Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – Terremoto

Destruição.

Quando um terremoto assola a cidade, ganhamos algumas das cenas mais angustiantes e mais bem-feitas de “Fogo Ardente”. Molina tinha ido à casa para a qual ele em breve se mudaria com Ana e Gabi, e a estrutura veio abaixo sobre ele durante um terremoto que não despertou nenhum alarme… e Gerardo, que estava do lado de fora, chama a ajuda dos seus companheiros de estação para salvar Molina. Eu não sei bem o que torna toda a sequência do resgate de Molina algo tão impactante, mas em parte é o fato de se tratar de um personagem que nós já conhecemos, e também o fato de que grande parte do episódio/capítulo foi dedicado a isso, gerando suspense e expectativa, enquanto nos perguntávamos qual era o estado de Molina após o acidente.

E a cena ajuda a definir algumas coisas. Gabi e Ana estão indo buscar a filha de Ana na casa do seu ex-marido (que a agredia e que agora está tentando impedir Ana de ver a própria filha, mas a garota liga assustada para a mãe, porque “o pai está bêbado” e pede que ela vá buscá-la) durante o terremoto, mas estranham o fato de não conseguirem entrar em contato com Molina… enquanto Ana cuida da filha, Gabi resolve ir até a casa nova, para onde sabia que Molina ia, e então descobre a operação para resgatá-lo, e é uma cena desesperadora na qual ela grita, enquanto Molina é levado para um hospital, que “ele vai ter um filho”. Naquele momento, Gabi decide que vai levar adiante a sua gravidez. Espero que Molina fique bem, para poder ser um bom pai.

Ao menos ele sobreviveu!

Em paralelo, Maite está nos tirando do sério – o que não é nenhuma novidade. Em uma cena espetacular, o irmão de Gerardo diz umas verdades maravilhosas e necessárias a Maite, sobre como Gerardo NÃO levava uma vida dupla, sobre como ele não é um “pervertido” e sobre como ele se apaixonou por Fábio e ele acredita no amor. Embora ele tenha sido incrível, no entanto, é como se isso aumentasse a raiva que Maite sente de Gerardo e de Fábio, então ela invade o ateliê deles em uma cena revoltante e começa a quebrar e a destruir tudo… e ainda é cínica e dissimulada quando Fábio a confronta na pensão mais tarde, porque sabe que foi ela. Assim que Fábio sai do seu quarto, Maite liga para Gerardo, chorando, dizendo que “Fábio esteve a ponto de bater nela e ela está assustada”.

Tudo isso me causa uma profunda revolta, de verdade. É absurda e nojenta a maneira como Maite destila ódio e homofobia o tempo todo. Destruir todo o ateliê que Gerardo e Fábio cultivaram com tanto carinho é absurdo também, mas a mentira que ela conta?! E o pior de tudo é que, em parte, o Gerardo acredita nela, então o Fábio tem razão quando diz que “Maite conseguiu o que ela queria”, porque eles acabam discutindo. Detesto o fato de o Gerardo defender Maite dizendo que “a conhece e que ela não faria algo assim”, quando claramente só pode ter sido ela, mas isso nem é o pior, para mim… para mim, o pior é que o Gerardo realmente parece se perguntar se Fábio realmente “ficou violento para cima de Maite”, como se não o conhecesse.

Ele não ficou violento. Ele só foi tirar satisfações, e ele tinha o direito de fazê-lo!

E só disse verdades à Maite. Ela que não quer ouvir.

Olivia, por sua vez, a segunda personagem mais detestável de “Fogo Ardente”, acaba sendo solta rapidamente apesar de sua confissão pela morte de Leonora, e a sua interação com Poncho é a coisa mais irritante da série/novela no momento. Detesto a maneira como Olivia se acha realmente uma santa e no direito de se sentir ultrajada quando Poncho pergunta se foi ela que matou Leonora (sendo que Olivia É cúmplice do pai e o ajudou diversas vezes), e como ela o beija com aquele discurso de que o ama e de que tudo que fez foi por ele (depois de tê-lo dopado também mais de uma vez e tê-lo entregado para o pai!). Me entristece e me revolta saber que Olivia provavelmente terá um final feliz e de “vítima” depois de tudo o que ela fez. Vai ser minha principal crítica a “Fogo Ardente”.

Agora, Ricardo está desconfiado dela. E a vê com Hugo!

 

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