Payback – Ep. 07: Sky’s Comeback

O trauma de Sky.

Em um episódio no qual o desenvolvimento do romance de Sun e Jay não é o foco da narrativa, tivemos duas outras propostas: uma delas é a de Sky, cujo trauma de câmeras é explicado em uma trama que reforça outras relações de Sun que podem vir a ser importantes para o seu fortalecimento dentro da indústria e, quiçá, a sua vingança; a outra é a apresentação de Kongkiat, o homem que traiu Pawinee, a mãe de Jay, no passado e que agora está por trás de todo o sucesso de Sunny, com seus próprios interesses. Exibido em 11 de julho de 2026, “Sky’s Comeback” pode não ser o episódio mais gostoso de se acompanhar em “Payback”, mas é um episódio muito bem conduzido que consegue explorar facetas dos protagonistas quando não estão juntos.

O problema de Sky, o outro pupilo de Khajorn, com as câmeras já nos foi brevemente apresentado em episódios anteriores… embora ele seja um excelente ator no teatro, por exemplo, ele não consegue o mesmo desempenho quando tem uma câmera apontada para ele, e uma audição importante sua é deliberadamente sabotada por alguém que conhece essa sua dificuldade – alguém que Sun sabe muito bem que é Bank/Sunny, uma vez que ele está atacando Khajorn e qualquer pessoa que possa ter qualquer chance de sucesso, porque “ele é a estrela da Dream Entertainment”. Sun resolve ajudar o amigo a retornar para os holofotes quando ele vê um roteiro nas coisas do Diretor Arthur/Jay que lhe parece o roteiro ideal para alguém como Sky.

Gosto de ver o Sun se importando de verdade com o Sky. Ele o procura não apenas para que ele volte para a Dream Entertainment, se não por ele, pelo Khajorn, mas também com um roteiro que ele acha que é perfeito para ele e com a oportunidade de se vingar de quem sabotou a sua audição, se ele quiser – embora o Sky e o Sun sejam pessoas diferentes e o Sky não tenha certeza de que “se vingar” seja o melhor motivo para se tornar ator… de todo modo, é bom ver como Sky conhece essa faceta de Bank/Sunny, e eu gosto de como Sun astutamente o faz conhecer marcando aquele encontro no banheiro através de um bilhete anônimo disfarçado de “carta de fã” e uma ameaça vã. Gosto muitíssimo, também, da tensão quando Bank vê e reconhece Sun no banheiro.

Toda a trama “conserta” a relação de Sun e Sky, em um momento do qual gostei bastante: quando Sky diz que “achou que o Sun nem gostava tanto dele”, Sun lhe revela que “ele o faz lembrar do seu irmão que morreu”, e isso é curiosamente emocionante e sincero… e Sky retorna, e tenta o papel para o qual Sun o indicou – o papel de um ator que tem medo de câmeras. Ele acaba se saindo incrivelmente bem na audição, embora ninguém saiba que o motivo pelo qual ele se sai tão bem é porque ele não está atuando de verdade… ele realmente tem aquele ataque de pânico com uma câmera apontada para ele, e talvez não seja tão saudável assim o ter sujeitado a essa situação constantemente… não é algo que Sun e Khajorn saibam, no entanto.

Sky acaba contando tudo para eles eventualmente, e é bom vê-lo dar esse passo, porque ele precisava compartilhar com alguém… além de, é claro, procurar terapia. Mas a sua reação é notada como real durante uma sessão de fotos, e Sky acaba desabafando contando toda a história por trás do seu trauma em uma cena abusiva de garotos mais velhos na época em que ele ainda estava na escola. É revoltante, sufocante e desesperador, e isso tudo ainda é muito presente até agora… é bom ver o Sky se sentindo um pouco mais leve depois de conversar com Sun e com Khajorn, e eu adoro ver o Sun o ajudando como pode e estando presente em todo momento, mas eu ainda acho que o Sky precisa procurar ajuda profissional. Uma terapia cai bem!

Em paralelo, em toda essa temática de “Payback” de explorar os bastidores sujos da indústria do entretenimento, somos apresentados a Kongkiat, o homem que traiu Pawinee e roubou a empresa dela, basicamente, e que atua até hoje como presidente da Dream Entertainment. Suas cenas astutamente espalhadas pelo episódio revelam sua secura e frieza, uma perversidade que ainda está a ser explorada e que deve abrir um leque de possibilidades em “Payback”, e que eu estou bem curioso para assistir – afinal de contas, o episódio anterior já nos introduziu a ideia de uma vingança que Jay está buscando, e eu gosto de como a série está calmamente fazendo essa virada… ela começa com a ideia de uma vingança do Sun, mas acaba se mostrando mais do que isso…

E eu gosto de como tudo converge.

Talvez essa seja a magia de “Payback”: a curiosa ironia de Sun e Jay se encontrarem, se aproximarem, se apaixonarem e buscarem vinganças distintas que podem convergir em uma só. Afinal de contas, Pawinee tirou a própria vida depois do que Kongkiat fez com ela. Quando uma reunião importante na Dream Entertainment discute os planos para a próxima série a ser lançada e quem irá protagonizá-la, existe um embate direto entre Jay, aqui como Diretor Arthur, e Kongkiat, e a tensão é bem clara… e pessoal. Sun e Bank se tornarão coadjuvantes de uma batalha de pessoas muito mais poderosas que está se desenrolando, e eu quero ver como as cartas serão distribuídas nos próximos episódios, nos quais as coisas devem ficar cada vez mais intensas. Percebo que eu ficarei com saudades de “Payback” quando terminar.

 

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