Payback – Ep. 10: The Payback They Deserve

“Now it’s time for payback!”

Exibido originalmente em 01 de agosto de 2026, “The Payback They Deserve” é o episódio final de “Payback”, um dos BLs mais bacanas de se acompanhar no ano! A trama acompanha um rapaz que, após ser expulso da escola, foi trabalhar como coletor de dívidas, e o seu trabalho e um namorado filho da puta resultaram no assassinato do seu irmão, na morte da mãe e em todo seu dinheiro roubado. Cinco anos depois, quando Sun já tinha praticamente desistido de viver, a sua vida encontra a de duas pessoas: primeiro, o ex-namorado que se vangloria de tê-lo feito de idiota, ter roubado o seu dinheiro e ter dito onde estava o seu irmão para a pessoa que o matou; depois, um poderoso diretor da Dream Entertainment, que tem todo um plano de vingança que pode coincidir com o seu.

Gosto demais de como a história de “Payback” foi construída ao longo desses dez episódios. Eu gosto do romance de Jay e Sun, e acho que eles exploraram bem a ideia de que Sun estava mais sobrevivendo do que, de fato, vivendo, e Jay o ajudou a encontrar um motivo para voltar a sorrir, para chorar e para querer viver – além de eles terem nos entregado o que pode ser a melhor cena de sexo da indústria BL. E eu também gosto de como toda a trama de vingança foi desenvolvida: se Sun não planejara tudo em detalhes e reencontrara Bank, agora usando o nome “Sunny”, por acaso do destino, Jay tinha tudo muito mais estruturado… e se importar com Sun foi apenas um motivo a mais para ele levar a cabo uma vingança contra pessoas mais poderosas que Sunny…

Mas que também respingaria nele.

No episódio anterior, depois de Jay “sumir” de maneira misteriosa em uma viagem sobre a qual não contara a Sun, Sun precisou retornar à sua antiga versão para tentar salvar um colega e, eventualmente, um amigo. Toda a sequência de tirar o fôlego que resulta no Sun saindo carregando Sky nos ombros, ainda que ele mesmo estivesse fraco, é excelente – e ele perde a consciência antes de conseguir atender ao telefone tocando próximo a ele… ele acorda depois de algum tempo no hospital, e se depara com Sky e com Khajorn preocupados com ele, e aos poucos ele vai descobrindo o que aconteceu e como aconteceu. Sia, o homem que o empregara, teve participação no seu salvamento, mas ele não pretende cobrar por essa ajuda… foi uma escolha dele.

Enquanto Sun se recupera no hospital, sob os olhares atentos dos amigos, Jay tem toda uma vingança a terminar – e ele ganha uma cena maravilhosa na diretoria da Dream Entertainment, chegando bem no momento em que eles estavam fazendo uma reunião sem ele, na esperança de tirá-lo do cargo que ocupa… e, então, ele coloca as cartas na mesa. O mais legal, no entanto, é que ele faz isso aos poucos. Ele vai apresentando cada detalhe, cada ação e cada informação de modo a gerar reações e deixar claro, a cada segundo, quem está no controle, e isso é maravilhoso demais de se assistir. Aquela coisa catártica que esperamos do fim de uma série – ainda mais de uma série cujo tema principal era a VINGANÇA. É bom ver que Jay sabe o que está fazendo.

Primeiro, ele fala sobre não poderem demiti-lo, fala sobre as ações que ele continua tendo, e mostra o seu controle sobre a próxima grande produção da empresa: “The Memory”. Ele pensou em tudo cuidadosamente, conseguindo direitos de uma música que parece essencial para a série e para a obra na qual ela é baseada, e garantindo que eles não poderão produzir a série sem ele… e é claro que eles podem tentar apelar para o judicial, mas ele pode prolongar esse processo por tempo o suficiente até que eles percam o prazo para a produção. E, por fim, ele conclui mostrando que ele é, sim, meio que dono da Dream Entertainment. A revelação de que ele é filho de Pawinee e seu herdeiro, consequentemente detendo 60% das ações da empresa, é de tirar o fôlego.

Ele venceu. As coisas serão do seu jeito.

Sua vingança é feita de maneira muito limpa, na verdade… e ele destrói as pessoas poderosas por trás de Bank/Sunny, lhe deixando desempregado e sem a carreira sobre a qual se vangloriava e que o fazia achar que ele era superior a qualquer outra pessoa – e depois de todas as ameaças que Bank fizera, ele tem a cara-de-pau de procurar Sunny e de “devolver” o seu dinheiro, mandando ele “parar de destruir a sua vida”. Agora é tarde demais para isso, no entanto… não é o suficiente. A cena é forte, mas importante: Bank está com medo e, na defensiva, ele ataca Sun, porque na verdade ele não se arrepende de nada do que fizera… ele fala sobre como o culpado pela morte de seu irmão e de sua mãe é ele mesmo, e Sun sabe que ele compartilha dessa culpa, ele passou os últimos anos se culpando por isso…

Mas Bank não precisava ter contribuído.

Seis meses depois, encontramos as coisas mudadas. Kongkiat morreu de maneira quase silenciosa e abafada, e a Dream Entertainment prosperou nas mãos de Jay, o Diretor Arthur, e agora eles estão apresentando a sua mais nova série: “The Memory”, protagonizada por Sky. É um evento ao qual Khajorn e Sun comparecem com bastante orgulho, e eles também recebem a visita de Phakin, em uma história com Sky que nunca foi de fato desenvolvida, mas que fica nas entrelinhas… Sun recebe a proposta para um novo projeto, com a sua carreira como ator enfim decolando, e é um contraste interessante com o que sobrara para Bank e as coisas às quais ele está se submetendo. Ele não é mais nada do que fora e clamara ser, caído do pedestal do qual jurou que não o derrubariam…

É forte a cena dele chorando sozinho e ensanguentado no ringue.

Gosto de pensar que Jay e Sun levarão uma vida “mais tranquila” de agora em diante? Há a necessidade de alguma terapia, mas também há a leveza de um peso tirado das costas quando as pessoas que lhe fizeram mal não seguem prosperando e os diminuindo constantemente. E não cabe a eles pensar ou se preocupar com o que será delas de agora em diante. É bonito que eles terminem a série em uma cena no terraço entre Sun e Jay, porque foi ali onde tudo começou, e foi ali que muita coisa aconteceu… muitos momentos importantes para eles se desenrolaram ali. Eles relembram um pouco de sua história e reconhecem o quanto eles se escolhem… o beijo que eles trocam aqui, no fim de “Payback”, é de confirmação da escolha que fizeram e fazem.

Excelente série!

 

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