Turma da Mônica Jovem (3ª Série, Edição Nº 22) – Despertar



“Fur Somnorium, a Devoradora de Sonhos. Esta criatura alimenta-se dos sonhos das pessoas. Também conhecida como a planta vampiro!”

 

CHICO BENTO REENCONTRA ADRIANA! Publicado em junho de 2023, a 22ª edição da 3ª Série da “Turma da Mônica Jovem” segue a trama de ficção científica do arco iniciado na edição anterior, com menos cara de “O Vingador do Futuro” e obras de Philip K. Dick, agora, e mais cara de “Chico Bento Moço” – e eu amo o Chico Bento Moço, eu acho que ele deveria aparecer com mais frequência na publicação, agora que ele não tem mais sua própria revista! Além do segundo capítulo de “ETERNO RETORNO”, a edição traz uma história na qual Mônica e Cebola visitam o restaurante da família de Maya, e uma na qual a Macê está fazendo de tudo para ganhar um convite para uma festa de aniversário.

O segundo capítulo do arco recebe o título de “DESPERTAR”, e começa com o Chico e a Mônica dentro do sonho controlado pela Neovida, quando as coisas dão errado na vez da Mônica, porque ela se vê presa em um pesadelo enquanto Carmem e Milena se preocupam do lado de fora. Quando a Mônica enfim desperta, a Neovida age como se nada tivesse acontecido e manda as garotas para casa, dispensando a divulgação anteriormente contratada e deletando todos os vídeos feitos lá dentro. Mas é claro que as coisas não vão ficar assim, porque algo sinistro está acontecendo e precisa ser investigado… e a empresa pode estar colocando as pessoas em risco!

Então, Mônica liga para o Chico como ele pedira que ela fizesse ao despertar, e ele dirige até o Limoeiro, a quilômetros de distância, para que eles conversem sobre o sonho que, de alguma maneira, compartilharam. Chico Bento conta a história de Adriana, a manifestação humana de uma planta com quem ele se conectou no passado, e cujas informações eles descobrem agora, com a ajuda de Milena. A Fur Somnorium, de características inusitadas e perigosas, estão aprisionada na Neovida e sendo utilizada para induzir sono e sonhos controlados em clientes, mas as consequências podem ser catastróficas… e o Chico sabe que, na verdade, a planta está pedindo ajuda.

Na forma de Adriana, ela o buscara e tentara lhe mostrar algo – onde estava presa –, mas ele foi desviado do caminho quando ouviu Mônica pedindo ajuda. Agora, eles precisam retornar à Neovida para descobrir onde a planta está e a salvar: ela já é perigosa, imagina nas mãos erradas? Sem sucesso em encontrar a planta, Chico decide submeter-se à máquina e à tecnologia da Neovida, e Milena coloca o Projeto Morpheus para rodar… de volta ao mundo dos sonhos, Chico se depara com o grande vilão do arco: O COLECIONADOR. Enquanto ele é contido e sufocado lá dentro pelo líder por trás da Neovida, funcionários encontram os amigos de Chico do lado de fora.

A continuação fica para o Capítulo 3.

A primeira história curta da edição se chama “O SABOR DA ARTE” e Mônica e Cebola vão em um encontro no Restaurante Kaifuu, que é da família de Maya, e Mônica inicialmente quer ir embora, porque diz que “Maya é a culpada pela separação de Magali e Quim” – mas a verdade é que nem a Magali a culpa, e o Cebola pede que a Mônica não cometa o mesmo erro que cometera com Irene. Então, Mônica resolve dar uma chance, e ela escuta uma conversa de Maya com o pai que a faz querer ajudar, e ela dá um empurrãozinho para permitir que Maya mostre seu talento como sushiwoman e ganhe a confiança do pai, e a Maya é mesmo incrível na cozinha! Seus pratos são lindíssimos!

Gostei da história, da participação da Denise e da surpreendente maturidade de Mônica.

Por fim, temos “SEM CONVITE” e eu confesso que, inicialmente, eu não achei que eu fosse gostar tanto, mas são 30 páginas de PURA DIVERSÃO, não tem como não amar! Macê, a irmã do Cebola, está chateada porque ela parece ter sido a única pessoa da sala a não ser convidada para a festa de aniversário da Lia no fim de semana, então ela resolve “fazer de tudo para conseguir um convite”, e ela recebe a ajuda de Binho e de Dudu – um mais sensato do que o outro, mas o outro incrivelmente mais divertido… o Dudu “fazendo o papel da Lia” é simplesmente PERFEITO. E, no fim, Macê ganha o seu convite: não porque “mudou para se encaixar”, mas porque o convite só tinha sido extraviado mesmo…

Ele sempre existiu.

Gosto da história e de como ela escapa do óbvio. Eu gosto de como a Macê brinca de carrinhos, tem referências de “Velozes e Curiosos” e “Vingadoidos”, e não gosta da Boneca Marbi, e de como ela não precisa ser diferente para ter amigos, e ninguém quer isso… Lia a acha maneira, os melhores amigos de Macê a amam, ela gosta do que gosta. De maneira divertida e acessível para a audiência da revista, a história é sobre a desconstrução de papéis de gênero pré-estabelecidos e funciona muito bem, tendo uma mensagem maravilhosa, sem deixar de lado a diversão que nos faz abrir uma revista da “Turma da Mônica”. Simplesmente incrível!

 

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