Doctor Who (7ª Temporada, 1970) – Arco 052: Doctor Who and the Silurians, Parte 1
História do passado da Terra.
A
APRESENTAÇÃO DOS SILURIANOS. Dirigido por Timothy Combe e escrito por Malcolm
Hulke, que anteriormente colaborou no roteiro de outras histórias das quais eu
gosto bastante, dentre elas “The War
Games”, o arco de despedida do Segundo Doctor, “Doctor Who and the Silurians” é o segundo arco da sétima
temporada de “Doctor Who” e a segunda
história de Jon Pertwee como o Terceiro Doctor e foi exibida originalmente
entre 31 de janeiro e 14 de março de 1970, em sete episódios. O Doctor e Liz
Shaw são convocados pelo Brigadeiro
Lethbridge-Stewart a comparecerem em Wenley Moor, onde coisas estranhas estão
acontecendo em torno da pesquisa de um grupo de cientistas que podem estar
lidando com uma futura bomba nuclear…
Com a
permanência do Doctor na Terra e no mesmo tempo, a série passa por algumas transformações que vão além do novo
rosto do protagonista… a parceria com a UNIT coloca o Doctor como um agente inusitado, que segue ordens, mas que
também faz as coisas à sua maneira, e seu principal meio de locomoção não será
a TARDIS, mas a Bessie, um charmoso carro amarelo que ele mesmo consertou e que
é o que leva Liz e ele mesmo até o local onde o Brigadeiro está esperando por
eles: uma base construída dentro de uma caverna, em um lugar que é justamente famoso por suas cavernas…
testes com um gerador nuclear estão causando alguns “acidentes”: pessoas estão
se comportando de maneira estranha, além de recorrentes vazamentos de energia.
As teorias e
possibilidades são muitas… será sabotagem lá de dentro ao equipamento de
aceleração de prótons que eles chamam de “Ciclotron”? As páginas precariamente
arrancadas do livro de registro parecem sugerir que sim, mas há algo mais do
que isso. O Doctor visita Spencer, um paciente a quem algo aconteceu nas cavernas do lado de fora da base, e ele está
agindo de forma incompreensível: desde que saiu do coma, ele está desenhando
sem parar nas paredes do quarto e já tentou estrangular o médico que cuida
dele, assim como tenta estrangular o Doctor quando ele tenta conversar… sua
mente parece ter sido “atrasada” milhões de anos e subitamente ele é um artista
exímio como os homens que desenhavam nas paredes de cavernas…
E ele parece
estar assustado.
O efeito do
Ciclotron sobre humanos também é sentido por Liz – ela percebe que todos os
humanos que apresentaram algum comportamento estranho estiveram, ao menos uma
vez, na sala onde o Ciclotron é ligado, e ela confessa ao Doctor que ela também
sentiu algo como uma opressão quando
estava na sala. Sempre curioso, destemido e/ou inconsequente, o Doctor resolve
investigar por conta própria, e vai sozinho até o local das cavernas onde Spencer
sofreu o seu “acidente”, e é então que ele vê alguma coisa… uma criatura que mais tarde ele descreverá como
“muito, muito grande e muito, muito viva”. Mas ele não consegue entender o que
vê… talvez seja algo que ele nunca tenha encontrado antes em sua viagens pelo
tempo e espaço.
O Brigadeiro
Lethbridge-Stewart é duro – ele não quer teorias que possam ser refutadas,
tampouco acha que “um Monstro do Lago Ness subterrâneo” seja muito útil, e eu
gosto de como o episódio começa a explorar essas diferenças entre o Doctor e os militares… há um quê de sarcasmo que
eu, particularmente, adoro quando o Doctor reage ao “grande plano” dos
militares de atirar na coisa vista na
caverna… ele fala sobre como eles são sempre assim: é só apresentar um novo
problema a eles que eles começam a atirar. Mas
existem outras maneiras de lidar com problemas, sabe? O Doctor resolve não
ser parte disso, e ele e Liz tentam estudar em laboratório o pouco que eles têm
e descobrem similaridades com alguns
répteis gigantes do passado…
Quem quer
que esteja escondido nas cavernas são os responsáveis pelo roubo de energia do
Ciclotron, embora o Doctor e a UNIT ainda não saibam por quê. Enquanto isso, uma das criaturas que é atingida acaba
escapando e indo até a superfície, e ela precisa ser trazida de volta para o
subterrâneo o mais rápido possível… ela é descoberta em um celeiro, onde mais
tarde o homem que a encontrou é descoberto morto, mas o Doctor conclui que ele
não morreu atacado pela criatura, mas
de SUSTO. A esposa da vítima, por sua vez, está no hospital, também em estado
de choque, o que deve querer dizer que ela viu
alguma coisa… e quando o Doctor faz um desenho da criatura que ele vira
antes e mostra para ela, ela parece completamente assustada.
Aos poucos,
eles começam a chegar a respostas…
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