Primeiro Capítulo da 3ª Temporada de “Margarita” (24 de agosto de 2026)

Por que vilões são aplaudidos na vida real? Delfina tem a resposta!

Divididíssimo entre “Meu Deus, como é bom estar de volta!” e “Eu não acredito que é a última temporada!”. A terceira temporada de “Margarita: Que Tu Cuento Valga la Pena” estreou na HBO Max no dia 24 de agosto de 2026 com seus primeiros cinco capítulos, e Margarita e Fach estão em uma situação complicada: a maioridade em Krikoragán só é atingida aos 21 anos de idade e, enquanto isso, a sua guarda é passada para Delfina Santillán, sua tia, que conseguiu escapar de todas as acusações feitas contra ela traindo o Severino, mandando-o para a prisão em seu lugar e vendendo a história de que ela foi enganada e nunca soube de nada… ela é inteligente o suficiente para manipular a realidade a seu favor.

Gosto de como isso é uma crítica e é uma crítica escancarada… a temporada começa com uma visão breve lançada sobre a infância difícil de Delfina ao lado de Malala – enquanto ela assistia à Cris Morena na televisão em seu programa dos anos 1990 e dizia que “faria isso quando crescesse”, Malala a desencorajava dizendo que “ela não era boa para nada”. O plano de Malala sempre foi que ela se casasse com um homem milionário… e é essa a história de Delfina em “Floricienta”, primeiro prometida a Frederico, embora ela seja abandonada no altar, e depois tentando conquistar o coração do Conde Máximo Augusto Calderón de la Hoya, que também se apaixona por Flor…

Talvez Delfina tenha suas fraquezas? Malala acredita que sim… Margarita é uma delas.

Por ora, Delfina está exatamente onde ela queria estar: sendo aplaudida por um público que a ama em seu streaming. Sua narração é curiosa e cheia de bons momentos… sua visita a Severino é uma reflexão sobre como “é fácil deixar as pessoas burras tranquilas, porque basta dizer o que elas querem ouvir”, e todo esse primeiro capítulo é uma reflexão sobre a burrice alheia que permite que seja tão fácil para alguns “vilões” manipularem as pessoas a seu redor, com direito a um aceno descarado e muito bem-vindo à realidade fora da ficção quando Delfina nos dá uma resposta sobre “como é possível que um vilão se torne um presidente”: é porque as pessoas são burras.

Tendo em vista quem é o presidente da Argentina e o presidente atualmente inelegível que tivemos aqui…

MUITO BOA CRÍTICA!

Fach e Margarita, inclusive, têm toda uma conversa sobre a Delfina… e eu gosto do quanto eles são diferentes um do outro. Fach é muito lógico e prático, o que o torna ocasionalmente frio e cético, mas eu gosto dessa construção; em paralelo, Margarita é uma pessoa muito mais otimista, inclinada a acreditar nas pessoas, mesmo que isso signifique, quem sabe, dar uma chance à pessoa que tentou matá-la e agora está com a sua guarda. Confesso que, de modo geral, eu sou muito mais parecido com o Fach e eu estava na mesma sintonia que ele dizendo que a Mar precisava deixar de ser tão otimista. Mas ambos, independentemente do que acreditem, estão atentos ali na Torre Reina.

Talvez seja uma posição surpreendentemente favorável.

Enquanto isso, no esconderijo dos príncipes, que atualmente não conta mais com nenhum príncipe, a não ser que contemos Merlín, outras tramas são recordadas para dar início a essa nova temporada… temos a briga de Zeki e Jano, que ainda está pendente de solução e que conta com um coração terrivelmente partido e desacreditado no amor, por exemplo, e temos o Otto trocando mensagens com quem ele tem certeza que é a Única, por mais inusitado que isso pareça. E, é claro, temos a velha história de sempre do Merlín lamentando um possível romance entre Margarita e Rey, embora ele estivesse começando uma história que eu aprovo com a Maika.

Na Torre Reina, Mar e Rey ainda têm muito que conversar…

O capítulo de estreia também explora um pouco da dinâmica dos trigêmeos – e parte de mim está curioso com como se desenvolverá essa relação de Fach e Torino (um parecidíssimo com o Frederico, outro com o Máximo), tendo em vista que, até o momento, eles basicamente se odeiam… a provocação e o desagrado têm espaço para serem bem aproveitados, e no meio disso tudo está Daisy: desiludida com um, receando aproximar-se do outro por sua característica mulherenga… e, falando em Daisy, ela está marcada pelo rancor e, se eu for ser sincero, ela está insuportável. Até entendo em parte, pensando racionalmente, mas ela segue estando chata. Mas estou curioso pela volta que a personagem dará…

Em algum momento, ela terá que entender que Margarita nunca a traiu.

 

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Comentários

  1. I love it, I hope you upload more

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    1. Continuarei postando, sim! Vou comentar a temporada inteira, capítulo a capítulo.

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