Supernatural 1x19 – Provenance

“Sam… marry that girl”

UMA PINTURA MAL-ASSOMBRADA E UM POSSÍVEL ROMANCE. Exibido originalmente em 13 de abril de 2006, “Provenance” é o décimo nono episódio da primeira temporada de “Supernatural”, e um dos meus episódios favoritos na temporada… gosto muito do caso da semana, das reviravoltas deliciosas e da conclusão dele, assim como gosto bastante de ver o Sam se interessando de verdade por alguém, ainda que seja um “romance impossível” porque ele e Dean ficarão na cidade por pouco tempo e ele ainda teme que se aproximar de alguém pode fazer com que essa pessoa acabe machucada ou morta, como aconteceu com a Jessica e como aconteceu com a mãe há muito tempo… é um trauma e um medo que o Sam carrega consigo o tempo todo.

O caso começa com a morte de Mark e Ann Telesca depois de eles comprarem um quadro horroroso em um leilão, e as circunstâncias são estranhas… a casa segue trancada por dentro, não existem marcas, impressões digitais ou qualquer sinal da arma usada para o assassinato, mas eles tiveram as gargantas cortadas na própria cama. A investigação inicial de Sam indica que o problema não está na casa, tampouco nas pessoas, então só pode ser algum objeto – e como todos os pertences dos Telesca foram enviados para leilão, é aqui que Sam e Dean precisam descobrir algo… e é aqui que Sam conhece Sarah Blake, e há alguma química entre eles que pode ser bastante útil, embora usar o próprio charme para conseguir coisas seja mais coisa do Dean.

Ainda que o charme do Sam seja irresistível.

Dean convence Sam a ligar para Sarah, convidá-la para sair – conseguir informações que lhes podem ser úteis e, de quebra, se divertir um pouco. Sam ainda está meio travado, mas eu gosto de como Sarah demonstra interesse à sua maneira, dizendo que vai beber cerveja ao perceber que Sam parece perdido com a carta de vinhos, por exemplo… e Sam consegue o inventário com as informações de que precisa dos objetos que estão para leilão e que pertenceram aos Telesca. E ele descobre o quadro em questão, que coincide com as anotações no diário de John Winchester de outras mortes misteriosas: todos os donos anteriores desse quadro foram mortos “misteriosamente”. Então, Sam e Dean acreditam que é um caso simples de rasgar e queimar a pintura…

Mas é claro que não é tão simples assim.

Por que seria?

Preciso dizer que eu dei uma risada sincera com o “Oh my God!” do Sam quando ele vai se despedir de Sarah e vê o quadro queimado na noite anterior intacto, e então ele percebe que eles vão ficar na cidade mais algum tempo. Levando a investigação mais a fundo, Sam descobre que o quadro é da Família Merchant e que Isaiah Merchant matou os filhos, a esposa e, por fim, se matou – os corpos, no entanto, foram cremados. Enquanto os Winchesters tentam entender como algum espírito ainda está preso ao quadro e por que Isaiah parece se mexer da figura original conforme vista em um livro, o quadro é vendido novamente e Sam e Dean precisam correr contra o tempo para tentar salvar a vida de Evelyn, a compradora do quadro…

Mas eles chegam tarde demais.

Aqui, o episódio tem uma mudança de dinâmica interessante, porque Sarah acompanha os Winchesters até a casa de Evelyn, porque ela é uma amiga, e se assusta ao ver tanto a mulher morta quanto o quadro se mexendo – e, agora, ela não vai desistir enquanto não souber exatamente o que está acontecendo… afinal de contas, ela já mentiu para a polícia dizendo que encontrou o corpo de Evelyn sozinha, é justo que ela saiba por quê. E toda essa trama permite que, ainda que breve, exista algo verdadeiro entre Sam e Sarah, porque ela descobre o que eles fazem, quem eles são, e Sam fala sobre os seus medos, ainda que Sarah fale que ela é uma adulta e toma suas próprias decisões, e ele não deve seguir o resto da vida se fechando para tudo.

Talvez ele não tenha a culpa que acredita ter.

As diferenças do quadro amaldiçoado para a foto original no qual ele é baseado podem trazer dicas importantes – como a pintura dentro da pintura, que aqui é do Mausoléu dos Merchant, onde Sam, Dean e Sarah descobrem apenas quatro urnas de cremação… ou seja, a mãe e as três crianças: Isaiah Merchant nunca foi cremado. Então, Sarah sabe exatamente onde está se metendo quando assiste ao Sam e o Dean desenterrarem um corpo com alguma naturalidade, porque essa não é a primeira nem a última vez que estão fazendo isso. Talvez o que eu mais goste desse episódio é o fato de, mais de uma vez, os Winchesters concluírem que o caso está resolvido, quando ele não está. Queimar os ossos de Isaiah Merchant não impede que as mortes sigam acontecendo…

E, quando os irmãos veem o quadro novamente, está faltando uma das crianças e a navalha. É UMA REVIRAVOLTA DELICIOSA! Sam e Sarah ficam presos dentro da casa, com Melanie, a garotinha que arrasta uma boneca e que está matando pessoas há sabe-se lá quanto tempo – e a resolução está de volta no mausoléu, porque Dean precisa queimar a boneca com a qual ela foi enterrada e que foi feita usando fios de cabelo da própria Melanie… restos humanos. Tem aquele quê de urgência e de corrida contra o tempo que funciona bem, bem como toda uma história sobre como Melanie é a assassina desde que estava viva, embora Isaiah tenha levado a culpa. Agora, sim, Sam Winchester está indo embora… mas ele e Sarah têm ao menos um beijo antes.

Ótimo episódio!

 

Para mais postagens de uma revisita a “Supernatural”, clique aqui.
Para os textos da época original de exibição, clique aqui.

 

Comentários