Glee 5x11 – City of Angels

“I still haven’t found what I’m looking for”

O NEW DIRECTIONS VAI PARA LOS ANGELES! Exibido originalmente em 11 de março de 2014, “City of Angels” é o décimo primeiro episódio da quinta temporada de “Glee”, e é o momento em que se começa a oficializar as mudanças pelas quais a série passará daqui até o fim da temporada – desde que se tornara diretora, Sue Sylvester avisara a Will Schuester que a única maneira de manter o glee club funcionando era ganhando as Nacionais vindouras, mas todos sabem que ganhar as Nacionais dois anos seguidos não é um feito tão simples assim… e talvez o New Directions não esteja em seu melhor momento. Ainda assim, eles planejam uma apresentação emotiva com as músicas favoritas de Finn Hudson, servindo como uma homenagem final da série a Cory Monteith.

Não gosto do discurso do Mr. Schue de que “nenhuma outra escola tinha um Finn”, embora eu escolha falar pouco sobre isso. A morte de Cory é absurdamente triste e essa foi uma temporada marcada por essa ausência repentina, é verdade, mas, como personagem, Finn não era tão indispensável quanto a série quer fazer parecer. Não quer dizer que eu não sinta a sua falta e que eu não me debulhe em lágrimas na última música da apresentação dos New Directions, com cenas de Cory/Finn durante as quatro temporadas anteriores de “Glee”. Sam é convidado a assumir o posto de liderança deixado por Finn, e ele está disposto a fazer o seu melhor… ele e os seus companheiros de equipe sentem que eles precisam ganhar, não só por eles, mas por Finn, por Burt e por Carole…

A viagem a Los Angeles começa com “I Love L.A.”, mais ou menos como eles celebraram a viagem a Nova York em suas primeiras Nacionais, na segunda temporada, e nos traz um reencontro com Mercedes Jones, que tem novidades: ELA ESTÁ FINALMENTE TENDO O SEU TALENTO RECONHECIDO E FAZENDO SUCESSO! Ela sempre mereceu, e é bom ter um rostinho conhecido nesse momento tão especial para o New Directions, tentando o seu bicampeonato, já que outros ex-membros do New Directions que já se formaram não retornaram… e a participação de Mercedes também é usada para dar forças a Marley, que está pensando em deixar o glee club depois das Nacionais e seu sonho de ser cantora e compositora porque teve suas músicas rejeitadas em um concurso…

Talvez ela nem tenha mais um glee club a abandonar.

Como sempre, embora tenhamos 16 corais competindo, assistimos à apresentação de apenas três. O primeiro deles são as Amazonians, que cantam “Vacation”, em uma apresentação de pouco impacto. Depois, partimos para os grandes competidores do New Directions nesse ano, aqueles sobre quem eles ouviram falar desde o início da fase de competições: os Throat Explosion! Liderados por Jean-Baptiste, que é interpretado por Skylar Astin, o outro glee club entrega uma apresentação que é de fato de tirar o fôlego, com bastante presença, intensidade e troca de figurino. A primeira música deles é “Mr. Roboto”, mas acho que a grande força deles está no cover de “Counting Stars”, e sei que talvez eu só ache isso porque eu amo demais essa música.

Mas é maravilhoso!

Os New Directions, por sua vez, fazem uma apresentação que tem tudo a ver com eles, embora eu sinta que talvez seja menos expressiva do que os vimos fazer em outras ocasiões – e parece um desperdício não usar talentos como a voz de Marley, os passos de dança de Jake ou o poder completo de estrela de Unique. Ainda assim, a ideia é uma apresentação muito mais intimista que nos toca emocionalmente, e nesse quesito eles entregam o que prometem. A apresentação começa com “More Than a Feeling”, cantada por Sam e Tina; depois, temos “America”, com destaque para Artie, Sam, Kitty e Unique; e, por fim, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, que leva a Carole às lágrimas na plateia, o Will na coxia e, quiçá, a audiência assistindo do sofá.

Eu chorei.

Mas a série está em um momento de virada, provavelmente pelos motivos errados sobre os quais eu já falei extensamente, mas tem a ver com a falta de comprometimento dela em escolher um caminho ou outro. Foi ficar em cima do muro sem coragem de a) se desapegar do passado, ou b) acreditar em uma mudança real e levar isso com seriedade que acabou por a condenar. O New Directions não vence aquelas Nacionais, mas eles ficam em segundo lugar, o que não é uma classificação ruim… afinal de contas, dois anos antes, eles ficaram em 12º lugar, em parte por causa do beijo de Finn e Rachel no palco entre uma canção e outra; e, como o Mr. Schue diz, eles estavam em 16 grupos naquela competição, e ter ficado em 2º lugar é algo notável!

Ainda assim, não será o suficiente para manter o glee club funcionando no McKingley High, e no fundo o Will sabe disso. Sue Sylvester foi taxativa quando disse que eles precisariam vencer para continuar funcionando na escola – Roz levou as Cheerios à vitória, mas o New Directions não trouxe o primeiro lugar para casa. Will e Sue têm uma conversa definitiva no escritório da diretora, e é interessante como ela fala sobre como gosta dele e como aquela não é, de fato, uma derrota, mas o jogo acabou… sinto muito que isso tudo esteja acontecendo… que, depois de tudo, o glee club esteja sendo fechado indefinidamente no McKingley High mesmo tendo ficado em 2º lugar nas Nacionais, e que ninguém faça nada por isso, e personagens novos talentosos sejam simplesmente apagados.

Eu poderia me lamentar por muito tempo e escrever longos textos.

Não pretendo fazer isso agora, no entanto… espalharei meus comentários por textos futuros.

 

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