Glee 4x16 – Feud

“I still believe!”

UM DOS MEUS EPISÓDIOS FAVORITOS NA TEMPORADA. Exibido originalmente em 14 de março de 2013, “Feud” é o décimo sexto episódio da quarta temporada de “Glee” e ele traz rivalidades históricos alinhadas com problemas e discussões que estão acontecendo dentro e fora do glee club do McKingley High. Eu gosto demais de como o conceito de “feud” é utilizado na série, colocando os personagens em grandes rixas – como o Will versus o Finn depois de saber do beijo – e fazendo com que eles lidem com isso através da música, mas não qualquer música – são quase mash-ups de grandes rivalidades do mundo da música, como Backstreet Boys versus ‘N Sync, ou Elton John versus Madonna. O resultado, visual e musical, não poderia ser melhor!

Dessa vez, a “tarefa da semana” parte dos próprios adolescentes… são eles que dão a Finn e a Will uma tarefa a cumprir, já que está praticamente impossível viver dentro da sala do glee club com o clima terrível entre eles (destaque para os flashes exagerados, com uma trilha sonora dramática, o que me rendeu boas risadas), e as coisas ainda pioram muito antes de lentamente começarem a melhorar. Finn está tentando se aproximar como se nada tivesse acontecido, e o Will fala sobre como ele deixou o glee club nas suas mãos porque ele estava perdido e porque sentiu pena dele, não por outra coisa… e, depois disso, ele traiu a sua confiança dessa maneira. Diferente de Finn, Will Schuester está levando a sério a “tarefa” do glee club.

Os dois apresentam o que talvez seja a melhor briga musical do episódio, mas a verdade é que eu amo todas as músicas desse episódio! A performance é com “Bye Bye Bye”, do ‘N Sync, e “I Want It That Way”, dos Backstreet Boys, e eu adoro o conceito da apresentação… eu amo a rivalidade expressa na música, eu amo os figurinos e a coreografia, eu amo as meninas gritando como boas fãs de boy bands, e eu gosto de como temos flashes de uma briga de verdade, com socos e tudo, sobre o palco, que não aconteceu de verdade, mas o duelo musical representa aquilo tudo. Eu sempre fui e sempre serei fã de boy bands, então como eu não amaria? No fim, Will está mais leve, mas ele ainda não está preparado para fingir que nada aconteceu.

E Marley dá um conselho valioso a Finn.

Ryder, por sua vez, é uma tremenda, imensa e descontrolada decepção. Tentando superar a Marley – que felizmente fez as pazes com o Jake depois de uma conversa muito bonitinha e sincera que eles tiveram no corredor da escola –, ele começa a trocar mensagens com uma garota misteriosa chamada “Katie” (supostamente), mas esse não é de modo algum o problema (embora seja claro que ela não é quem diz ser). O problema é a maneira como o Ryder subitamente passa a se portar em relação à Unique, com questionamentos que caracterizam transfobia. Talvez tenha sido uma desculpa do roteiro para colocar os dois em um duelo musical com “The Bitch is Back”, do Elton John, e “Dress You Up”, da Madonna. A performance é muito boa.

Mas a Unique é excelente, como não seria uma boa performance?

Aos poucos, acho que as coisas vão gradualmente melhorando, mas o Ryder ainda precisa evoluir um bocado… quando Unique termina a apresentação e tenta fazer com que o Ryder reconheça que ela é uma garota, Ryder não consegue dizer isso e diz que está “confuso”. Estou com Jake: Ryder foi um babaca. Sinto que a “resolução” dessa briga é simples demais e não faz com que o Ryder entenda o peso de suas atitudes… mas Unique se sente acolhida e é nisso que vou focar no momento. Depois de um episódio de transfobia na rua que poderia ter acabado em violência, Unique conversa com seus novos amigos do New Directions, e Marley, Jake, Ryder e até a Kitty se dizem seus amigos e não vão deixá-la sozinha… AMO “Closer” depois disso tudo.

Blaine também não fica de fora dos duelos musicais propostos pelo episódio, e o seu caso é curioso… depois de um único dia nas Cheerios quando acreditou que era o fim do New Directions após a desclassificação nas Seletivas, Blaine está sendo forçado a retornar porque Sue Sylvester precisa dele para vencer o Campeonato Nacional – para forçá-lo a se juntar novamente às Cheerios, Sue começa falsificando a assinatura dele em um contrato que ele nunca assinou, mas depois as coisas vão ficando cada vez mais absurdas, do jeito que amamos em “Glee”, e essa é a briga que mais me diverte. DOU ÓTIMAS RISADAS AQUI! Tem a Sue trocando o gel de cabelo de Blaine por cimento (!), fazendo um empréstimo no seu nome e colocando uma faixa no céu, por exemplo…

Em termos de música, é igualmente maravilhoso e engraçado! Isso porque Sue Sylvester resolve encarnar a Nicki Minaj na época de “Pink Friday”, e é maravilhoso. A música dos dois no New Directions é a que menos parece um mash-up e é de fato uma briga para ver quem prevalece, e é icônico demais: Blaine começa com “I Still Believe”, da Mariah Carey, até ser interrompido por Sue com “Super Bass”, da Nicki Minaj, e é surpreendentemente incrível como as músicas se intercalam ou se completam na briga de Blaine e Sue – o Blaine lindo, a Sue hilária e cheia de parafernália… ela mereceu ganhar a competição. E, agora, Blaine – ou “o Clark Kent gay da primeira temporada de “Smallville” – precisa se juntar às Cheerios… talvez seja o que ele queria o tempo todo.

Por fim, Nova York nos entrega uma história que me deixa um pouco em dúvida… felizmente, toda a coisa de “Será que Rachel Berry está grávida?” era apenas um alarme falso, mas Santana quer aproveitar a oportunidade para fazer com que Rachel “acorde” e perceba que “há algo errado com Brody”. Toda a trama de o Brody ser um garoto de programa de luxo me parece forçada pelo roteiro e inventada porque muita gente já começava a gostar do fato de a Rachel estar seguindo em frente, mas isso pelo menos me entrega a minha performance favorita do personagem, com “How to Be a Heartbreaker”, então talvez eu não possa reclamar muito… e, infelizmente, a trama de Brody e a possibilidade de um futuro com Rachel está chegando ao fim.

Santana é quase uma boa amiga, e ela é incrivelmente talentosa e sua apresentação em NYADA com “Cold Hearted”, no espírito de feud, realmente é muito boa… mas isso não quer dizer que ela esteja inteiramente certa, e a maneira como ela faz e diz as coisas precisa de adaptação se ela quiser continuar morando com Kurt e Rachel em Nova York. Ela precisa aprender a viver em sociedade, sinceramente! Eu a amo como personagem, mas não dá para conviver com alguém assim… é uma pena que, para expor o Brody, Santana não mostrou o que vivia dizendo diretamente para a Rachel – ela escolhe chamar o FINN, o que nos deu aquela cena vergonhosa do Finn mandando o Brody “ficar longe da sua futura esposa”. Eu não gosto do Finn, e o roteiro passa dos limites para endeusá-lo.

 

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