Chiquititas Brasil (2ª Temporada, 1998) – Guile chega ao Orfanato Raio de Luz

Um garoto com altas habilidades.

Sob os cuidados de Carolina, o Orfanato Raio de Luz deve estar se tornando algum tipo de referência, a julgar pela quantidade de crianças que são “enviadas” para lá com um pedido feito diretamente à Carolina. Dessa vez, é o Dr. Ferrashi, que é parte de uma fundação, que diz estar em busca de um orfanato para atender a um menino muito particular: uma criança com altas habilidades. O Dr. Ferrashi explica toda a situação para a Carolina e que a fundação ficará responsável por cobrir todos os gastos com o garoto, mas diz que preferiu conversar com ela e saber a sua opinião antes de sugerir o nome do Orfanato Raio de Luz como uma possível casa para o garoto: Guilherme. Agora, Carolina precisa tomar uma decisão, mas todos sabemos a sua resposta…

A entrada de Guilherme no Orfanato Raio de Luz é curiosa. O Guilherme/Guile brasileiro é a primeira adaptação do personagem “Guille”, que é um dos protagonistas da versão original de “Chiquititas” durante a segunda, a terceira e a quarta temporadas da novela na Argentina. Embora a versão interpretada por Thiago Pinheiro tenha aproximadamente 40 capítulos durante a segunda temporada da versão brasileira de “Chiquititas” e, depois, ele deixa o Orfanato, a trama do personagem original argentino é eventualmente assumida por um novo rosto no Brasil, que entrará na novela mais tarde, com características similares: o Samuca, interpretado por Jonatas Faro, que, inclusive, acaba por se tornar um dos personagens mais queridos da novela.

Carolina reúne as crianças na sala do orfanato para conversar sobre o possível novo morador da casa e explica que Guile é uma criança com altas habilidades, o que quer dizer que, em algumas coisas, ele vai ser brilhante, enquanto em outras ele será como qualquer outra criança. É um conceito que as crianças ainda não entendem bem, e que faz com que elas fiquem pensando e imaginando coisas, fazendo teorias… alguns estão curiosos para saber o quão inteligente ele é, outros já começam a se doer com o fato de “ter um gênio na casa”, e alguns mesmo já presumem que ele vai ser chato e metido por se achar mais inteligente que os demais… para o Thiago, só uma coisa importa: que o novo garoto também goste de jogar futebol.

Depois de conversar com as crianças, Carolina marca com o Dr. Ferrashi para conhecer o garoto, e então já o traz com ela. Empolgados, os meninos o presenteiam com uma camiseta do time de futebol do orfanato, dizendo que ele será o 11º jogador de que precisam, mas ele devolve a camiseta dizendo que “ele não gosta de futebol”, o que os garotos não acham nada legal… além disso, ele carrega com ele uma gaiola vazia que ele explica que é a única lembrança que tem do avô, que criava pássaros na Amazônia. O que pesa, no entanto, é o fato de ele não gostar de futebol. Thiago toma isso como uma ofensa pessoal, e diz que, se ele não gosta de futebol, não pode ser seu amigo… já Vivi diz que o achou normal e pergunta por que todo garoto precisa gostar de futebol.

OBRIGADO, VIVI!

Enquanto Thiago, Binho, Mosca e Rafa parecem dispostos a não fazer amizade com o Guilherme – o fato de ele se dizer vegetariano durante o jantar faz com que o Rafa o ache “metido”, como se ele só estivesse dizendo aquilo “para se aparecer”, embora o Binho fique contente porque consegue comer um bife a mais –, Júlio e Fábio são mais legais com ele… Guile e Júlio parecem se entender por causa da tecnologia, e Guile fica impressionado em “dividir o quarto c om um mágico”, que é o caso do Fábio… quando os três estão meditando em silêncio no quarto, os outros quatro ficam revoltados como se não pudessem entrar no próprio quarto por causa deles, então resolvem “fazer uma brincadeira” com ele… e eles podem acabar sendo maldosos.

