Turma da Mônica Jovem (3ª Série, Edição Nº 20) – Pé na Areia!

A conclusão da “novela”.

Chegamos à conclusão do arco “TRETAS DO CORAÇÃO” e, de modo geral, eu gostei… embora não seja uma saga irretocável à qual terei vontade de voltar no futuro. Particularmente, eu gosto mais das aventuras e de quando a publicação envolve magia, ficção científica, etc. O arco das edições 16 a 20 da 3ª série da “Turma da Mônica Jovem” lidou com as amizades e os relacionamentos românticos de vários personagens do Bairro do Limoeiro, com algumas coisas que ficam “em aberto” porque funcionam como introdução para o que ainda veremos mais tarde – seja nos arcos principais, sejam nas histórias curtas de cada edição, que não são independentes de verdade… felizmente.

O Capítulo 4 é intitulado “PÉ NA AREIA!” e acontece basicamente durante o churrasco da Dona Xarlene na casa de praia a família do Xaveco, embora nem todos estejam presentes – a Marina, por exemplo, foi ao Festival de Arte Urbana das Pitangueiras e, por algum motivo, ela não falou sobre isso nem com o Franja, seu namorado, nem com a Milena, sua melhor amiga. O cenário é gostoso de acompanhar, e o capítulo tem bem menos “tretas” do que talvez o arco tenha prometido, e conta inclusive com o primeiro beijo de Ana Paula e Xavier, em uma cena bem bacana que contou até com um “flashback” através de um vídeo do “Youtubo” de como eles ganharam aquela casa!

Felizmente, não temos nenhum grande problema por causa dos comentários meio maldosos de algumas pessoas sobre a proximidade do Cascão com a Magali… a Cascuda sabe que ele está sendo um bom amigo porque ela está mal com o fim do namoro com o Quim, e ela mesma vai conversar com ela quando ela fica afastada de todo mundo para “não acabar com o clima” e tudo o mais. A conversa de Magá e Cascuda é bem bacana, e é importante essa coisa do reconhecimento de que terminar um relacionamento pode ser difícil, mas ao menos eles estão ali por ela. Enquanto isso, Magá olha para o Cebola e a Mônica, bem coadjuvantes dessa história, incrivelmente bem em seu namoro!

A edição também traz de volta alguns personagens que não me parecem estar aqui para uma participação tão curta… primeiro, temos o Maneco, da Turma do Bermudão, que se revela o novo namorado da Aninha. E o Titi está pronto para surtar por causa dessa informação, mas então ele realmente demonstra que evoluiu, pelo menos um pouco, quando só abraça o Maneco, seu antigo amigo, e pede que ele cuide da Aninha. Talvez ele esteja finamente seguindo em frente? E ele o faz ao se lembrar do que a Dorinha lhe dissera antes… e, mais tarde, ele tem uma cena muito bacana com a Dorinha, com os dois conversando e brincando na água!

Por fim, ainda temos a chegada do Zeca, o primo do Chico e ex da Denise, e aquilo me deixou levemente apreensivo, confesso… afinal de contas, parecia que a Denise e o Jerê não estavam no seu melhor momento, mas felizmente eles se acertam antes do fim da revista – inclusive, o Titi tenta dar uma debochada por causa do Zeca e tal, mas o Jeremias chega com o seu violão e uma serenata na praia, e meio que não dá para bater isso, sabe? Fico feliz por eles! Também fico contente pela conversa sincera que eles têm mais tarde, e de como, uma semana depois, a Denise vai sem avisar a um almoço na casa do Jerê, apenas porque ela quer estar ali… e isso diz muito!

A primeira história curta da edição é “MÔNICA FIT”, protagonizada pela Mônica… normalmente, eu reclamaria de uma história curta protagonizada pela Mônica quando a ideia dessas histórias de 30 páginas é dar o protagonismo a outros personagens, mas ela realmente esteve quase à parte nessas quatro edições. Reclamo, mesmo, porque a história é chata. A Dona Luíza resolve que a Mônica precisa perder peso e exige demais dela, fazendo exercícios, proibindo de comer panquecas ou pizza, o que deixa a Mônica insegura, quase paranoica e infeliz. Não é uma história que me agrada, tampouco tenho certeza de que a mensagem é bem passada.

O comentário sobre cuidar da saúde é brevíssimo e se perde.

Por fim, e aqui eu amei: “CIÊNCIAS HUMANAS”. Protagonizada pela Cascuda durante o seu “intercâmbio”, essa é uma história que eu sinto que pode ser a introdução a algo maior que ainda está por vir… e assim espero! Primeiro, devo dizer que eu adoro as referências – Cascuda está estudando na Fundação Asimov, uma referência que também deve ser uma dica (!), na Grécia, e seu parceiro é o Calvin Martinez, um colega remoto que, eventualmente, ela percebe que é uma IA e, a partir do momento em que ela percebe isso, ela é dispensada, assim como tantas outras “duplas” que foram dispensadas até que o número de alunos na Fundação Asimov diminuísse drasticamente.

Não me parece o tipo de história fechada que não será retomada mais cedo ou mais tarde. Na verdade, o tal “intercâmbio” da Cascuda foi muito mais um experimento social do que um curso de fato, e foi uma experiência bacana, eu imagino, mas tem cara de que há um supervilão por trás de tudo. Algum plano existe ali e é uma questão de tempo até que descubramos. O uso do termo “Fundação”, a menção a Isaac Asimov, toda a temática de IA e companheiros “remotos” se passando por humanos sem serem… e eu acho que é para isso que devem ser usadas essas demais histórias: para dar protagonismo e para introduzir temas futuros, torná-los mais densos!

 

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