Sítio do Picapau Amarelo (2004) – Aladim: Parte 3

As Mil e Uma Noites da Emília.

Desde que foi solto da lâmpada pelo Tio Barnabé, o Gênio está causando confusão pelo Arraial dos Tucanos, o Capoeirão e o próprio Sítio do Picapau Amarelo. “Aladim” chega à sua terceira semana e continua sendo uma história bem interessante da temporada, embora nenhuma me encante tanto quanto “A Dama dos Pés de Cabra”. Uma das confusões armadas pelo Gênio é a sua “vontade” de se casar com a Iara, a Mãe d’Água, e, desesperada, a pobre Iara vai até o Sítio de Dona Benta para pedir a ajuda de Emília: afinal de contas, ela não tem interesse em se casar com o Gênio, muito menos de ser levada embora dali… então, Emília arma um plano e pede que a Tia Nastácia frite os seus irresistíveis bolinhos de chuva, com os quais a bonequinha atrai o Gênio desavisado, o empanturra e o deixa tão gordo que ele não consegue mais sair correndo para fugir dela.

Então, ela o prende em uma garrafa de leite – como o Pedrinho já fez com o Saci!

Ao saber da história, Dona Benta diz que Emília fez “igualzinho a uma outra história das Mil e Uma Noites que ela contara para a bonequinha” e, satisfeita, Emília mostra a garrafa com o Gênio para a Iara, que fica satisfeita porque, afinal, ele não vai conseguir “levá-la para o deserto para secar”. O Gênio promete ainda voltar para ela, mas Iara fala sobre ele aprender a conquistar as pessoas sem usar a força bruta. A tranquilidade de Iara não dura muito, na verdade, porque o seu reflexo no espelho fala sobre como a garrafa pode quebrar e ele pode voltar atrás dela… por isso, o melhor a se fazer é encontrar a lâmpada, só assim o Gênio poderá ficar preso para sempre… por isso, agora a Iara vai atrás da lâmpada, que estivera com o Pesadelo e que ele chuta para longe por culpá-la pelas últimas bofetadas que ele levou da Cuca Horrorosa.

A Cuca, por sua vez, fica furiosa ao descobrir que ele perdeu a lâmpada que ela tanto buscava e, para se vingar, resolve transformá-lo em algo, e escolhe que vai transformá-lo em humano – e não só isso, um humano loiro e de olhos azuis. Assim, o Pesadelo se transforma em uma versão humana interpretada por Henrique Ramiro, que assumirá o papel de protagonista no “Sítio do Picapau Amarelo” no papel de João da Luz no ano seguinte, em “O Preço do Verdadeiro Amor”. Lembrando que o ator já participou do programa em 2002, nas histórias de bruxas, como o Peninha. Bravo com o que a Cuca fez, o Pesadelo resolve “fugir de casa”, e então acaba no Arraial dos Tucanos, procurando um lugar para ficar e, é claro, comida. Acaba na pensão (que paga com um rubi que encontrou na caverna dos tesouros), e ele fica encantado pela Cecéu… que também o acha uma graça.

Achei tão bonitinha a “história” de Cecéu e do Novo Pesadelo!

Eventualmente, a lâmpada acaba sendo descoberta por Rabicó que, naturalmente, a come.

Enquanto isso, Armina continua sua estadia na casa do Coronel Teodorico, tendo que aturar as pestes traiçoeiras dos seus netos, Angico e Zequinha. Depois de terem parecido aprender a obedecer, eles armam para fazer a Armina cair de bicicleta – que ela nunca andou na vida, mas estava tirando onda. Pelo menos, Armina responde dando uma bronca neles e os puxando pelas orelhas, o que eu acho um máximo! A princesa ainda consegue fazer Angico e Zequinha garantirem ao avô que “não foi nada” e que “não vai acontecer de novo”. Agora com o tornozelo machucado, Armina precisa da ajuda do Coronel Teodorico para caminhar e ir para casa, e a Dona Joaninha assiste a tudo de longe, mordida de ciúmes… afinal de contas, seu único objetivo de vida parece ser fazer a Cecéu sofrer e se casar com o Coronel Teodorico. E, para isso, ela tem um plano.

