Love of Silom – Ep. 02
Recrutamento.
“Love of Silom”, que estreou no último
dia 24 de abril, o fez já com dois episódios, o que ajuda a definir algumas
coisas e impulsionar a narrativa… há alguma pressa notável no primeiro
episódio, que parece ansiar por colocar Wayu como um adolescente apaixonado mesmo com pouquíssimos encontros entre ele e
o Krit, e essa relação nascente é explorada nesse segundo episódio, conforme
ganha novos contornos que, confesso, me interessam bastante. Não sei se Wayu e
Krit terão um romance linear e clichê sem grandes complicações ou se “Love of Silom” nos reserva surpresas,
mas a relação dos dois ganha uma camada a mais agora que ela não é estritamente
romântica – Krit está investigando um caso grande de tráfico humano e o Wayu pode ajudar!
No fim do
episódio anterior, Wayu foi surpreendido com a descoberta de que Krit tinha uma
namorada, surpresa compartilhada com a audiência – agora, exploramos mais da
relação de Krit com Rose, e eu amei mais do que poderia pensar. Felizmente, não
temos Rose como uma vilã: o casamento
é de negócios e foi imposto a ambos, e os dois se tornaram amigos e confidentes
que pensam em adiar o “casamento” o mais que puderem, enquanto pensam em uma
forma de, quem sabe, escapar dele. Gostei de ver os dois saindo juntos para
beber ou de ver a Rose mostrando homens no bar que podem ser o tipo de Krit, e
acho que ela pode ser uma personagem de quem eu vou gostar bastante. Ainda que ela se apresente como sua namorada
a Wayu.
Wayu não
parece muito disposto a desistir do homem que ele planeja conquistar… e Tai,
seu melhor amigo, lhe dá força dentro do possível, e o manda ir e convidar o
policial para sair, já que é isso o que ele quer – e é isso o que ele faz: Wayu
procura Krit supostamente para devolver sua jaqueta devidamente lavada e se
oferece para pagar uma refeição para ele, como agradecimento por o ter ajudado
no outro dia, e Krit acaba aceitando o convite, desde que ele possa escolher o
lugar… e ele acaba escolhendo um lugar caro na expectativa de ver o Wayu
recuar, mas Wayu não o faz: ele demonstra ser muito entendido sobre pratos e
vinhos e está disposto a pagar pela refeição, embora, no fim das contas, Krit
não permita e os dois acabem dividindo.
O almoço
compartilhado acaba sendo importante… aqui, Wayu fala sobre a sua história: ele
conta sobre a dívida da mãe, sobre a irmã que foi embora porque não aguentava
mais ficar ali e sobre o sobrinho que lhe foi deixado para criar, porque ele é
a única pessoa da família que tem responsabilidade. Então, ele precisou deixar
a faculdade, encontrar todo e qualquer emprego que pudesse e foi avistado por
Foei em um restaurante, que o convidou para trabalhar para ela como host – não foi fácil no início, mas ele
se acostumou. Acho que a sinceridade com que ele fala sobre tudo faz com que
Krit se aproxime dele e, quando eles se despedem, Krit pede que ele o chame
pelo nome, e não mais de “policial”. Wayu, por sua vez, consegue seu contato
nas redes sociais…
É com algum esforço e insistência, mas
consegue.
Depois do
almoço e de adicionar Krit nas redes sociais, embora ainda esteja esperando ser
aceito, Wayu está muito contente e esperançoso – eu adoro a cena com o Tai na
qual o Tai se voluntaria a ajudar e, depois de ver o perfil de Rose, lhe diz
que “talvez ele precise procurar outra pessoa, porque não tem como competir com
ela”. Mas é claro que tem sim e nem chega a ser uma competição, e isso me faz
pensar em uma das frases mais icônicas de Hernando em “Sense8”, quando Daniela descobre sobre ele e Lito. Mais tarde, Tai
usa o celular de Wayu para enviar um convite sobre “descontos de 30% nas
segundas-feiras na Moonlit Bar”, mas Krit recusa esse convite… de todo modo,
ele analisa o perfil de Wayu, escuta a playlist
que ele postou e aceita o seu convinte.
Wayu está
NAS NUVENS ao receber a notificação!
Não esperava
gostar mais do personagem de Up do que do personagem de Poom, mas aqui estamos…
Krit tem uma seriedade e sombras que me fascinam; Wayu é o típico protagonista
a quem, mesmo que coisas ruins aconteçam, mantém a altivez e a leveza, e há um
exagero de inocência em sua concepção, acentuada propositalmente pelos momentos
em que ele reage às interações com Krit – os gritinhos abafados e os pulinhos
quando o policial o adiciona nas redes, por exemplo, é característico de um
adolescente bobo. É um contraste interessante com a sua versão mais atacante e
sensual, como quando o vemos dançando só de toalha e espalhando chantilly no
corpo para ser lambido por clientes… me causou certa vergonha alheia.
Mas isso
não quer dizer que eu não lamberia o chantilly.
Depois do
retorno de Wayu ao Moonlit Bar, ele vê Krit entrando em um “beco escuro” e
resolve segui-lo – naturalmente, ele não consegue seguir um policial sem ser
visto. Aqui, muito mais que em outras partes do episódio, eu acho que se usou
bem a história e as situações para gerar tensão sexual entre os personagens…
gosto da maneira como o Krit segura o Wayu contra a parede, por exemplo, e
gosto muito quando eles precisam “disfarçar” para não serem descobertos quando
Wayu o leva até o local mais perigoso das
redondezas e eles quase são descobertos… ali, Wayu manda o Krit aproximar a
boca do seu pescoço para parecer que os dois estão se beijando – em um lugar
onde as pessoas vão para se pegar,
eles conseguem passar despercebidos sem problemas.
Então, Krit
resolve contar a verdade a Wayu e confiar nele… ele fala sobre todo o caso de tráfico humano que ele está
investigando, e ele percebe que Wayu pode ser uma grande ajuda: ele conhece as
redondezas, ele sabe ou pode descobrir coisas que vão ser importantes na
investigação – então, ele o recruta como seu informante e diz que pode lhe ajudar financeiramente enquanto ele
estiver trabalhando para ele, então a dinâmica dos dois muda um pouco nesse
momento, mas as interações futuras estão garantidas. Ainda não sei bem o que
esperar de “Love of Silom”, mas essa
dupla de episódios me convenceu de que eu quero estar aqui e quero ver para
onde isso vai… vamos ver que surpresas a série nos reserva nos próximos
episódios!
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