[Season Finale] The Shards (Estilhaços) 1x09 – Stairway to Heaven
“And that’s
when things… really got crazy”
O MOMENTO EM
QUE TUDO MUDA. Exibido originalmente em 09 de setembro de 2026, “Stairway to Heaven” é a conclusão da
primeira temporada de “The Shards” e,
embora a série tenha dividido opiniões, eu quero muitíssimo que ela seja
renovada para uma segunda temporada porque eu estou curioso e porque eu realmente gostei bastante do que vi – e
esse último episódio é excelente! Ele institui um novo mistério para além
daquele do Traineira, quando Terry Schaffer é empurrado do mezanino durante uma
Festa de Halloween na própria casa, e explora a complexidade dessas relações
que envolvem amor, obsessão, interesse, chantagem…
Esse
episódio final começa com a queda de Terry Schaffer e a narração de Bret nos
conta que, até aquele momento, parecia que todos tinham um motivo para o ter
empurrado. Ele mesmo tinha sido enganado, usado, gravado e descartado; Steven
tinha sido leal por mais de uma década e foi recompensado com humilhação e
desprezo; Liz passou anos lidando com indiferença e infidelidade; Debbie
perdera a fé no primeiro homem em quem ela confiara; Susan o desprezava por ter
arruinado a vida de Debbie; Thom estava violento e errático há tempos e tinha problemas
com figuras paternas; e Robert… bem, Bret acha que ele é o responsável por
qualquer coisa de ruim que acontece…
E há semelhança com a morte de sua mãe.
“We all fantasized about harming Terry. But only one
of us was actually capable of doing it”
Gosto do
novo mistério, gosto da ideia de que qualquer
um pode ser o culpado, e a sequência que mostra cada um deles empurrando o
Terry e, depois, todos olhando juntos lá de cima é visualmente muito boa!
Então, o episódio retorna para alguns dias antes
da Festa de Halloween e lhe dá mais corpo. Vemos o Steven procurar Terry para
sugerir que eles produzam juntos “Less
Than Zero”, o filme baseado no livro que Bret está escrevendo, mas Terry o
trata com desprezo e condescendência, e sua atitude revela o que ele pensa
sobre Steven, bem como o que ele pensa sobre Bret… ele não está nem aí para ele
ou para o projeto. Ele de fato só queria
transar com ele.
Debbie, por
sua vez, recebe uma fita que muda tudo…
é muito fácil de acreditar que a fita que ela recebeu seja a mesma que Bret
recebeu, na qual ele transa com Terry no Beverly Hills Hotel, mas a verdade é
que não vemos nada da fita em si e pode
ser qualquer outra coisa – e provavelmente é. De todo modo, eu gosto de
como isso muda drasticamente a sua relação com o pai e de como ela sabe usar o
que quer que ela tenha descoberto… embora ela
não chegue a dizer a Terry o que ela descobriu. Tudo o que ela diz é que
“Ela sabe”, e isso o deixa em suas mãos porque… bem, porque ele sabe que
existem coisas a serem descobertas, só não sabe o que foi que ela descobriu.
Ela ameaça
contar para a mãe, contar para o estúdio, contar para a imprensa… mas não o fará se ele lhe der tudo o que ela
quer agora. E não importa se ela não tiver talento mesmo, porque ela tem informação, e vai ser o suficiente para
a sua ascensão. Ela quer uma Ferrari como seu novo carro, quer um papel
importante e quer ser uma estrela, e
ela está finalmente em uma posição na qual ela sente que está ganhando… em uma
tentativa de contê-la, ela e Susan descobrem a cabeça decepada de um cavalo, o Spirit, na cama de Debbie, o que
é algo traumatizante, e todo mundo parece assumir que foi o Terry, porque ele
seria capaz… mas eles sabem, também, que
“ele sempre se safa de tudo”.
Até que
Debbie não fica tão afetada assim pela morte do cavalo ou pelo horror da cabeça
decepada em sua própria cama – ela está mais focada em “realizar seus sonhos”,
e agora ela tem um jeito fácil de fazer isso… ela tem até um mordomo
exclusivamente encarregado de seu bronzeamento, por exemplo! E ela também tem
Bret nas mãos, e embora não seja totalmente clara sobre o que tem ou o que pode
fazer, ela pergunta se ele está no seu time ou não… e quando ele diz que está,
ela apresenta as suas próximas exigências, como que ele use o seu dom de escrita
para ajudá-la a se tornar Rainha do Baile, e que eles transem toda sexta e todo
sábado.
