.
Quiçá um dos momentos mais emocionantes de “Rise”,
certamente o momento mais bonito desse sétimo episódio. Maashous está tão
habituado a ser “expulso de casas”, a ser rejeitado, a ser mandado embora por
qualquer motivo… quando ele recebe uma bronca de Gail, ele acha que era disso
que isso se tratava. Mas não. Não tem
nada a ver com isso, e quando ela diz que não vai parar de se importar com ele
porque ficou brava por algum motivo, e que “ele é parte daquela família”, eu
desabei de emoção. Gail o abraça, e Maashous recebe esse abraço, embora ele não
esteja habituado a esse tipo de amor, e o amor é real, aquela é UMA FAMÍLIA DE
VERDADE, uma família que o acolheu, que o ama e que agora também é sua família… por que a mãe dele tinha que retornar
agora?
A peça, por
sua vez, está quase um desastre.
Problemas há inúmeros, como a tech week mostra, desde vestidos rasgados, falta
de utensílios no palco, cortina que não abre, ator que não tem emoção… temos
pequenos trechos de “Touch Me” e de “The Bitch of Living”, e mesmo com todos
os problemas, conseguimos começar a ver “Spring
Awakening” nascendo, inclusive com figurinos, e é maravilhoso ver Lilette
caracterizada como Wendla Bergmann! Os principais problemas, no entanto, são
que “ninguém” parece interessado em vir assistir
à peça, e esse será o orçamento do clube de teatro no ano seguinte, e que Lou
talvez precise amadurecer tanto quanto os jovens, porque aquela explosão dele
querendo ir embora depois da “briga” com Robbie foi vergonhosa… Tracey, por sua
vez, está ali, coitada, tentando amenizar e controlar tudo.
Ao fim do
episódio, temos uma LINDA APRESENTAÇÃO de “Touch
Me”, uma de minhas músicas favoritas em “Spring
Awakening”, e é maravilhosa. Enquanto os jovens se apresentam com toda a
emoção que conseguem no palco, Lou retorna de sua explosão, e vemos cenas como
Gordy e Gwen transando pela primeira vez, e o que precisava acontecer, por mais
que seja cruel com Annabelle: ela e Simon já estão nus na cama, prestes a
transarem, e ele percebe que não
consegue. “I can’t do this. I can’t do this. I’m sorry. I’m
so sorry”. Eu fiquei triste por ela, sim, preocupado por ele, porque sua
cabeça deve estar fervilhando, mas orgulhoso, porque era o primeiro passo que
ele precisava dar… ele precisava notar
que estava mentindo para ele mesmo. Foi de partir o coração vê-lo à beira
da cama, chorando. Por fim, a apresentação de “Touch Me” termina, E É IMPECÁVEL. Comovente, séria, real.
Tanto que Lou
derruba lágrimas.
Nós também, talvez.
“Spring Awakening” vai ser um sucesso!










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