Made in the A.M., by One Direction


Primeiras impressões a respeito do MELHOR álbum do One Direction até aqui!
Muito se falou que Made in the A.M. traria uma nova perspectiva dos garotos, um novo tipo de trabalho diferente e mais maduro do que aquele que eles vinham fazendo até agora, ao longo de quatro álbuns… das músicas, me dispus a escutar apenas Drag Me Down e Perfect antes do lançamento do álbum, e deixei para escutá-lo na íntegra quando ele chegasse. Agora posso dizer que essas duas músicas são o trabalho mais parecido com One Direction que o álbum traz, mas ainda evidentemente mostrando um amadurecimento natural da banda – é diferente do que tínhamos antes, mas ainda mantém bem a cara deles. O restante do álbum foi uma grata surpresa que me fascinou completamente! One Direction retorna, em seu quinto álbum, com uma pegada diferente e músicas excelentes; em momentos achei que estava escutando uma mistura de One Republic com Imagine Dragons, outras horas me lembrava mais Ed Sheeran… mas é um trabalho realmente inovador para a boy band, e nós fãs devemos ter percebido isso.
Fora o tom tão “clássico” de What a Feeling… não parecia atual! Amei <3
E Olivia que para mim é parte tributo a Pure Imagination \o/
Assim que o álbum começa, nós sabemos que nós temos uma versão mais madura de One Direction e que realmente tenta quebrar com os paradigmas pré-estabelecidos – Hey Angel não deixa de ser uma música pop, mas o faz de uma maneira diferente daquele jeito adolescente que nós estávamos acostumados, e me parece mais “barulhenta” do que o comum, com instrumentos mais fortes e mais pesados… depois o CD nos conduz pelas músicas que conhecemos com antecedência graças aos singles e aos clipes, que é, primeiramente, Drag Me Down e depois Perfect. A primeira mais agitada, a segunda mais calma, são letras muito boas e apresentam uma evolução de One Direction em relação a seus álbuns anteriores, mas ainda não a que veremos no restante dessa produção, o Made in the A.M. Mas aqui conseguimos perceber claramente trechos do Liam x trechos do Harry, por exemplo, com suas vozes tão características…
Vocês percebem como até isso deixa de ser tão claro com o passar do álbum?
Como se a voz individual de cada um não fosse a estrela, mas sim a música em si. Adoro isso!
Uma das músicas mais adoradas desde há muito tempo no novo álbum é Infinity que a banda já vem cantando em apresentações, e arrancando arrepios de qualquer maneira! É, realmente, uma música belíssima e dolorosa, e deve ser a música mais bonita de todo o álbum, em questão de letra e de tudo o mais, e mesmo aqui eu já começo a ver uma dedicação mais à música que a cada um deles especificamente… quando aqueles instrumentos ficam mais altos no final e as vozes de todos os integrantes juntos se juntam no belíssimo refrão… sério, são algumas lágrimas que se juntam, e o corpo todo arrepiado! Uma música verdadeiramente bonita e emocionante… eu não a escolho como minha favorita no álbum porque eu realmente ADOREI o álbum como um todo e estou profundamente orgulhoso do One Direction por essa obra, mas dentro de algumas especificações, essa poderia ser minha música favorita. Mas ela é uma das, certamente…
How many nights does it take to count the stars?
That’s the time it would take to fix my heart.
Depois, quando coloquei o álbum novo para tocar no carro quando ele chegou, a GRANDE surpresa começou com End of the Day – eu estava pensando algo como “Não. Não parece One Direction”. E mesmo amando One Direction, eu ADOREI TANTO esse novo estilo, essa nova proposta e possibilidade… o refrão é completamente zen, tem uma pegada mais reggae, mas ainda meio pop/rock, me fez pensar um pouco em Imagine Dragons. Sim, me fez. Mas acredito que Imagine Dragons pode fazer basicamente tudo mesmo… mas End of the Day, por algum motivo, me fez lembrar de Polaroid. E bem, eu ADORO aquela música, então… e o que dizer de Never Enough? Quando ela começa, juro que fiquei meio: Hakuna Matata? Mas é tão boa, e acho que é uma das músicas que mais grudam na cabeça, porque eu fiquei cantarolando ela depois que ela chegou ao fim… e é outra das músicas que me fazem pensar em outras bandas, mas não só em Imagine Dragons como também em One Republic. Sério, será que eu sou o único que fico fazendo associações?
Mistura todas minhas bandas favoritas, o que eu tenho? UM ÁLBUM PERFEITO! \o/
Uma parte do álbum está tão calmo, tranqüilo e gostoso de se escutar… na verdade, If I Could Fly parece bastante diferente de qualquer música que eles já fizeram! Com o instrumento predominante sendo o piano, nós temos uma música quase a capella que é mais lenta das demais músicas da banda, e quando os acordes iniciais começam e eles começam com “If I could fly / I’d be coming right back home to you”, eu percebi um estilo Ed Sheeran. Calmo, relaxante. Daquelas músicas que passam e instauram uma paz. Maravilhoso. Fora que a letra é belíssima! A essa música se segue Long Way Down. PERFEITA! <3 Eu consigo imaginar essa música sendo usada como belíssima trilha sonora em algum filme, momentos realmente tocantes – é outro estilo de paz, mas ainda assim é uma música que transmite esse tipo de sensação tranqüila e gostosa. E não parece realmente de agora, como uma música vinda de uns 20 anos atrás, sei lá. E os meninos estavam realmente empenhados em nos fazer sentir, em nos emocionar nesse álbum! Belo.
