Star Trek: Strange New Worlds 4x06 – Off-Hour
Contagem
regressiva.
Exibido
originalmente em 27 de agosto de 2026, “Off-Hour”
é o sexto episódio da quarta temporada de “Star
Trek: Strange New Worlds”, e toda a tripulação do turno alfa está ansiosa
porque o seu fim de semana está prestes a começar… nos últimos minutos do seu
quinto dia de trabalho, no entanto, alguma coisa inesperada os coloca para
trabalhar mais em uma missão para salvar a USS Enterprise da completa
desintegração e, portanto, morte de todos que estão dentro dela. Eles são
capturados em uma fenda espacial de correnteza e eles correm contra o relógio
para encontrar uma maneira de escapar
dali – enquanto Christine Chapel está em uma missão paralela tentando
salvar a vida de Joseph M’Benga, quando parece que não há esperança para ele.
O relógio
que ocasionalmente é mostrado na tela com a contagem regressiva aumenta a
tensão constante sobre a qual o episódio é construído, e eu gosto da estética
de um episódio que se passa inteiramente dentro da USS Enterprise e, ainda
assim, a tripulação está lutando pela sua vida – embora eu seja apaixonado
pelos episódios que exploram “estranhos mundos novos” e visuais de cair o
queixo como a estreia da temporada com a Terra na época dos dinossauros. A ação
é garantida em uma sequência angustiante
na qual a Força G aumenta de maneira descontrolada e Una precisa se arrastar
pelo chão para que tudo volte ao normal, por exemplo, com jogadas de câmera que
intensificam o sentimento de urgência e opressão e rendem um bom episódio.
Scotty, por
sua vez, é a esperança de toda a tripulação, e ele está ao lado da cética e
lógica A’Sha, uma vulcana sem a parte
humana que caracteriza o Spock e, portanto, muito mais difícil de lidar…
gosto da sua comunicação constante com Erica e Uhura na ponte, à qual o Capitão
Pike eventualmente se junta, e eu gosto de como a Pelia tem uma grande
participação com conselhos e ideias, o que acaba gerando bons momentos entre
ela e seu antigo aluno – até porque essa foi uma das temáticas do episódio
anterior, mas se toda a trama dos fantoches aconteceu dentro da mente de Spock enquanto ele estava desacordado, não tinha
havido ainda o passo que Pelia e Scotty dão na sua relação, e esse episódio faz
questão de concretizar isso… e eu adoro o Scotty…
Chapel e
M’Benga protagonizam cenas muito importantes e muito emotivas… um diálogo entre
eles sobre o futuro, sobre receios e sobre escolhas viabiliza discussões que
reverberarão no restante da temporada, e quando os efeitos da fenda espacial de
correnteza sobre a Enterprise deixam M’Benga entre a vida e a morte, Chapel se
recusa a deixá-lo sozinho, ainda que todos os pareceres deem a entender que não
existe mais chance de ele ser salvo – ela decide ignorar uma ordem direta do
Dr. Boyce e faz de tudo para manter M’Benga vivo por tempo o suficiente para
que ela tenha uma ideia, e
eventualmente ela pensa em um plano que deriva de pesquisas antigas dele e, até
então, puramente teóricas… mas que podem se tornar viáveis na situação em que
eles estão.
A busca por
neutrinos pode salvar a vida de M’Benga e tirar a USS Enterprise dali.
Então, Spock
é enviado em uma arriscada missão externa em busca de informações, e ele não
retorna no tempo esperado… eles não podem ter certeza, no entanto, de que ele
não está mais vivo, e é assim que La’An insiste para ser enviada atrás dele e,
consequentemente, das informações de que precisam, nos 12 minutos que eles têm
até a destruição total da Enterprise. Ganhamos cenas excelentes aqui, e eu
gosto particularmente de como a trama é resolvida com as informações
comprometidas por causa do ambiente e, então, eles precisam usar a memória
confiável de um Vulcano, que eles só conseguem acessar por causa da conexão
compartilhada entre Spock e La’An, quando ela une as suas mentes… é um episódio
de tirar o fôlego e com a cara de “Star
Trek”.
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