A Dona Joaninha finge um desmaio no meio do Arraial dos Tucanos para chamar a atenção do Coronel Teodorico e, então, por algum motivo Armina pede que ele faça uma “respiração boca a boca”, o que eu não acho que é, de fato, um meio de lidar com desmaios como esse… mas enfim. Teodorico reluta, a princípio, mas acaba aceitando, e é então que Joaninha se aproveita e o agarra, para que possa dizer a todos que foi “desonrada” e que o Coronel Teodorico se aproveitou dela quando ela estava desmaiada. E realmente todo mundo parece estar do lado de Dona Joaninha, querendo obrigar o coronel a se casar… eu não tenho muita pena do Coronel Teodorico, porque não gosto dele mesmo, mas a Dona Joaninha não pode conseguir uma coisa dessas! Então, Angico e Zequinha acabam expondo o cabelo verde de Dona Joaninha e, alegando que “a noiva não está em seu juízo perfeito”, Teodorico escapa do casamento.

Ufa.

Depois de prender o Gênio na garrafa, Emília deixa a garrafa na biblioteca, para que o Visconde possa vigiá-la o tempo todo, e depois anuncia que vai escrever uma história ela mesma, uma história aonde o Aladim possa entrar: AS MIL E UMA NOITES DA EMÍLIA. Naturalmente, ela coloca o Visconde para escrever, e ele não tem muita opção a não ser obedecer, numa vibe bem “Memórias de Emília”. Primeiro, Emília dita o que o Visconde deve escrever, mas acaba o deixando sozinho, mandando ele continuar… e é nesse momento que o Gênio tenta hipnotizá-lo para escapar da lâmpada, repetindo: “Era uma vez um sabugo de milho muito comprido que soltou um gênio da garrafa. Era uma vez um sabugo de milho muito comprido que soltou um gênio da garrafa”, e o Visconde estava mesmo caindo na hipnose do Gênio, e só não o solta porque a Emília aparece bem na hora.

E cobre a garrafa.

O que não quer dizer que o Gênio vai continuar preso por muito tempo… o Saci aparece pelo Sítio fazendo as suas traquinagens e, quando ele seca o leite da Vaca Mocha, a Tia Nastácia manda o Zé Carijó recolher todas as garrafas pela casa e ir até a venda do Seu Elias comprar leite para ela fazer um bolo… então, com o Visconde adormecido sobre o livro que Emília exige que ele continue escrevendo, o Zé pega a garrafa que tem o Gênio dentro. Quando a Emília descobre que a garrafa sumiu, já é tarde e o Elias já abriu a garrafa: o Gênio está livre. O Gênio acaba transformando a Margarida em ovelha e, eventualmente, encontra o próprio Aladim, quem ele quer destruir para “ficar livre”. Quando Emília entende o que aconteceu e onde o Gênio deve estar, ela parte com o pessoal para o Arraial, onde encontra a Armina, e eles precisam salvar o Aladim do Gênio.

O Gênio coloca o Aladim para “andar na prancha”, lá na igreja, enquanto o pessoal do Arraial assiste lá de baixo, apavorado… Armina e Emília se abraçam, e é o Pedrinho quem tem a ideia que pode salvar o Aladim: tocar o sino da igreja. Ele e Narizinho tocam o sino, fazendo o Gênio soltar a espada, e os dois acabam caindo e ficando pendurados na prancha. O tapete voador, claro, salva o Aladim… o Gênio, por sua vez, acaba caindo e fazendo um imenso buraco no chão – um buraco que o leva diretamente para a caverna da Cuca, onde ele faz um acordo com ela: se ela o ajudar, já que ele está todo machucado por causa da queda, ele vira seu escravo e realiza todos os seus desejos. Cuca acha um máximo… está mesmo precisando de um novo escravo. Além do mais, ela quer usá-lo para se livrar da Emília, e o Gênio também quer se livrar da bonequinha de pano…

O que esses dois vão aprontar juntos?

 

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