Susan, por
sua vez, está nas mãos de Robert… é perturbador como ele jogou com ela sabendo
exatamente o que estava fazendo, como ele a seduziu e esperou que ela viesse
até ele, confiasse nele. Na noite em que ele fala de sentimentos, ela se sente
melhor do que se sentia há meses, até se converter em uma noite traumática em
sua vida. Começa com um telefonema, depois com sons estranhos e, por fim, com
alguém que invade o seu quarto pronto para matá-la – e ela se sai
surpreendentemente bem, se defendendo, tirando a faca do agressor e o trancando
no quarto… até ouvir a voz de Thom, que
supostamente estava observando, bateu nele e está ali para protegê-la.
O que é obviamente mentira e ela sabe disso…
Foi Thom desde o início. Provavelmente.
Enquanto
isso, a Traineira está chamando atenção.
Em uma carta enviada para os meios de comunicação, o serial killer ameaça “todas as gatinhas que saírem pedir doces no
Halloween”, e Bret segue certo de que a identidade por trás do Traineira é
Robert Mallory – e pretende o confrontar na festa de Halloween de Debbie. Dessa
vez, ele não vai se deixar seduzir por seu charme ou se levar por seu próprio
desejo. A cena do quarto, da gravata-borboleta, é repleta de TENSÃO, e eu gosto
da dinâmica explosiva desses dois, e eu gosto do quanto é inesperado, porque
eles podem apontar dedos um para o outro, podem acabar se batendo ou podem
acabar transando, como foi no episódio anterior.
É
inesperado.
A primeira
tentativa de Bret é sensual, tentando evocar o que aconteceu entre eles no
outro dia para trazer Robert para si, mas Robert simplesmente finge que não
sabe do que ele está falando. Então, Bret parte para falar sobre o cinema,
sobre a conversa com a tia, sobre Katherine… e Robert sabe exatamente como
desestabilizar o Bret também, então ele fala sobre como ele está obcecado por
ele, como ele precisa superar essa paixonite, e como ele está com Susan agora.
E conforme Bret perde o controle, Robert sugere que ele mentiu sobre os pais
estarem de férias, e talvez eles estejam fatiados e escondidos em algum lugar
do porão…
Eu gosto de
como as coisas escalam, de como os olhos de Bret são quase irreconhecíveis, de
como tudo o que Robert diz o afeta, desde a sugestão de uma paixonite por ele
até a acusação de que ele matou os próprios pais, e a risada de Robert há um
quê de perversidade e de vitória que cai bem no personagem – ele acusa Bret de
ser um romancista fracassado passando por um bloqueio criativo e, portanto, ele
está matando essas pessoas e o acusando para que ele possa saber sobre o que
escreve… e ter o que escrever. E o pior é que, verdade ou não, seria muito curioso se essa reviravolta se
mostrasse verdade. Acho improvável, mas daria uma boa história!
Além da
briga entre eles, a festa de Halloween conta com a tentativa de assassinato de
Terry Schaffer. Acontece depressa: ela se depara com alguém, pergunta o que
essa pessoa quer, e é empurrado. Lá de cima, as pessoas veem Terry caído,
ensanguentado e desacordado, e cada um reage de uma maneira… Debbie é quem
parece mais desesperada, mas é claro que ela pode estar fingindo, ou então ela
está mesmo desesperada porque, se o
pai morrer, ela não vai mais ter quem chantagear para que ela tenha tudo o que
sempre quis. Eu gosto das reações, gosto do silêncio de alguns personagens,
gosto da tensão palpável… e Terry Schaffer ainda não está morto.
Ele mesmo
pode dizer quem o empurrou ao acordar.
Por fim,
todos terminam na delegacia… e da tensão entre uma conversa breve entre Robert
e Bret, eles são chamados juntos para
uma outra sala, uma outra sala onde já se encontram Debbie, Susan, Thom, Ryan,
Liz e Steven, e onde os policiais dizem que eles têm novas evidências de que o
assassinato de Katherine Latchford e de Matt Kellner e o sequestro de Rhonda
Fox foram cometidos pela mesma pessoa… e é uma das pessoas atualmente naquela
sala. Então, a câmera passeia por cada um deles, pelas reações, e ficamos
aguardando novas informações e desdobramentos, mas Bret nos avisa: foi naquele momento que as coisas FICARAM
LOUCAS.
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