Dá uma vontade de se apaixonar, não?
Mas já que estamos nesse assunto, eu adorei I Want to Write You a Song. Particularmente, acredito que é uma das músicas mais gostosas do álbum, embora eu acho que ela devesse ser a última faixa do CD – tem um estilo de lullaby e é tão gostoso! Fora que é absolutamente fofo, e eu associo essa música ao Niall. Pronto. Mas não dá uma vontade de sorrir, abraçar alguém e apertar bochechas enquanto a escuta? “I want to write you a song / One to make your heart remember me / So any time I’m gone / You can listen to my voice and sing along / I want to write you a song”. Esse ritmo de lullaby, essa ternura toda que impregna a letra e a voz, mal consigo explicar o sentimento ao escutar essa música, mas é adoravelmente delicioso, e é isso o que eu queria dizer!
Será que eu sou o único que não adorou tanto assim Love You Goodbye. Acho que os meninos estão um máximo, a harmonia está ótima e o ritmo todo da música parece muito bom, introspectivo e tudo o mais – acho que eu fiquei um pouquinho incomodado com a letra, não é realmente uma das melhores, na minha opinião. Achei meio forte e forçado partes como “If tomorrow you won’t be mine / Won’t you give it to me one last time?”, mas eu realmente sinto a dor em “Oh, why you’re wearing that to walk out of my life?” e os instrumentos e vozes estão tão perfeitos… okay, é uma ótima música anyway.
Em todo o álbum, duas músicas me chamaram muito a atenção por trazerem sentimentos de outros lugares completamente diferentes… eu até demorei a me atentar ao fato de Olivia ser sobre uma garota, eu estava a) embasbacado demais com o estilo da música, muito diferente; e b) pensando em Pure Imagination. Propositalmente ou não, o fato é que One Direction usou os mesmos acordes da música-tema de A Fantástica Fábrica de Chocolate em pelo menos dois momentos MUITO evidentes: primeiro em “You live in my imagination” que remonta exatamente ao “In a world of pure imagination” na canção do filme; e depois em “All belong to your creation” que remete a “Trav’ling in the world of my creation”. Não consigo saber se isso tudo foi proposital ou não, e confesso que nem fui atrás de informações, afinal só estou escrevendo minhas primeiras impressões ao ouvir o novo álbum da banda, mas a verdade é que isso realmente me chamou a atenção quando eu escutei e não pude deixar de fazer essa ligação evidente.
Se foi proposital, acho um bonito tributo! Porque Pure Imagination é maravilhoso!
Okay, não resisti… fui atrás de informação. Internet me diz que as influências para Olivia foram, mesmo, The Beatles e Pure Imagination. Quer dizer, é inegável quando você escuta a música, foi a primeira coisa que eu notei ao escutá-la! E quem nunca chorou ao som de Pure Imagination? Se você não – me diga: você não conhecia a música? E nesse momento, sem querer parecer grosseiro, mas é uma grande pena! Pure Imagination é um eterno e belo hino!
Disse que falaria sobre duas músicas, me empolguei e isso foi há tanto tempo nesse texto já… mas a segunda música é What a Feeling, que é certamente uma de minhas favoritas no álbum! Quando eu a escutei pela primeira vez meus olhos brilharam, e eu tive que vibrar por tão linda produção! O refrão é de arrepiar, tudo tão bonito e tão gostoso… muito harmonioso, essa música é a que mais parece vinda de um tempo antigo, como algo que os Beatles gravariam, mas Louis, que ajudou na composição, já fez um comentário sobre a música que realmente é uma definição ainda muito melhor: que a música tem uma certa influência de Fleetwood Mac, e é a mais profunda verdade! Fleetwood Mac tem esse estilo harmonioso, hippie, anos 1960, e é isso o que eu senti ouvindo a música… acho que minha paixão pelos clássicos e pela época (por causa de Hair, principalmente) me fizeram instintivamente amar a música. E é maravilhosa!
“You and me got a whole lot of history”
Você percebeu a mensagem belíssima aos fãs que eles deixaram? Essa declaração, essa questão toda de amor/amizade, essa coisa toda pelas quais eles passaram juntos, e isso tudo o que eles queriam dizer aos fãs, agradecendo por tudo e o quanto nós passamos juntos – parece um tom de despedida pensando que eles vão passar (no mínimo) um ano separados, mas me faz pensar, talvez, em uma despedida como final de High School Musical 3, que eu adoro, acho lindo, mas tem todo o potencial de me levar às lágrimas… mas é muito bonito termos uma música basicamente dedicada a nós! E independentemente de One Direction retornar ou não depois de seu hiatus, eles tiveram uma boa caminhada e nós vamos continuar fãs e adorando o trabalho que ficou – e, se for o caso, eles encerraram a carreira como banda de maneira esplêndida com Made in the A.M., porque é um trabalho diferente, maduro e muito pessoal. O melhor deles até aqui, então vai ser uma bela recordação futuramente!

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