Os meninos pegam a gaiola que significa tanto para o Guilherme e pedem a ajuda do Beto para que ele coloque dentro alguns pássaros bonitos que são do dono da casa ao lado, o pai do JP, e quando Guile encontra a gaiola, a primeira coisa que ele faz é soltar os pássaros, porque ele não quer que eles fiquem presos… os meninos fingem ajudar, e dizem que quem fez isso deve ter sido o Fábio, que “tem mania de ficar fazendo as coisas desaparecerem e reaparecerem em outro lugar”, e tentam emplacar a ideia de que “é todo dia assim”, para que o próprio Guile escolha ir para outro orfanato… eles também incentivam o Guilherme a soltar as pulgas do Fábio, o que teria acabado com qualquer chance de amizade entre eles, mas Guile não acredita em vingança.

Felizmente.

De todo modo, o lance dos pássaros dá problema… Alfredo chega ao Orfanato em busca dos pássaros roubados do seu patrão, e a Carolina dá uma bronca no irmão, por ter se metido nessa confusão das crianças e ter ajudado, e nos meninos: ela quer saber o que aconteceu e quem foi que começou, e os meninos falam abertamente todas as suas opiniões equivocadas só porque o Guile não é quem eles esperavam que ele fosse… o Thiago diz que ficou bravo com o lance de ele devolver a camiseta, como se estivesse rejeitando um presente deles, mas eles também falam sobre o jantar e sobre a meditação no quarto, e aquilo vira uma briga generalizada, com direito ao Júlio e ao Fábio ficando do lado do Guilherme, o que eu achei bem legal.

No fim das contas, Carolina precisa dar uma de suas famosas lições! Ela fala sobre diferenças e sobre a importância de se respeitar o próximo, mais ou menos como a Mili falou para a Ana depois de alguns comentários maldosos surgirem contra o Fábio quando ele chegou ao orfanato também. E Guilherme responde pedindo desculpas por como agiu em relação à camiseta, e diz que, se ela ainda estiver disponível, ele a aceita e, se eles tiverem paciência, ele pode aprender a jogar futebol. Isso é basicamente tudo o que os meninos queriam ouvir, e vira uma festa geral, mas a verdade é que isso quebra um pouquinho a mensagem geral da trama, a meu ver… o que a Carol estava tentando dizer é que ele não precisava gostar de futebol para ser aceito e respeitado no grupo.

Enfim, agora o orfanato tem um novo integrante.

 

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Comentários

  1. Guile e Guido da 4ª temporada foram os chiquititos mais injustiçados, me deu uma pena pq eles eram "fora da curva" e ficaram pouco tempo, aí ñ apareceram nem em capa de CD ou nas aberturas (Mexe Lá e Me Dá Um CH)...
    Do Guile a gente tem pelo menos um registro dele no clipe "Blue Jeans Baby Tatuá" + uma figurinha no álbum de 97. Do Guido da 4ª temporada a gente não tem registros dele em Chiquititas que não sejam os capítulos que ele participou e que foram reprisados no +SBT... Guido é um menino rico que perde os pais adotivos e tenta investigar (como se fosse um adulto) se o Neco é irmão biológico dele e sofre mto com a implicância dele, é o primeiro personagem a descobrir que Manuel e Felipe são a mesma pessoa, deveria ter ficado mais tempo no orfanato e participado de clipes, etc

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    1. Inclusive, o clipe de Blue Jeans Baby Tatuá continua sendo exibido na novela durante um bom período após a sua saída, até que não seja mais viável mesmo (porque além dele, saem o Beto, o Binho, o Fábio, daí tem mais gente no clipe fora da novela do que ainda na novela kk).

      O bom da importância do Guido é que ele figurará em alguns textos quando eu chegar à 4ª Temporada - certamente farei um texto sobre ele descobrindo sobre Manuel e Felipe.

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