Power Rangers Dino Super Charge – Besties 4Eva
“Tricera Rocks”
Vou dizer
com todas as letras: EU NÃO GOSTEI NEM UM POUCO DESSE EPISÓDIO. Exibido
originalmente em 20 de agosto de 2016, “Besties
4Eva” é o nono episódio de “Power
Rangers Dino Super Charge”, e me incomodou profundamente esse conceito mais do que duvidoso a respeito de
“amizade”. Conhecemos Erin, supostamente “uma amiga de Shelby desde a
infância”, mas eu preciso dizer que “ser amigo” e “se conhecer desde a
infância” são cosias bastante diferentes, e não me parece que Erin tenha
realmente sido amiga de Shelby em
algum momento… Erin é uma personagem chata, caricaturada, com atitudes escrotas
e eu detestei como o episódio tratou o tema, como se, no fim das contas, e Erin
não tivesse feito nada de tão grave.
Ela passou a vida toda errando, poxa. Ela
foi PÉSSIMA para a Shelby.
Shelby avisa
desde sempre que “Erin tem o costume de assumir o crédito por coisas que não
fez”, e é o que ela fez ao dizer para todo mundo que foi ela quem compôs “Tricera Rocks”, uma música que as levou
até a vitória de um Show de Talentos (e que é claramente uma paródia ou um
plágio de “What Makes You Beautiful”,
do One Direction). Mas, infelizmente, isso não é uma atitude isolada, mas algo
que Erin passou a vida toda fazendo.
Particularmente, eu acho que mostra muito a sua falta de caráter o fato de ela assumir créditos como quando ela
entrega uns sorvetes para todo mundo e diz que “é por sua conta”, quando foi o
Chase quem pagou por tudo, por exemplo – deve ser algum tipo de problema real, porque não é possível uma coisa
daquelas!
As coisas
começam a sair de controle quando Erin assume a identidade da Ranger Rosa…
Erin, Shelby e os verdadeiros amigos de Shelby estão no parque quando eles são
atacados por um monstro de Heckyl, e eles precisam encontrar uma maneira de
escapar para morfar às escondidas, voltar e destruir o monstro – e Erin fica
escondida atrás de uma árvore, assistindo a tudo. Quando o monstro vai embora,
mas deixa para trás um bastão que chama a atenção de Erin, ela é confundida com
uma dos Power Rangers por um repórter, e ela assume a identidade da Ranger Rosa
com orgulho, porque 1) adora assumir o crédito de coisas que não fez; e 2) sabe
que isso vai trazer um pouquinho de fama para ela. Claramente, Erin é apaixonada
pelos holofotes.
Não consegui
gostar nada do episódio porque eu não consegui me importar nem um pouco com a
Erin – quando ela é capturada e corre perigo por causa das consequências de
suas mentiras descontroladas. Acho que por isso que eu nunca poderia ser um
Power Ranger: talvez eu me importe pouco
demais. Mas Shelby se importa… e a salva. O que me incomodou mais do que
tudo foi a Shelby assumindo essa relação tóxica e duradoura como “amizade de
infância”, como se não reconhecesse o imenso problema e toxicidade das ações de
Erin, ainda tentando impedi-la de pedir desculpas quando Erin finalmente começa
a agir como uma pessoa decente e reconhece seus erros, dizendo que “Está tudo
bem”. NÃO, SHELBY… NÃO ESTÁ “TUDO BEM” COISA NENHUMA.
Péssimo, e
sabe por quê?
Que tipo de mensagem isso tá passando para
as crianças, público-alvo?
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