Spider-Noir 1x04 – A Mistake I’ll Never Make Again

“We could be alone together”

BEN REILLY E CAT HARDY SE APROXIMAM DEFINITIVAMENTE. No episódio anterior, Ben Reilly salvou a vida de Cat… ele deduzira que ela era a informante que o Cabelo de Prata estava buscando para matar, mas conseguiu incriminar Winston, e ela mesma consegue escapar bem de um quase interrogatório do criminoso quando ele quer saber por que ela estava na estação de trem e o que Ben Reilly estava fazendo lá com ela. Agora, os dois compartilham alguma cumplicidade que os aproxima mais a cada evento, e essa proximidade tem consequências – tanto na maneira como Flint Marko visualiza a relação e retorna para o lado do Cabelo de Prata, por exemplo, quanto para a revelação de uma identidade secreta que Ben Reilly não escolheu compartilhar…

Mas Cat Hardy é esperta.

Gosto bastante das cenas de diálogos entre Ben Reilly e Cat Hardy. Gosto de como ele salvou a sua vida, mas quer saber de seus motivos… por que ela mandou Addison colocar fogo na casa do Cabelo de Prata? Ela compartilha, então, a história de Thomas, um homem que fora seu noivo e que foi morto pelo Cabelo de Prata, e a morte da pessoa amada é uma dor que Ben Reilly consegue entender muito bem. Em outro momento, quando as perguntas são voltadas a Ben, ele também acaba compartilhando a história de Ruby e como ela foi morta por um homem que ele ajudara a prender e que passara cinco anos preso planejando vingança. Ele sente que embora tenha sido esse homem quem matara Ruby, a culpa é dele… ele omite a parte em que deixara de ser o Spider por isso.

Enquanto isso, Flint Marko volta a trabalhar para o Cabelo de Prata depois de ver Cat Hardy conversando com Ben Reilly no antigo teatro em que ela costumava cantar por meros centavos antes de ser descoberta e contratada pelo Cabelo de Prata para cantar para ele e, em troca, ter tudo o que ela quisesse. Com um super-humano ao seu lado, o Cabelo de Prata confronta o Prefeito Morris para tentar acabar com a sua campanha pelo fim da Lei Seca, e aqui temos um jogo de ego e de poder interessante – o Cabelo de Prata sabe que é ele quem escolhe quem ocupará o cargo de prefeito da cidade de Nova York, e Morris deseja mais do que tudo mudar isso… e é justamente por esse motivo que ele está tão interessado em trazer o Spider de volta à ação.

Robbie Robertson, por sua vez, segue em busca de entender toda a trama por trás da foto dos prisioneiros de guerra que mostra Addison, Marko e Lincoln, e é atrás desse último que ele vai, explicando que o que foi publicado pelo jornal, os chamando de monstros, não foi o que ele escreveu, e pedindo que ele lhe dê uma chance para conversarem – e eles o fazem no escritório de Ben Reilly, com Janet, e tirar alguma informação dele não é exatamente simples, pelo menos não inicialmente… mas Janet, felizmente, é muito boa no que faz, e eu gosto de como ela traz cartas para que Lincoln se solte e, pouco a pouco, comece a contar detalhes de como foi capturado pelos alemães e onde ficou preso… aos poucos, a trama que também se conecta a Ben Reilly se desvela.

Por fim, temos um ataque de um super-humano em Diamond para o qual Cat Hardy sai depressa, achando que se trata de Flint Marko, e Ben fica para trás, para ligar para Robbie e sair como Spider logo em seguida. Gosto da sequência de ação do Spider contra Dirk Leyden, um super-humano com poderes de eletricidade e com quem o Spider tem que lidar usando a inteligência além da força bruta, e há espectadores o suficiente para que se torne oficial O RETORNO DO SPIDER. Além disso, o Prefeito Morris está ali doido para estimular a sua campanha agindo como se ele estivesse por trás desse retorno, e Robbie fica responsável pelas fotos que em breve ilustrarão os jornais que tomarão conta da cidade a qualquer momento… nada daquilo estava de fato planejado.

Quando retorna para casa naquela noite, Ben Reilly tem mais uma surpresa, que é o retorno de Cat Hardy. Quando ela saiu de seu apartamento mais cedo, ao saber do ataque, ela presumiu que ele fosse um covarde por escolher ficar afastado sem fazer nada, mas algo na postura do Spider e nos olhos por trás da máscara a fizeram acreditar que era Ben Reilly ali. Agora, ela aparece em seu apartamento para tirar a prova e, no momento em que ela abre a janela e se senta nela, sabemos exatamente o que ela irá fazer… há certa provocação em um jogo tenso e bacana, conforme ela pergunta se ela está certa, e ela não chega a fazer nenhuma pergunta – ela apenas se solta da janela, esperando que ele o resgate com sua teia, e ele o faz. Então, ela tem sua confirmação e a certeza de que ela quer mesmo beijá-lo.

Muito bom!

“Nice to meet you, Mr. Spider”

 

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