The Boy and I Who Will Break Up in 100 Days – Ep. 01: 100 Days of Me and Him
100 dias.
PARECE QUE
TEMOS UMA SÉRIE EXCELENTE EM MÃOS AQUI! “The
Boy and I Who Will Break Up in 100 Days” estreou no dia 27 de maio de 2026,
com um primeiro episódio intitulado “100
Days of Me and Him” que apresenta uma
visão de momentos que destrincharemos ao longo dos próximos episódios, e
que se “revelarão” diferentes do que os cortes e a narração sugerem, embora as
pistas tenham estado presentes durante todo o episódio… a atitude de Itsuki,
por exemplo, é de uma distância que denota não apenas incômodo com a câmera,
mas provavelmente com toda a situação, e o episódio constantemente joga com
isso causando uma sensação proposital de desconforto que me pegou desprevenido
e, ironicamente, me deixou curioso.
Esse
primeiro episódio é inteiramente filmado em forma de documentário – uma
linguagem que pode ou não ser abandonada em breve e é por isso que ainda me esquivo
de eufemismos, uma vez que o formato foi algo que me agradou muitíssimo nesse
episódio de estreia. Kasuga Yuma e Hasegawa Itsuki estão sendo filmados durante
100 dias para um documentário depois de terem ganhado notoriedade ao falarem
sobre direitos negados a pessoas LGBTQIA+ e sobre o “certificado de parceria”
sobre o qual também ouvimos falar em “Chosen
Home”, que é o mais perto da legalidade de um casamento a que casais
homoafetivos têm acesso no Japão. A vida deles se torna um relato, um exemplo e
uma denúncia, conforme eles se tornam símbolo
de toda uma luta.
É justamente
aí que está a ironia: eles se tornaram
esse símbolo sem serem mais um casal.
O primeiro
episódio traz, nesse formato documental, entrevistas e diálogos que tratam
sobre temas pertinentes comumente ignorados pela maior parte da indústria BL: a
expulsão de casa uma vez que uma pessoa se assume gay; problemas no trabalho
que levam a uma demissão; contas médicas e heranças que não podem ser
compartilhadas porque casais gays não são reconhecidos legalmente como um
casal; imobiliárias que se recusam a alugar casas para casais gays; a
impossibilidade de adoção para aqueles que sonham em criar uma criança. E Yuma
e Itsuki ajudaram a trazer essas discussões para o centro das atenções, e agora
as pessoas os admiram, os buscam, pedem autógrafos (!) quando eles são vistos
em eventos públicos…
Ali já fica
clara a pressão para manter essa pose. Há tanta expectativa colocada sobre eles
e tamanha responsabilidade como “símbolos” de uma luta que anunciar um término
parece inviável, ainda que ele seja evidente – talvez porque saibamos, graças à
sinopse, desde sempre, mas o desconforto de Itsuki é tão palpável que causa uma
sensação estranha de sufocamento enquanto assistimos, enquanto Yuma toma a
frente da maior parte das filmagens, se tornando o “protagonista” do
documentário. Qual a extensão do mal-estar e se existem brigas de fato
ocorrendo nos bastidores (embora a frieza e a indiferença me pareçam ainda mais
dolorosas do que possíveis discussões acaloradas) ainda exploraremos a partir
do próximo episódio.
Fiquei
surpreso ao perceber como os dias passavam depressa. Começamos com o Dia 1 e o
Dia 2 do documentário, mas saltamos para o Dia 21, o Dia 42, o Dia 49… aqui é
quando Itsuki é supostamente apresentado à família de Yuma, e tanta coisa
parece artificial e roteirizada. Depois, o Dia 62; o Dia 85 que é o do
aniversário de Itsuki. E, por fim, quem está por trás das câmeras mostrando a
edição original como Plano A e, depois, o Plano B, que começa com um vídeo de Yuma
no Dia 100 com a verdade sobre como ele e
Itsuki já não eram mais um casal quando eles começaram a gravar esse
documentário… gosto do formato de documentário que deve ser parcial ou
totalmente abandonado agora, mas estou bastante curioso para preencher lacunas
e ver aonde essas discussões nos levarão!
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