Além do Tempo – A Festa da Colheita e o primeiro beijo de Lívia e Felipe

“Se isso é pecado, eu tô adorando pecar!”

UMA CONEXÃO QUE VEM DE OUTRAS VIDAS! Quando Lívia Diffiori e o Conde Felipe Castellini se encontraram à beira do penhasco no fim do primeiro capítulo de “Além do Tempo”, suas almas não estavam se vendo pela primeira vez… e talvez eles secretamente saibam disso, em algum lugar tão íntimo que é quase impossível de acessar. Quando a rédea da carruagem que a levava de volta para o convento para onde ela nem queria voltar arrebenta, a vida de Lívia é salva pela aparição súbita do Conde Felipe, que estava no caminho para Campobello com a tia-avó, a Condessa Vitória Castellini, e os olhos de ambos se conectam de maneira irremediável durante aqueles segundos que se prolongam indefinidamente. Ela está encantada… ele está quase confuso.

Quando Lívia segue o seu caminho para o convento e Felipe volta para junto de sua tia-avó, a Condessa reclama que o seu ato de bravura os atrasou, e ela não gosta de esperar nem que esperem por ela… uma demonstração clara do tipo de pessoa fria e egocêntrica que a Condessa é. Gosto de como as cenas seguintes parecem ser sempre paralelos entre o que Lívia e Felipe estão vivendo – de um lado, a moça confinada às paredes de um convento, de onde não poderá sair nem mesmo para licenças até completar os seus estudos; de outro, o rapaz que quer conhecer os arredores de seu novo lar. E impressionado com a visão de Lívia mais cedo, à beira daquele penhasco, o Conde Felipe mal pode esperar para vê-la novamente, e ele tem algo a devolver…

O seu livro de orações.

Lívia deixou cair seu livro de orações quando a carruagem se desestabilizou no acidente que poderia a ter levado à morte, e agora o Conde Felipe sabe que essa pode ser uma desculpa para voltar a vê-la, mas não consegue… ele até descobre o convento no qual ela está e vai até lá para devolver o livro, mas quem o recebe é a irmã, que não permite que ele veja a noviça, porque não é permitido que elas recebam rapazes. Felipe retorna para casa para descobrir que em breve ele terá novamente a companhia de sua noiva (“Mas já?”), e Lívia é confrontada pela irmã, que quer explicações sobre como o seu livro de orações foi parar nas mãos de um homem, mas Lívia explica que ela nem conhece esse rapaz, nem mesmo sabe seu nome… ele apenas a salvou de um acidente.

Incentivada por Rita, no entanto, Lívia decide fugir do convento quando os portões se abrem para um evento – nem que seja apenas por algumas horas. Ela sai correndo livre, falando sobre como pode até se arrepender depois, mas naquele momento ela está adorando, e é uma cena muito bonita, que traduz visualmente de maneira perfeita o sentimento de liberdade longe das paredes do convento! E Lívia e Rita terminam na FESTA DA COLHEITA, um lugar onde elas podem comer, dançar, conhecer pessoas… conhecer o mundo e viver. É isso o que Rita quer para a sua vida… é isso o que Lívia quer, pelo menos naquele momento. Com um sorriso que expressa toda a sua alegria recém-descoberta, Lívia entra com Rita para amassar uvas para a produção de vinho, ao som da música…

É tão bonito! Ela está tão leve se divertindo naquele momento.

E é ali que o destino volta a colocá-la frente a frente com Felipe. Existe um clima na primeira conversa de verdade que eles têm, mas Pedro aparece depressa querendo “marcar território”, e é uma das cenas mais revoltantes da primeira semana de novela. Conseguindo que eles se separem, Pedro aproveita a oportunidade para fazer as coisas à sua maneira… ele diz para Felipe que o grande sonho de Lívia é ser freira, e que eles eram noivos e ela o deixou por isso; para Lívia, Felipe conta que o Conde Felipe Castellini é noivo, viúvo e pai de uma criança a quem não dá atenção, e enquanto a noiva não chega a Campobello, ele só quer se divertir com as moças da região, inclusive as noviças. Não é como se houvesse algo entre eles, mas Lívia fica, sim, decepcionada.

Ela diz a Rita que “acabou antes mesmo de começar”.

Então, ela decide voltar para o convento… ela já passou tempo demais fora. O Conde Felipe não vai deixar que ela simplesmente vá embora dessa maneira, no entanto, por isso ele a segue. Ele precisa dizer para ela que tem a impressão de que já a conhece desde a primeira vez que a viu, embora não saiba explicar como – “É como se eu já te amasse… desde sempre”. Essa conexão que vem de outra vida conduz ao primeiro beijo, que dura alguns poucos segundos até que ela se afaste. Brava e confusa, Lívia o manda cuidar de sua noiva e de seu filho, e diz que vai ser freira… ele não precisa procurar, porque ela despreza pessoas como ele. Lívia retorna para o convento, para a sua prisão, e Felipe, de certa maneira, retorna para a sua, porque se depara com Melissa quando chega em casa…

Pedro, por sua vez, segue sendo um grandessíssimo filho da p*ta. Depois das mentiras que contara para o Conde Felipe e das coisas que dissera para Lívia, ele resolve contar tudo também para Emília, apenas para garantir que Lívia fique trancada no convento: se ele não pode tê-la, ele não quer que ela fique com mais ninguém. Fingindo estar preocupado com Lívia, Pedro diz a Emília que o Conde Felipe Castellini estava dando em cima de Lívia, e também conta que ela fugiu do convento e estava na Festa da Colheita, com o vestido todo sujo de vinho, e ele consegue exatamente o que ele queria: que Emília fique ainda mais de olho em Lívia. Ela já está pressionando a filha pelos votos… e ela é capaz de fazer qualquer coisa para afastar a filha dessa família.

 

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