CHICO BENTO (2026) #100 – A Vila Que Parou de Sonhar
“É pidimia di disânimo!”
AO LADO DA
DO CEBOLINHA, ESSA É MINHA EDIÇÃO #100 FAVORITA! Publicado em março de 2026, “A VILA QUE PAROU DE SONHAR” é o título
da historinha principal e da Edição #100 da revista do Chico Bento que encerra
a sua 3ª Série pela Panini, e o Chico nos entrega momentos maravilhosos
enfrentando, mesmo sem saber, o Cinzento! Gosto demais da agilidade, dos
momentos de humor, da fofura dos traços, de como o Chico sempre nos arranca um
sorriso, mesmo “desanimado” – os seus sonhos parecem estar “sumindo” e, quando
ele perde a hora e acorda tarde, ele descobre o desânimo.
O Chico não
está a fim de ir pescar com o Zé Lelé, por exemplo, com direito ao Zé
maravilhoso sendo irônico – “Craro, qui
não. Eu tava sendo mirônico” “É inrônico qui fala, tá bão?” –, mas até
mesmo a goiabeira do Nhô Lau parece desanimada, já que não tem nenhuma goiaba,
e o Nhô Lau não está nem aí para isso… e Tábata tropeça no boné do Hiro, o que
também é estranho porque o Hiro nunca anda por aí sem boné, então o Chico
conclui que é uma “pidimia” – “Acho qui é
uma pidimia” “É epidemia, Chico” “Foi o qui eu falei: é pidimia di disânimo. Tá
todo mundo ca tristeza forte”.
Eu gosto de
como, para vencer essa “pidimia de disânimo”, aquilo se torna uma aventura em um tapete desenfreado que a
Rosinha quase joga fora e que termina no sítio da Vó Dita, que é quem os faz
recuperar a alegria de viver na roça e de sonhar. Eles estavam desesperados
achando que “era o fim da Vila Abobrinha”, mas isso é impossível, porque a
alegria de viver na roça e o amor por aquele lugar vive dentro deles. Acho muito fofo o final com o Chico Bento, o Zé
Lelé, a Rosinha e a Tábata indo brincar no lago e agradeço muitíssimo os
sorrisos e risadas que a história me trouxe!
No mais, a
edição nos traz histórias como “DE PAPO
PRO AR”, com o Nhô Lau tentando treinar um espantalho mecânico com
inteligência artificial a espantar pássaros de sua plantação, sem sucesso; “BAGUNÇA NA COZINHA”, com a Vó Dita
percebendo confusões na cozinha que
só podem ser arte do Saci e que rendem uma boa história mais tarde; “PULA, HIRO!”, com o Hiro sendo
convidado a se juntar aos demais em uma brincadeira no lago; a Dona Marocas em “ORGANIZAÇÃO”, mostrando o que não fazer – “Claro, fessora! Intendemo direitinho o qui não devemo fazê”.
Gostei
bastante de “UMA ESPIADA”,
protagonizada pela Tábata e seu talento artístico, com todo mundo querendo “dar
uma espiada” nos seus desenhos de diferentes animais, até que ela saia correndo
quando uma onça se aproxima, embora ela também só quisesse “dar uma ispiadinha
no retrato do fiote dela”, e de “ME
AVISA, ZÉ LELÉ!”, que também tem uma onça em um papel importante, quando o
Chico desce da goiabeira do Nhô Lau sem conhecimento da onça porque… bem,
porque o Zé Lelé tinha sido instruído a avisar se o Nhô Lau aparecesse, não uma onça.
E falando em
goiabeira, Chico conhece “UMA NOVA
GOIABEIRA”.
Mas não é
boa, não…
Por fim, as
minhas duas historinhas favoritas da edição, além da história principal: “O QUE É VIRALIZAR?”, com o Genesinho
gravando um vídeo no sítio dos Bento, caindo no chiqueiro no melhor estilo
Walcyr Carrasco e ensinando na prática
para o Chico o que é “viralizá”; e “ORIGAMI”,
história protagonizada pelo Hiro e pelo Zé Lelé, com o Hiro ensinando o Zé a
fazer pássaros de origami, o Zé “confundindo” com avião de papel e, depois da
queda em uma fogueira apagada, transformando o tsuru em um tsuru-bu. Foi uma revistinha deliciosa de se ler!!!
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