Supernatural 13x07 – War of the Worlds


“What are you doing back in this world?”
Se esse foi o episódio mais fraco da temporada? Eu acho que foi. Mas, em contrapartida, nós temos a brilhante atuação de Mark Pellegrino para nos confundir – um episódio centrado, em parte, em Lúcifer (ainda mais como o “mochinho”!) não tem como ser ruim. Assim, ele carrega o episódio. Por outro lado, temos esse retorno inesperado de Arthur Ketch, e eu ainda não vou dar o meu veredicto, porque posso me surpreender, mas confesso que eu não fazia questão de vê-lo de novo não… diferente de Kevin, que mesmo em uma aparição bem rápida deu uma mexida bacana com o episódio! Ah, e para aqueles que estão reclamando da “ausência de Mary”, eu realmente não acho que ela fez falta. O que eu menos gostei nesse episódio foi de como ele pareceu confuso, abarrotado e desconexo com o restante. A trama da temporada se desvia com a inserção de uma série de elementos, e eu temo que eles vão se perder em algo que estava bem estruturado.
Infelizmente.
A uma primeira olhada, o episódio se divide em três frentes. De um lado, temos Asmodeus procurando Jack que, por sua vez, consegue manter-se escondido de todos os que o buscam. Também temos Lucifer e Michael lá no Upside Down. E, por fim, enquanto esperam por notícias quando Castiel vai atrás de Jack, Sam e Dean Winchester resolvem trabalhar em um caso, onde um serial killer mata bruxas em busca de Rowena. Astutamente, o roteiro amarra as pontas no final do episódio, o que é um ponto a não ser criticado, mas também não é necessariamente um grande elogio ao episódio, porque para mim faltou alguma coisa. Talvez essa “coisa” seja o Jack, sei lá. Mas vamos falar do Lucifer de Mark Pellegrino… o seu retorno a “Supernatural”, recebido pelos fãs de braços abertos, foi uma das melhores coisas que a série ganhou nos últimos tempos, e esse episódio só evidencia isso!
É bizarro que o Michael seja o “grande vilão” e que Lucifer seja o “mocinho” quando parte de sua Graça é roubada, adoro essa estranha inversão de papéis. E o próprio roteiro brinca com isso quando Lucifer e Kevin se encontram e Lucifer pergunta-lhe como ele é capaz de estar trabalhando para Michael, que “é um monstro, o mal encarnado”, e Kevin responde: “Okay, I’m confused. Aren’t you Satan?” Com um feitiço de Kevin, Lúcifer consegue escapar para o lado de cá, em uma versão mais fraca dele que não consegue matar duas mulheres nojentas ao estralar os dedos. Confesso que eu ri com o “I’m Lucifer” e o “Ha!”, mas eu fiquei desconcertado em vê-lo tão enfraquecido. E devo dizer, a maneira como aquelas mulheres o trataram foi desprezível, e eu realmente não ia julgá-lo… cheguei a ficar triste ao perceber que os seus poderes não funcionavam.
Enquanto isso, Sam e Dean conhecem uma Bruxa, Daniela, que vem até eles pedir ajuda. Ela fala de um serial killer que está matando bruxas e perguntando por Rowena, e rapidamente os Winchesters o identificam como Arthur Ketch, que pode parecer deslocado nessa temporada! No entanto, ele faz um joguinho fraco de que é “Alexander”, um irmão gêmeo de Arthur, mas independente do quanto de arquivo que Sam encontre para suportar essa afirmação, dessa vez eu estava com Dean: não dava para comprar essa historinha barata. Eventualmente eles “descobrem a verdade”, quando Ketch os “salva” em uma batalha contra demônios e escapa depois disso, não sem antes confirmar que é Arthur, e explicar como sobreviveu: por um acordo que fez com Rowena quando ela foi presa pelos Homens das Letras Britânicos. Agora ele precisa reencontrá-la para “recarregar” o feitiço.
Por fim, temos uma dupla improvável e MARAVILHOSA: Castiel e Lucifer. Lucifer o ajuda contra Dumah e outros Anjos, bancando o bonzão embora esteja fraco, e o reencontro é quase engraçado: “What are you doing back in this world?” “What are you doing alive?” Lucifer conta a Castiel tudo sobre essa versão do Michael que está determinado a destruir o mundo, e lhe diz que os dois juntos, mais Jack, podem salvar o mundo. Castiel ainda não sabe se pode confiar nele (!), afinal pode ser toda uma artimanha para chegar a Jack, e então matá-lo novamente. De todo modo, as cenas dos dois foram um máximo, com conversas bem escritas, e interpretações brilhantes de Misha Collins e Mark Pellegrino. O Mark sempre me faz rir muito com situações e comentários pequenos, como o “Oh my Dad!” Eles terminam o episódio preso por Asmodeus, para fins futuros…
Ah, e quem trabalha com Asmodeus? Ele mesmo, Ketch himself.

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