The Shards (Estilhaços) 1x06 – Homecoming: Part 1

“I loved him. I… love him”

Exibido originalmente em 26 de agosto de 2026, “Homecoming: Part 1” é o sexto episódio de “The Shards”, e embora eu o ache bastante inferior ao episódio anterior, eu gosto de como a tensão é construída. Com um plano original para três temporadas, há uma falta de pressa nos acontecimentos da série da qual eu, particularmente, gosto bastante, porque eu gosto desse sentimento ameaçador sob os panos, dessa sensação de que algo pode acontecer a qualquer momento, de não saber em quem confiar… eu realmente não acredito que Robert Mallory seja a Traineira, mas isso não significa necessariamente a sua inocência, e a sua dinâmica com Bret é sempre… estranha.

Propositalmente estranha.

Sei que não é um consenso, mas, se eu vou ser sincero, eu preciso dizer que eu gosto muito do Bret. E gostei bastante de toda a cena dele na casa do pai de Matt para falar sobre ele e buscar informações – ele descobre, por exemplo, que Robert Mallory tinha sido convidado para um jantar, e também é lá que ele ouve sobre como ele foi internado em um manicômio e como a sua família é poderosa o suficiente para que se quiser o desaparecimento de um documento, conseguir. Talvez seja a relação que Bret tinha com Matt e à qual ainda se agarra porque era o único fiapo de algo real em toda essa vida encenada… senti sinceridade na maneira como ele diz que o amava.

Em paralelo, os pais de Debbie são chamados para uma reunião com o Dr. Croft, o diretor do colégio, sobre o seu comportamento, sua distração, seu atrapalhar os demais… e sobre ela estar cheirando cocaína. Lizzy e Terry, no entanto, são aqueles pais que não querem ouvir nada que a escola tem a dizer: eles estão pagando para que a responsabilidade de sua filha fique com a escola durante horas por dia, e estão dispostos a mandar para a cadeia o diretor caso ela não entre em uma faculdade. Lizzy Schaffer consegue encerrar o seu discurso quando escancara vestígios de coca no escritório do diretor, então não há muito que ele possa fazer… Debbie se surpreende com como a mãe a defendeu.

Secretamente, ela gostou disso.

Susan, por sua vez, é a escolha óbvia para Rainha do Baile no evento vindouro, mas ela tem todo um discurso sobre como ela não quer essa coroa… sobre como é difícil ser perfeita, agradecida e feliz o tempo todo, ser a garota que nunca comete nenhum erro. Parece fútil, e de fato temos um grupo de jovens que vive de aparência e de problemas irreais, mas sua fala ironicamente também escancara isso, porque ela tem consciência de que “está atuando o tempo todo”, e ela queria fazer algo diferente… algo ruim, algo perigoso, cometer um erro, perder uma vez… então, Debbie usa isso e o retorno de Rhonda como uma ideia para se autopromover e decide que Rhonda será a Rainha do Baile.

Quer dizer… no que depender dela.

O retorno de Rhonda traz uma primeira dica sobre a Traineira – “Cheiro de menina” –, enquanto Giorgio se torna uma fragrância cada vez mais utilizada por diferentes personagens, e um novo corpo é encontrado em um parque… um rapaz de 18 anos, com o símbolo de uma seita entalhado nas costas e todo o sadismo que pode remeter à Traineira, embora seja a primeira vítima masculina. Sem conseguir fazer com que o diretor o escute, Bret resolve procurar diretamente a polícia, alegando que tem informações sobre o serial killer… e ele tem coisas sensatas a dizer… verdade ou não, e provavelmente não, as coisas ditas por Bret não deixam de fazer sentido.

E eu gosto da sua certeza.

“Let me die. Sacrifices must be made”

 

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