The Shards (Estilhaços) 1x08 – Hamlet

“Matt Kellner’s death changed everything”

SHAKESPEARE 101. Exibido originalmente em 02 de setembro de 2026, “Hamlet” é o oitavo e penúltimo episódio da primeira temporada de “The Shards”, e Bret Easton Ellis anuncia que A MORTE DE MATT KELLNER MUDOU TUDO. A partir do momento em que a cabeça de Matt Kellner foi encontrada dentro do armário de troféus na noite do baile, não dava mais para negar que havia um assassino entre eles. A escola ficou fechada por uma semana e, quando as aulas retornaram, os policiais estavam ali, transformando a realidade dos alunos… e eles deram início aos interrogatórios, com todos se tornando suspeitos. O assassino esteve ali na noite do baile.

Ele não quis passar despercebido.

O episódio é deliciosamente conduzido com base nas aulas de Shakespeare 101, com as tramas fazendo referências às obras. A primeira delas é “Romeu e Julieta”, e Susan e Thom demonstram discordâncias em relação à obra que refletem as incompatibilidades de seu próprio relacionamento. Ela é muito mais racional, enquanto ele é obcecado. Mais tarde, então, Susan diz que é muita pressão ser “o motivo de viver de outra pessoa”, e é preocupante e assustador como Thom está descontrolado dizendo que “ela é o centro do seu universo” ou querendo ir ao banheiro para morrerem juntos com uma faca de cozinha e se reencontrarem no éter…

Susan termina o namoro.

Mas Thom não sabe lidar com isso. Ele está deveras perturbado.

Depois, com as discussões em aula sobre “Macbeth”, vemos Liz ser encurralada por Steven porque ele assistiu ao filme pornô que ela gravara com Ryan e que está passado em um cinema da cidade. É doentio como Steven joga essa informação enquanto eles estão em um restaurante, mas pede que ela não grite e não se desespere. Steven diz que ela “pode ficar tranquila” porque ele comprou todas as fitas… mas tampouco pretende entregar para ela, o que quer dizer que ela está nas suas mãos. Ele quer sua ajuda para ser visto, para conseguir que Terry o aceite como co-produtor no projeto de adaptação do livro que Bret está escrevendo…

Pode até conseguir um papel para ela, se ela o ajudar.

Por fim, chegamos a “Hamlet”. Policiais procuram Bret com mais perguntas sobre Matt Kellner – afinal de contas, foi ele quem achou a cabeça na noite do baile, e ele não contou em seus depoimentos prévios que estivera na casa de Matt no dia em que ele desapareceu, nem que procurara o pai dele depois… Bret vai aos poucos percebendo que os seus segredos estão o encurralando, que o universo está cobrando o preço por esconder sua homossexualidade, e que ele não tem álibi, caso precise de um. E para acentuar essa sensação, Bret tem uma sequência na qual ele pode ter sido visitado pelo assassino que corta as luzes, aparece no vidro e deixa um envelope sobre sua cama…

Uma fita…

Quando assiste à fita, Bret entende o quão f*dido ele está. O vídeo é uma gravação dele e Terry no Beverly Hills Hotel, no dia em que ele achou que entendia sobre coisas de adultos e que estava tomando as próprias decisões quando, na verdade, não estava… o que Terry fez com ele foi abuso, e é profundamente doloroso o momento em que vemos Bret se olhando no espelho daquele quarto de hotel depois de tudo, e tem lágrimas nos seus olhos, e as lágrimas não são apenas da dor física, mas de tudo o que ele está questionando dentro de si, tudo o que ele está sentindo… é pesado, e é um fantasma que ainda voltará para cobrar o seu preço, mais cedo ou mais tarde.

Bret ainda descobre algumas coisas que podem confirmar suas suspeitas de que Robert Mallory é o Traineira – embora seja óbvio demais e a convicção inabalável de Bret me faça ter 99% de certeza que ele está errado. Bret tem um encontro marcado com Abigail, a tia de Robert com quem ele está morando na cidade… e ela confirma que ele de fato esteve na cidade em 1980, quando Bret alega o ter visto no cinema assistindo “O Iluminado”, e ele mente sobre isso porque ele estava no cinema com Katherine, a primeira vítima do Traineira, e ele não quer que ninguém faça essa conexão. Isso significa que Robert de fato matou aquela garota?

Ou, assim como Bret, ele não tem álibi e prefere esconder isso?

Quando Bret retorna para casa naquela noite, Robert está lá esperando por ele – E É UMA CENA INTENSA. Sua primeira pergunta é o que o Bret quer dele. Das duas uma: ou Robert está dizendo a verdade ou ele é de fato um psicopata manipulador com uma capacidade imensa de dissimulação. Mas ele diz que foi interrogado novamente sobre coisas que ele jamais seria capaz de fazer, mas que a polícia acha que sim por causa de suas denúncias, e ele está cansado de ser julgado por ter sido internado. A intensidade da cena alimenta a tensão sexual que culmina em um beijo e, então, Bret cede ao desejo e toma as rédeas da situação, subindo sobre Robert, o tocando, tirando sua roupa, tirando a própria…

E é quente pra caramba!

Na manhã seguinte, Robert vai embora… mas Bret está sorrindo.

“To be or not to be. That’s the question”

 

Para mais postagens de “The Shards (Estilhaços)”, clique aqui.

 

Comentários