Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – A chegada de Erick Padilla
“Erick. Tu
hermano”
Glorita
sempre teve Raúl Padilla Arellano, seu falecido marido, como um santo… por
isso, é difícil enfrentar a realidade quando um rapaz aparece à porta de sua
pensão, dizendo que também é filho de
Raúl. Não apenas Raúl mentiu para Glorita e a traiu, como manteve duas famílias simultaneamente,
indo para a sua “outra casa” toda vez que ela acreditava que ele estava em uma
viagem de trabalho – para as quais ela
mesma arrumava sua mala. Inevitavelmente, Glorita está destroçada, de
coração partido, achando que sua vida foi uma mentira, e se sentindo burra… ao
mesmo tempo, no entanto, é como se esse fosse um momento de decisão em sua vida, o momento no qual
ela decide que, de agora em diante, ela vai “viver”, independente do fantasma
de seu marido.
E, por isso,
ela beija Ricardo destemidamente.
(Soraya
Montenegro foi atrás de Sérgio Santibáñez)
O personagem
de Erick Padilla, no entanto, ainda é alguém que não entendemos bem a que veio…
ainda estou mantendo um pé atrás e dizendo que eu nem sei se a história que ele contou é verdade e ele é mesmo filho
de Raúl Padilla Arellano. Quer dizer, vai saber? “Fogo Ardente” tem essa vibe
de não nos deixar confiar 100% em ninguém, o que é bacana e garante algumas das
melhores reviravoltas… de todo modo, na história de Erick, sua mãe morreu
recentemente, ele vendeu tudo o que tinha para poder lidar com os custos de sua
morte, e agora Fábio é o mais próximo de uma família que ele tem. É curioso
como a história pode ser verdade, mas
pode ser um grande golpe ou qualquer coisa assim – embora Glorita e Fábio não
sejam realmente pessoas ricas.
Mas ela é
dona de uma pensão. Já é alguma coisa.
De todo
modo, minha desconfiança é outra, e surge quando Erick parece “prestativo
demais” com o estado de saúde de Rosário… é um pouco estranho ele aparecendo na
porta da pensão no dia seguinte à sua primeira visita, dizendo que não tem
dinheiro e está desesperado e que “queria ficar ali por uns dias”, mas é muito
estranho o interesse imediato que ele mostra por Rosário, dizendo, inclusive,
que “a mãe teve câncer e ele entende um pouco de como agir”, sendo que não lembro de alguém ter contado para ele
que Rosário está com câncer… ele pode ser algum “fã” ou stalker dela e eles
o estão trazendo para dentro de casa nesse exato momento, não? De todo modo,
ele é de ajuda em um primeiro momento, e vamos ver como essa história se desenvolve.
Vou dizer
que eu gostei de como a presença de Erick
pode movimentar a história de Fábio e Gerardo. Os dois estão bem afastados desde que Gerardo resolveu
pedir Maite em casamento e Fábio o afastou para se proteger, dizendo que
“pessoas como ele o fazem sofrer” – afinal de contas, ficou parecendo que
Gerardo estava “curioso”, “beijou um homem”, mas agora ele não está disposto a
se assumir e vai viver uma mentira… Fábio precisa simplesmente aceitar isso?
Tudo isso está vivendo dentro da mente de Gerardo insistentemente, e ele quase
passa mal na rua, em uma espécie de crise de pânico, e sai correndo dizendo
baixinho o nome de Fábio, para fazer sabe-se lá o quê… mas quando ele chega à
pensão, ele vê Fábio se despedir de Erick com um abraço.
De longe, como
ele poderia saber a real história ali?
Preciso
dizer que toda a sequência me traz sentimentos paradoxais… em parte, eu fico
sim com muita pena do Gerardo, e é doloroso imaginar tudo que ele está sentindo
quando sai correndo, chorando e se tranca no banheiro da estação, destruído. Ao
mesmo tempo, eu sinto que talvez ele precisasse
desse tipo de chacoalhão: afinal de contas, se ele está praticamente de casamento marcado, Fábio também poderia seguir em
frente, embora não seja o caso… mas sofri sim com o Gerardo revivendo tudo o
que viveu com Fábio, os pequenos momentos, o único beijo que tiveram… e,
durante uma emergência e frente a uma morte, Gerardo tem uma “visão” de Fábio,
dizendo que todos eles vão morrer no fim, e é por isso que eles precisam viver
todos os dias como se fossem o último.
Agora, o que
ele vai fazer com isso?!
Em paralelo,
vou dizer que a “trama principal” de “Fogo
Ardente” vai ganhar um comentário mais
curto por ora: Poncho foi levado à delegacia por Leonora, com acusações
sobre ter mentido seu sobrenome e ter matado alguém (!), e ele conta a sua
história sobre quando saiu do orfanato e era um jovem com raiva do mundo que se
envolveu com pessoas erradas, e ele foi abandonado com um homem passando mal
com uma droga adulterada que ele e o grupo venderam ou algo assim. Leonora lhe
dá um voto de confiança, e é curioso como ela está “se envolvendo” com Poncho
Quiroga desde que eles se conheceram – e, em parte, eu acho que há uma estranheza presente ali no fato de que
ela foi namorada de Daniel, o irmão de Poncho, e ela vê semelhanças entre eles.
De todo
modo, eu também preciso confessar que eu prefiro o Poncho com a Leonora do que
com a Olivia… quer dizer, ela é filha do Carniceiro de Reynosa e, arrependida
ou não, ela ajudou o pai em muitas coisas, drogando o Poncho para que ele fosse
levado pelo assassino, por exemplo. Não sei se “Fogo Ardente” insistirá em um arco de redenção para Olivia, e acho
bem provável que sim, mas quando ela foge do pai (com direito a uma perseguição
de carro e tudo!), sentindo-se arrependida de tudo o que fez e querendo
proteger o Poncho, ela chega à casa dele e o encontra aos beijos com Leonora… foi Leonora quem o beijou primeiro, mas ele
se empolgou, o desejo era mútuo. É errado, da parte de Poncho, beijar a Leonora
estando com Olivia. Mas eu não consegui sentir “pena” de Olivia.
Quer dizer,
ela beijou o Ricardo. E quase foi responsável pela morte de Poncho.
Vamos ver
como tudo isso se desenrola.
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