Star Trek: Strange New Worlds 4x09 – Once La’An a Time
“I’m not
going to fight you anymore”
A USS
ENTERPRISE CHEGA AO REINO ELISIANO. Exibido originalmente em 17 de setembro de
2026, “Once La’An a Time” é o nono e
penúltimo episódio da quarta temporada de “Star
Trek: Strange New Worlds”, e a Enterprise se depara com o que parece ser um planeta impossível… desde o seu
formato até à sua habitação, que conta com fadas, um castelo medieval e sósias
da tripulação da Enterprise sendo pessoas
completamente diferentes, de quando o Cérebro Boltzmann trouxe à vida o
livro escrito por Benny Russell usando a tripulação da nave – e, agora, esses
“personagens” vivem como pessoas independentes em um planeta de forma estranho
que está por aí.
A história
tem tudo a ver com o estilo adotado nessa quarta temporada da série, e se
quando algo similar aconteceu da primeira vez fora para que M’Benga enfrentasse
algo que não estava conseguindo enfrentar, dessa vez o convite é para La’An:
talvez ela precise da “Princesa Thalia” para reconhecer e entender algumas
coisas… M’Benga, como o único que manteve as memórias do último encontro com o
Reino Elisiano, explica algumas coisas básicas sobre quem cada um é nesse mundo
e lhes entrega o livro: La’An era a Princesa Thalia; Pike o covarde Lord Rauth;
Spock o poderoso Feiticeiro Pollux. Eles precisam ficar e descobrir por que tem um planeta mágico habitado por
cópias deles flutuando no espaço.
E La’An está num mau-humor terrível!
Se La’An
está recebendo uma oportunidade de lidar com emoções que vem ignorando, ela
precisa viver essa história… e tudo
começa quando o sósia de James T. Kirk aparece se apresentando como seu
verdadeiro amor, o Príncipe Galante, e ela percebe que vai precisar de sua
ajuda para resgatar Pike/Rauth e Spock/Pollux e, para isso, precisará
convencê-lo a conseguir a chave de suas celas, com a desculpa de que também
perdeu um colar e que, dentro do colar, estão as memórias que ela perdeu… eu
adoro a La’An fingindo que “se esqueceu até de como chorar” e o Príncipe
Galante comprando isso, enquanto seus companheiros são presos com a verdadeira Princesa Thalia.
Eu gosto de
como o episódio é inesperado e profundamente caótico. Enquanto Pike e Spock
estão presos pela Rainha com a Princesa Thalia, suas contrapartes, Rauth e
Pollux, estão na floresta caçando o Dragão de Ferro, que é a Enterprise, e eles
acabam sendo levados lá para cima
quando encontram as coisas de Pike e Spock, e então temos as duas coisas
acontecendo simultaneamente: Pike e Spock se passando por Rauth e Pollux no
Reino Elisiano enquanto eles se passam por Pike e Spock na Enterprise, o que
nos rende alguns momentos maravilhosos, como os dois se assustando ao ver
Uhura, que é a Rainha perversa no seu mundo, ou mudando o visual e tentando
imitar o jeito de falar deles…
Mas o “Spock” andando sorrindo, todo cheio
de marra… SENSACIONAL!
E o “Pike”
parando na “taverna” antes de ir para a ponte!
Enquanto
isso, os verdadeiros Pike e Spock não conseguem manter seus disfarces de Rauth
e Pollux, já que a Rainha consegue perceber que eles não são dali e que eles
“emanam o mesmo tipo de magia do Dragão de Ferro”. Então, Pike vê que a sua
única alternativa é dizer a verdade, ou pelo menos parte dela… ele não
apresenta Pelia como quem ela realmente é e diz que seu nome é Benny Russell, a
autora do livro que a Rainha tem em mãos, e isso é exatamente o que ela quer:
ela prende Pike e Spock em pinturas usando a sua magia e manda Pelia/Benny
Russell começar a escrever… e manda que
ela comece escrevendo “o conto de como a Rainha destruiu o Dragão de Ferro”.
La’An e o
Príncipe Galante, em sua jornada para salvar os amigos da USS Enterprise,
precisam atravessar o Pântano da Morte Infinita – eu adoro a La’An comentando
que “não tem subtexto aqui” – em busca da Chave da Consequência, e toda essa
trama nos entrega uma história das sósias de Ortegas e Una que, na realidade do
Reino Elisiano, SÃO UM CASAL, e eu fiquei muito feliz por ganharmos um beijo
entre elas e uma relação um tanto conturbada, com tratamentos engraçados, e
elas são essenciais para que o plano funcione… é com a contraparte de Una que
está a chave de que eles precisam, e elas vão ficar para trás e ganhar tempo
para que La’An e o Príncipe façam o que precisa ser feito…
Infiltrando-se
no castelo da Rainha em um BAILE DE MÁSCARA, os dois precisam atravessar a
pista de dança dançando para chegar
até onde imaginam que Pike, Pelia e Spock estão presos, mas a história vai
ficando mais absurda e interessante como o grande conto de fadas que é. A
Rainha Neve reaparece, talvez mais linda
do que nunca (Uhura ARRASA!), trazendo de volta a lua cheia que transforma
o Príncipe Galante em um lobisomem, o que acaba sendo um ponto interessante da
trama, porque a Rainha Thalia aparece logo depois de seu amado ser preso em uma
pintura como Pike e Spock e La’An percebe que ela sabia de sua verdadeira
natureza e não se importava…
Ela o aceitava por quem ele era. Luz e
sombra.
No clímax do
episódio, tal qual em “Encantada”, A
RAINHA SE TRANSFORMA EM UM DRAGÃO. Ela decide que a única maneira de enfrentar
um dragão é se tornando um, e posso dizer? Era um dragão muito bonito, e ver a
USS Enterprise precisando enfrentar um
dragão é algo que eu não esperava que “Strange
New Worlds” me entregasse, mas estou muito feliz por tê-lo feito. Enquanto
a Enterprise sofre ataques do Dragão Neve, La’An e Thalia se enfrentam no Reino
Elisiano até perceberem algumas coisas… até que uma perceba como a outra está triste o tempo todo, ou brava o tempo todo… e são duas partes
separadas que não precisam estar em guerra, são parte de uma mesma pessoa.
Quando elas
aceitam uma à outra, o que simbolicamente representa La’An aceitando que ela também pode ficar triste e não precisa
se reconfortar na raiva, elas trabalham juntas para deter a Rainha, ao
mesmo tempo em que Rauth e Pollux inusitadamente ajudam também lá de cima, até
que a Rainha é derrotada. Thalia e o Príncipe Galante se reúnem, a tripulação
retorna para a Enterprise, La’An ganha Runa, o cachorro da princesa, de presente
porque “o príncipe é alérgico”, e descobrimos que o Reino Elisiano continuará
existindo ali, com a Princesa Thalia no comando… enquanto isso, La’An está
visivelmente diferente. Ela fugiu por
muito tempo, mas não mais…
Ela não vai
mais lutar contra quem é e o que sente.
Ela descobriu que ela pode ser feliz.
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