Dark Matter (Matéria Escura) 2x03 – Everything Beautiful, Everything Terrible

“If it can be done, shoud it be done?”

Exibido originalmente em 11 de setembro de 2026, “Everything Beautiful, Everything Terrible” é o terceiro episódio da segunda temporada de “Dark Matter”, e os Dessen continuam tentando construir uma vida em um novo mundo e, quem sabe, se livrar da Caixa construída por Jason2 que iniciou todos esses problemas, enquanto Amanda e Ryan parecem ter encontrado uma maneira de “navegar” a Caixa com um pouco mais de precisão… com um quê delicioso de tensão, a série nos leva de volta ao mundo de Jason1, onde tudo começou, e, com isso, nos apresenta mais da caça aos Jason Dessen pela DARPA, enquanto consegue nos deixar apreensivos em relação ao mundo novo…

Eles estão de fato seguros ali? E continuarão seguros?

Jason chamou a atenção de um detetive quando o contratou para investigar ele e sua família e conseguir identidades novas, e o detetive chegou à informação de que a mesma família está em São Francisco e em Chicago ao mesmo tempo – faz meses que os Dessen se instalaram nesse mundo, alugaram um apartamento e Jason faz visitas diárias ao lugar onde está a Caixa, supostamente a fim de destruí-la… e o detetive também mantém um olho nela, inclusive vendo sair dela um casal que acaba entrando novamente e desaparecendo dali: algo que parecia impossível, mas que ele viu acontecer com seus próprios olhos. E agora ele quer entender.

Naquele mundo de tecnologia “atrasada” por causa da falta de uma Corrida Espacial, Leighton está prestes a lançar coisas como “telefones portáteis” e “computadores”, enquanto Charlie ganha uma fita gravada com músicas de que uma garota gosta, em um mundo que não conhece Nirvana nem qualquer outro dos grandes nomes do nosso mundo. Eu gosto das fitas VHS em uma locadora, eu gosto do pebolim, do pinball… tudo é muito charmoso. E nós queríamos acreditar que os Dessen poderiam ficar bem: eles estão celebrando o primeiro Natal ali, com neve, uma árvore e um skate de presente para o Charlie. Eles encontraram uma casa e está um pouquinho melhor a cada dia.

Mas até quando?

Daniela reencontra Blair, e esse é talvez o momento que mais me deixou tenso. Daniela deixou uma vida inteira para trás, amigos, emprego… é reconfortante, para ela, encontrar um rosto conhecido que está feliz em vê-la, e há cautela na maneira como ela fala sobre coisas, mas vai percebendo que elas compartilham memórias – coisas que foram similares em ambas as realidades. Mas ela não é a Daniela que aquela Blair conheceu, ainda que ela minta que retornou da Califórnia agora, e isso pode ser perigoso… embora o atraso tecnológico torne as comunicações um pouquinho mais difíceis e deem a Daniela o que pode ser uma falsa sensação de segurança.

Tudo ainda é muito difícil para Daniela… sua tensão é palpável, ela diz a Charlie sobre as coisas com as quais ainda não sabe lidar, e é traumatizante aquele momento em que ela acorda com um beijo de Jason e, assustada, ela se afasta dele e ele demora a se lembrar do código que eles combinaram, o que a faz duvidar se ele é ele mesmo, o Jason que ela “escolheu”. Eles precisam de um novo código, e é assim que os três fazem uma tatuagem… um desenho feito por Charlie que funcionará agora em companhia do código para que Daniela tenha certeza de que aquele Jason é o Jason que chegou ali com eles. Nenhum outro Jason apareceu ali por enquanto.

Ele explora a Caixa, mas sem coragem de destruí-la – e esse é um problema entre ele e Daniela. É fortíssima a cena na qual ele diz que é como se alguém tivesse retirado o seu sonho pronto de dentro da sua cabeça, e no fundo ele não quer destruir aquilo… Daniela só queria levar uma vida normal, embora talvez seja tarde demais para isso. Depois da briga, no entanto, Jason resolve fazer o que prometera e destrói a caixa, embora eu também ficaria com um pé atrás: é a rota de fuga deles se algo der errado. De todo modo, no dia seguinte a Caixa ainda está lá, como se nada tivesse acontecido, porque ela simplesmente se reconectou a esse mundo.

Eles não podem se livrar dela.

Amanda e Ryan, por sua vez, chegam até o mundo de quem chamávamos Jason1, aquele invadido por Jason2 quando ele queria roubar a sua vida, o mundo de onde Ryan foi tirado. A Caixa os levou até lá porque é onde Jason2 está: se você está procurando por um mundo específico, não pense demais no lugar, mas na pessoa que você quer encontrar… de volta ao seu apartamento, Ryan se depara com um segundo Ryan, e então as coisas começam a ficar deliciosamente caóticas. Ele telefona para alguém, que acaba sendo o Jason2 da primeira temporada, enquanto o apartamento é observado pela DARPA e pelo Jason que está trabalhando para eles…

Gosto do sentimento de urgência, gosto do caos e gosto de como existem diferenças entre os Jasons. Houve alguma covardia na maneira como esse Jason escolheu trabalhar para a DARPA ajudando a caçar outros Jasons, mas ele quer garantir a segurança de Ryan e Amanda, porque eles não têm nada a ver com isso, e quando vê que a organização não os deixará em paz, ele atira na janela do apartamento como um aviso para que eles saiam naquele momento, e é o que eles fazem. Fugindo em um carro com o outro Ryan e o outro Jason, Ryan e Amanda começam a ficar a par de tudo o que está acontecendo ali, e como há dezenas de Jasons naquele mundo…

Muitos deles mortos, inclusive.

Muito bom, sempre!

 

Para mais postagens de “Dark Matter (Matéria Escura)”, clique aqui.

 

Comentários