Além do Tempo – A festa do Centro Histórico e as Ruínas de Campobello

“A festa nos aguarda, né? Era nosso destino”

Lívia e Anita viajaram para Belarrosa para averiguar a possibilidade de compra da Vinícola Ventura, de Vitória, pela Casa Beraldini, empresa de Emília – e as cenas das amigas na cidadezinha do sul entregam excelentes momentos, como uma aproximação de Lívia com Rita, que em algum momento diz que “elas já são amigas de infância”, ou as primeiras faíscas de um romance entre Anita e Afonso, que é quem está responsável pela venda da vinícola da tia… eu preciso dizer que se eu não era lá um grande entusiasta do romance de Anita e Afonso na primeira fase, eu estou aqui torcendo por eles na segunda! Inicialmente, no entanto, Anita diz à Lívia que não está disposta a se apaixonar, e atribui isso ao fato de que “deve ter sofrido muito de amor em outra vida”.

Muita coisa, grande e pequena, está para acontecer na TRADICIONAL FESTA DO CENTRO HISTÓRICO. É uma festa para a qual Ritinha já convidara Anita e Lívia, e elas não ficariam porque tinham planejado retornar para o Rio de Janeiro no mesmo dia, mas elas acabam ficando… e não passa despercebido o detalhe de termos Rita levando Lívia para uma festa. Melissa não comparece, inicialmente, porque ela fica cuidando de Alex, que está com muita febre, mas ela manda o Felipe ir, representando a Vinícola Campobello, e é aí que os caminhos de Lívia e Felipe se cruzam novamente – ainda que Ariel tente impedir esse reencontro por “não acreditar mais no amor” e tudo o mais. Lívia fica assombrada, como qualquer um ficaria, ao ver novamente o cara do metrô…

“É o cara do metrô. Meu Deus, o que que ele tá fazendo aqui?!”

A conexão que Lívia e Felipe sentem eles não podem explicar – tampouco negar. Eles caminham um até o outro movidos pela curiosidade e pela atração, e ambos se perguntam se eles já se conheceram antes do metrô, porque ambos têm essa sensação. Tudo o que eles sentem está expresso nos olhos e, por alguns minutos, é como se as almas se encontrassem e todo resto não existisse. Não há racionalização quando Lívia responde tão rapidamente com “Danço” quando Felipe a convida para dançar, e os dois sorriem, se divertem e conversam… ela diz que aquele é o último lugar em que esperava encontrá-lo, e ele conta que mora ali… nasceu e cresceu em Belarrosa. E ela não sabe ainda que ele é o dono da vinícola que fez aquele vinho pelo qual ela se apaixonou.

“É, amigo Ariel… 1 a 0 para o destino”

Pedro ficou no Rio de Janeiro, mas ele está se corroendo de ciúmes… Anita tirou uma foto com Lívia e Afonso se juntou a elas, e Pedro é controlador e ciumento de uma maneira agressiva que revela quem ele é muito antes de Melissa. Pedro se parece muito com quem ele era 150 anos antes; Melissa talvez tenha tido algum tipo de evolução e, por ora, não consigo vê-la como vilã nessa fase. Preocupada com o filho, por exemplo, ela vai até à festa mais tarde para buscar o Felipe, porque ele não está bem e só quer o pai… quando Felipe volta para casa, Alex está tendo um pesadelo e acorda assustado, perguntando sobre morte e dizendo que “não quer que o pai morra”, o que é resquício de sua vida anterior, na qual ele perdeu tanto a mãe quanto o pai de forma traumática.

Na festa do Centro Histórico, Anita também conhece Roberto, um homem que parece se encantar por ela, mas a quem ela não dá a menor atenção… como ela diz para Lívia mais tarde: ela detesta homem galinha, e ele está olhando para ela enquanto está com a namorada. Gosto dessa versão de Anita totalmente sem paciência e sem interesse para os galanteios de Roberto, mas eu também sinto que Roberto será um personagem com mais camadas nessa fase: agora médico, a cena na qual ele atende Dorotéia como sua paciente é surpreendentemente intrigante – ainda mais lindo que antes, com um sorriso belíssimo, Roberto parece simpático e atencioso, mas também parece muito sério, meio triste e marcado por algo nos momentos em que ele fica sozinho…

Estou curioso para explorar a nova trama de Roberto!

Gosto muitíssimo, também, da cena em que Ritinha, que segue como “guia” de Lívia e Anita na festa, as apresenta para Gema… o olhar de quase reconhecimento inexplicável entre Anita e Gema rende uma das cenas mais bonitas desse reinício de trama, e Gema fica encantada com Anita e como ela é bonita e simpática… o abraço das duas é alguns segundos mais demorado do que o convencional e há acolhimento ali – quantas vezes já não encontramos na vida alguém de quem parecemos gostar gratuitamente? E é o que acontece ali. A cena também traz Gema apresentando às meninas o seu “filho do coração”: Chico, que é o filho da empregada e que ela pretende adotar agora que a sua mãe morreu… infelizmente, o marido asqueroso de Gema é contra.

A festa do Centro Histórico traz coisas que vários personagens levarão dias para processar… Lívia volta para o Rio de Janeiro profundamente mexida com o encontro com Felipe. O Felipe, por sua vez, está confuso porque sempre assumiu amar a esposa, o filho e a vida que leva ali… mas então o que acabara de acontecer? Por que Lívia mexe tanto com ele? Felipe sai para cavalgar com o irmão, Afonso, e se deixa levar para AS RUÍNAS DE CAMPOBELLO, um lugar que exerce grande fascínio sobre ele. É muito bom ver o Felipe nas ruínas do casarão dos Castellini, perguntando a Afonso se ele já viu a foto daquele casarão no Século XIX, que tem no museu da cidade… era um lugar imenso. Ali, Felipe se abre com o irmão: sobre sua vida, sobre Lívia, sobre o que sentiu e o quanto não entende…

Sua decisão é esquecê-la… provavelmente nunca mais vai encontrá-la novamente, ele acha.

HA!

 

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