The Shards (Estilhaços) 1x07 – Homecoming: Part 2

“I was never gonna win ‘cause I never do. Susan does”

Também exibido em 26 de agosto de 2026, “Homecoming: Part 2” é o sétimo episódio de “The Shards” e o episódio mais curto da série até o momento, não chegando nem a 25 minutos, descontando os créditos. Com a aproximação do Baile, Susan e Debbie dão sequência ao seu plano de coroar Rhonda como a RAINHA DO BAILE, enquanto o cheiro de Giorgio associado ao sequestro de Rhonda gera complicações interessantes (ela reconhece o aroma quando espirrado por Lizzy, que o ganhou de presente de Terry, e sai afetada, dizendo “Cheiro de menina”, como dissera antes) e Bret segue convencido de que Robert Mallory está por trás de tudo de ruim que tem acontecido…

A contagem de votos para Rei e Rainha do Baile revela que Debbie nunca teve a menor chance… e isso funciona bem em conjunto com a derrota para Susan no Dance Off! dois episódios antes: as duas derrotas juntas dão força ao seu discurso de que “ela nunca ganha”, ainda que consigamos nos importar muito com o tipo de problema fútil com os quais Debbie lida enquanto coisas reais como assassinatos estão acontecendo na cidade, e essa é a premissa sobre a qual “The Shards” foi construída. Ainda assim, com um empurrãozinho de Bret, o nome de Debbie figura entre os finalistas, ao lado de Susan e Rhonda para Rainha, e de Thom, Ryan e Robert para Rei.

O episódio é breve, bem breve, mas há um quê gostoso de intensidade… Robert Mallory provoca Thom porque sabe de sua tendência a cair em suas provocações, e ele presenteia Susan com um Giorgio antes do desfile e do anúncio que coroa Robert e Susan como Rei e Rainha do Baile. Eu gosto das expressões: o ciúme de Debbie, a raiva de Thom, a quase indiferença de Rhonda, que nem tinha certeza de que queria isso… Susan, no entanto, abre mão da coroa com um pequeno discurso, dizendo que a Rainha do Baile é Rhonda, e existe alguma satisfação genuína no sorriso de Rhonda, até que tudo muda drasticamente no momento em que Susan coloca a coroa na sua cabeça e ela sente o cheiro…

E, então, ela anuncia no microfone: “Susan Reynolds kidnapped me”.

Como eu comentei outras vezes: a criação de tensão e a incerteza sobre em quem confiar é a alma de “The Shards”, e eu gosto muito de como a história se constrói sobre isso. Eu gosto da ironia de Susan ter dito, no episódio anterior, que queria “fazer algo diferente”, “algo ruim”, e terminar chorando em um carro de polícia quando seu pedido é atendido, e eu gosto demais da expressão de, talvez, satisfação no rosto de Robert Mallory, que talvez indique que ele arquitetou isso tudo? Que ele deu o perfume a Susan conscientemente, sabendo que isso afetaria Rhonda? De todo modo, Susan tem um álibi… um álibi que Robert diz à polícia nas seis horas que passa sendo interrogado…

Afinal de contas, ele foi denunciado formalmente por Bret.

A cena toda de Bret e Robert nos armários da escola é a melhor cena do episódio, com toda a certeza. Eu gosto da tensão palpável, eu gosto de como Robert lê Bret melhor do que ele mesmo ao dizer que ele é obcecado por ele e que incomoda a Bret que ele seja invisível para ele, e é propositalmente humilhante como Robert mexe com Bret e fala sobre as coisas nas quais ele supostamente pensa. Há um quê de provocante e de dominador que não esconde a ameaça escancarada… as certezas de Robert o tornam perigoso, e é assim que ele deixa Bret quase sem fôlego antes de o deixar sozinho para que ele encontre uma visão que o aterrorizará para o resto da vida…

A cabeça de Matt Kellner exposta como um troféu.

 

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