Percy Jackson e os Olimpianos 2x03 – Embarcamos na Princesa Andrômeda
“Vem com a gente curtir no mar! Oh eh oh!”
Percy
Jackson, Annabeth e Tyson estão em uma missão – ou em algo que parece muito com
uma: eles precisam seguir as coordenadas passadas por Grover e pelas Irmãs
Cinzentas para atravessar o Mar de Monstros, chegar à Ilha de Polifemo e
resgatar o amigo sátiro e, de quebra, pegar o Velocino de Ouro que pode curar a
Árvore de Thalia e, consequentemente, a barreira mágica em torno do Acampamento
Meio-Sangue. Eles ainda não sabem bem
como vão fazer isso, mas Hermes indicou o caminho até um cruzeiro que parece
ser um bom lugar para começar, e que traz mais revelações do que eles esperavam
quando se deparam com um lugar cheio de
monstros, dentre eles os mesmos lestrigões que os atacaram quando eles
estavam chegando ao acampamento.
A bordo do
Princesa Andrômeda, o trio se depara com Alison Simms, uma antiga campista que
poderia levá-los para uma armadilha se Percy Jackson não a reconhecesse de um
sonho que tivera com Grover e que iniciou essa temporada de “Percy Jackson e os Olimpianos”. Sabendo
da traição da semideusa, aquilo se torna uma batalha que os campistas mais
jovens conseguem vencer, mas por pouco… e a bolsa de Alison, que fica para trás
depois de ela cair no mar, revela depressa por
que Hermes os indicou a esse caminho: Luke Castellan está lá… mais do que
isso, esse é o navio dele. UM NAVIO
INTEIRO A SERVIÇO DE CRONOS E DE QUAISQUER PLANOS QUE O SENHOR DOS TITÃS TENHA.
Agora, eles precisam encontrar Luke, no maior quarto possível, e obter
respostas.
Tyson
percebe um cheiro diferente quando se
aproximam do quarto de Luke – algo ainda pior do que “monstros”, e Percy
deveria ter entendido do que se tratava a partir do momento em que o ouviu em sua mente… Cronos. Eles são
recebidos pessoalmente por Luke, que não faz nenhum mistério a respeito do
“Grande Despertar” do Senhor dos Titãs: o caixão de Cronos, de dentro de onde
sua voz ressoa, está ali, e cada novo semideus que se une à sua causa o torna
mais forte… o Velocino de Ouro pode acelerar essa “cura” e esse plano de
supostamente “criar um novo corpo para o Senhor dos Titãs”. Luke é equivocado
em muitos sentidos, e ele está sendo usado por Cronos, claramente, mas ele não
está 100% errado, e eu gosto de como a série deixa isso claro…
O seu ódio pelo Olimpo não é inteiramente
injustificado.
Luke é
sedutor e bom com as palavras… ele consegue fazer com que Annabeth comece a
duvidar sobre o quanto conhecia Thalia Grace e o que ela decidiria se estivesse
ali… talvez ela também odiasse Zeus, talvez ela também desejasse o fim da Era
dos Deuses, que nunca se importaram de
verdade com seus filhos semideuses. Luke também fala sobre Tyson, sobre
como ele é tratado como uma criatura inferior só porque “sua mãe não é humana”,
e como ali, com ele, ele seria tratado como qualquer semideus e poderia colocar
suas habilidades em uso. Enquanto Luke e Annabeth travam uma discussão inteligente
sobre a Grande Profecia e sobre como profecias
nunca são claras, Tyson prova a quem dedica a sua lealdade e decide ser um herói, os ajudando a fugir…
A visita
breve ao Princesa Andrômeda, no entanto, traz elementos importantes para a
trama como um todo. Já sabemos qual é a intenção de Luke com o envenenamento da
Árvore de Thalia e por que ele queria a missão em busca do Velocino de Ouro, e
em poucas palavras ele parece fazer com que Annabeth repense todas as ordens
que Quíron lhe dera quando falara sobre Percy
nunca poder saber sobre a Grande Profecia. Ela decide que se o Luke estava
certo sobre algo era sobre Percy ter o
direito de saber sobre seu destino, e então a série fala abertamente sobre
a GRANDE PROFECIA pela primeira vez: não com as palavras que ainda viremos a
conhecer, e cuja ambiguidade característica de profecias a deixará aberta a
interpretações, mas com o que se entende
dela…
Supostamente,
Luke a conhece na íntegra, mas ele conhece a versão que Cronos quer que ele
conheça, Annabeth sabe que o Senhor dos Titãs pode ter manipulado Luke para que
ele a interprete como lhe convém.
Quíron, no entanto, não disse a Annabeth as palavras exatas da profecia para
que ela fizesse sua própria interpretação, ele apenas lhe passou “a ideia
geral”, e a ideia geral é de que um herói, filho de um dos Três Grandes, terá o
destino do Olimpo em suas mãos quando completar 16 anos… uma única escolha
desse herói salvará a Era dos Deuses ou a destruirá de uma vez por todas. É uma
cena intensa, emotiva e que naturalmente pesa sobre Percy Jackson, porque é uma
responsabilidade imensa cujos detalhes ele ainda desconhece… e, no fundo, ele preferia não saber mesmo.
“I’ve
always liked you, Percy. You deserve to know the truth”
Em paralelo,
o episódio também coloca Clarisse em rota de sua missão, e ela precisaria
escolher alguém para substituir Annabeth Chase depois de sua “debandada”, mas
ela escolhe empreender a missão sozinha, por causa de algum trecho de sua
profecia, ouvida do Oráculo, que secretamente a amedronta. Ares, seu pai,
oferece a ela a ajuda de um encouraçado e homens que morreram em batalha e cujo
espírito estão “presos” a ele – uma ajuda quase nula, em um primeiro momento,
porque eles não parecem nem um pouco dispostos a ouvir Clarisse ou obedecê-la… até
que o fazem, depois de um discurso inspirado sobre “estar cansada de perder”.
Clarisse tem uma missão a cumprir e coordenadas que desconhece a seguir e, por
isso, por mais que não goste de admitir, ela precisa da ajuda de uma pessoa…
Percy Jackson.
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