Margarita (3ª Temporada, 2026) – Como Nasce um Vilão

Dor? Ambição? Ressentimento? Desprezo?

Concluindo a primeira leva de capítulos da TEMPORADA FINAL de “Margarita”, “Como Nasce um Vilão” tem perguntas e possibilidades interessantes, enquanto o roteiro toma rumos que podem preocupar àqueles que ainda tinham esperanças de que a novela poderia investir de verdade em Margarita e Rey como um casal… e, infelizmente, eu estou nesse grupo. A pergunta de “COMO NASCE UM VILÃO?” é interessante e um bom condutor para os eventos que vemos aqui. Será que um vilão nasce de uma dor muito grande, como aconteceu com Delfina? Será que nasce de pura ambição, como é o caso do Falso Andrés? Será que nasce do ressentimento, como Rey ou Merlín? Ou do desprezo, como Daisy?

Delfina segue vivendo sua vida vendendo a imagem de uma mulher injustiçada e conseguindo aplausos por isso – é essa a temática do último capítulo de “Finderella”, que é basicamente uma releitura exagerada de “Floricienta” do ponto de vista de Delfina… portanto, aqui, Flor é uma garota interesseira que tenta roubar o grande amor da pobre Delfina, mas cuja falsidade é descoberta no dia do casamento, e ele faz a escolha de ficar com ela… como Delfina queria que tivesse acontecido na vida real. E como tanto Margarita quanto Fach sabem que não aconteceu, porque sabem que a mãe não era esse monstro que Delfina tenta vender… mas eu gosto de como tudo é uma brincadeira que não se leva a sério.

É por isso que funciona!

Enquanto isso, Torino segue tentando conquistar Daisy e, no processo, se tornando uma companhia positiva para ela e uma boa ajuda… os dois têm uma cena interessante quando compartilham um piquenique no qual podem falar sobre o seu passado, sobre tudo o que não sabem e gostariam de saber sobre as suas famílias, e Torino tenta ajudar Daisy a acompanhando para ver Severino novamente e o pressionar por respostas sobre a sua mãe… mas não há muito que ele queira dizer, tampouco muito em que se possa acreditar do que ele diz. E, arrasada e sentindo que não há mais lugar para ela ali, Daisy resolve escapar, deixando para trás apenas uma carta…

Ada chora ao ler com Fach a carta de despedida de Daisy.

E ela parte em um ônibus, sozinha, rumo a qualquer lugar.

Merlín, por sua vez, segue investido em seu plano intitulado REBELDES, mas que são protestos bem vazios que consistem em cantar e gritar com pessoas cujo impacto é praticamente nulo… e, no meio de tudo, ele está interessado demais em brigar com o Rey e em se fazer de vítima para a Mar. Durante um “protesto” em frente à Torre de Reina, Merlín insiste em olhar para Margarita com um olhar de súplica que me parece um desespero do roteiro para vender um casal que a maior parte do público não comprou, e eu achei bem forçado ele cantar “Menos a Mi” como se estivesse implorando para Mar, enquanto ela assiste e termina sozinha, chorando por causa dele…

Sério.

Já não sei se o roteiro consegue dar a volta para o personagem de Rey, no entanto. Acho que ele foi muito bem trabalhado na primeira temporada, na qual começou como um vilão insuportável que se revelou mais do que sua máscara deixava ver, mas agora estão tentando afundá-lo de uma vez por todas. Delfina recebe uma ligação do Falso Andrés sobre se livrar de Merlín, e ela resolve fazer isso usando o Rey… e Rey faz a sua vontade: ele liga para Merlín para dizer que “eles não podem seguir assim” e marcar um encontro com ele para que conversem e, com isso, Rey atrai Merlín para uma armadilha na qual ele é sequestrado. Mar aparece logo em seguida.

Os rumos parecem ter sido definidos.

 

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