Chiquititas Brasil (2ª Temporada, 1998) – A inauguração do Ateliê de Arte e o concurso de Carmem

Mili compartilha seu espaço!

O Orfanato Raio de Luz tem, agora, um lugar no qual as crianças podem se dedicar aos seus talentos e explorar sua criatividade. Depois de Mili ter se sentido muito mal por causa de toda a história com o JP e o fato de ele não querer mais falar com ela por ter mentido que era a Açucena, Miguel tentou dar-lhe um presente que a incentivasse a continuar escrevendo, já que ela tem um talento tão grande para contar histórias! Assim, uma vez que tem a Carmem em suas mãos, Miguel a obrigou a oferecer uma doação em dinheiro para que a Carolina construísse um escritório para a Mili… e ele é feito com base em um desenho feito pela própria Mili, com o que ela se lembra de um sonho que ela teve com um lugar que parecia mágico e no qual ela poderia trabalhar.

Carolina contratara Beto e Alfredo para reformarem o sótão para a Mili, mas várias crianças também ajudaram bastante – inclusive, os pequenos “se tornaram” duendes para poder trabalhar… quando Mili retorna e vê o lugar maravilhoso que eles construíram para ela, ela começa a fazer planos. Mili é a mais velha das crianças e sempre pensou muito nos outros, em parte se sentindo responsável por eles também, então ela decide que aquele escritório não pode ser exclusivo dela, embora ela de fato precise de um lugar no qual ela possa trabalhar em silêncio e escrever suas histórias. Mili decide transformar o seu “escritório”, então, em um ATELIÊ DE ARTE, no qual toda criança do orfanato interessada em desenvolver algum projeto possa trabalhar.

Para isso, no entanto, as crianças terão que apresentar o seu projeto e fazer uma inscrição… afinal de contas, é um escritório pequeno no sótão que não comporta todo mundo ao mesmo tempo, então os horários precisarão ser agendados. De todo modo, Mili está empolgada com a própria ideia, e as crianças começam a pensar no que elas podem fazer. Mili também organiza uma espécie de inauguração para o Ateliê de Arte, para o qual todos estão convidados – em grupos, naturalmente. Acho muito bonita a atitude de Mili, e fico feliz por ver tantas pessoas ficando felizes por ela e embarcando nessa história de “Ateliê de Arte”… afinal de contas, ainda não temos que lidar com a Marian como moradora fixa do Orfanato Raio de Luz e faz uns capítulos que ela não dá as caras…

Desde que fora embora deixando uma carta para o Júlio.

Outro evento artístico, que vem no embalo de toda essa “bondade” de Carmem – agora ela precisa manter essa fachada para que ninguém desconfie da história de ela ter sido o “Amigo Invisível” de Carolina ou de ter dado dinheiro para a construção/reforma do escritório de Mili –, é um CONCURSO DE DESENHOS, que conta com uma premiação em dinheiro e que desperta a curiosidade de Carmem… qualquer desenho, com qualquer material e sobre qualquer superfície, está elegível para a competição, então as crianças exploram sua criatividade – os “duendes” pintam a parede do quarto de Ernestina/Matilde, por exemplo, enquanto a Mili faz uma pintura lindíssima de sua rosa amarela, e a Maria faz um desenho de um homem mascarado… e essa é uma dica e tanto para a Carmem.

Agora, a Carmem quer descobrir, de qualquer maneira, onde foi que a Maria viu esse homem mascarado… seria coincidência demais que ela tivesse desenhado alguém que se parece com o Miguel sem nunca o ter visto, mas a Maria não é boba e tampouco confia em Carmem, mesmo que ela esteja há alguns dias bancando a boazinha e tudo o mais – ela não vai contar, por vontade própria, onde está o Miguel. Sabendo que a garotinha tem a informação que ela mais deseja na vida, no entanto, Carmem vai fazer de tudo para convencê-la a revelar… e ela começa fazendo com que a Maria ganhe o concurso de desenho. O desenho de Mili talvez seja mais elaborado, mas, particularmente, não vejo problema em premiar o desenho de uma criança mais jovem, como incentivo…

E a Mili já ganhou o concurso da editora e tudo o mais.

Isso não coloca a Carmem mais perto de descobrir nada, no entanto. Ela tenta conversar com a Maria, sem nenhum sucesso, e então planeja usar um mentalista para arrancar a informação de Maria e, para isso, ela precisa levar a piquituxa para a sua casa, bem longe das outras crianças do orfanato… gosto muito da cena em que Maria é hipnotizada para contar a verdade, porque ela realmente é suscetível a sugestões e fala muita coisa, mas ela fala à sua maneira, e Carmem e Matilde não conseguem extrair significado o suficiente – nada daquilo as deixa mais perto de encontrar o Miguel. E quando Matilde tenta arrancar a informação de Renata, que foi quem encontrou a Maria depois de uma de suas fugas, Renata a manda para algum lugar distante onde Miguel está esperando para pregar-lhes uma peça…

O fantasma é mais esperto do que elas.

 

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