Crazy Ex-Girlfriend 4x01 – I Want to Be Here
“No one
else is singing my song”
Exibido
originalmente em 12 de outubro de 2018, “I
Want to Be Here” é o primeiro episódio da quarta e última temporada de “Crazy Ex-Girlfriend”, e Rebecca Bunch
promete uma mudança! No fim da temporada passada, ela assumiu a culpa por ter
empurrado Trent do alto de um prédio porque, na verdade, ele estava tentando
matar Nathaniel, e agora ela está determinada a ficar presa, porque acha que merece estar lá. Se a série começou
tendo o nome de “Josh” em todos os títulos de episódios, representando a
obsessão de Rebecca por ele, e depois a coisa transitou até chegar ao Nathaniel
aparecendo em todos os títulos, é um bom sinal que esse episódio não tenha o
nome de nenhum homem por quem Rebecca é obcecada e inicie uma nova tendência de
ter “Eu” nos títulos.
Rebecca precisa focar em si mesma.
Isso, é
claro, não significa querer ficar presa quando ela tem a chance de não estar e
todo mundo está tentando defendê-la e tudo o mais, porque ela está sendo
acusada de homicídio quando ela agiu para salvar a vida de Nathaniel e tudo o
mais… de todo modo, Rebecca fica presa e, lá, se depara com umas atividades de
teatro que ela encara como a sua oportunidade perfeita de “penitência” – e, é
claro, dá a sua extrapolada tradicional. Rebecca é intensa demais. Mas posso dizer? Como um grande fã de “Chicago” e tendo “Cell Block Tango” como minha música favorita do musical, é óbvio
que eu AMEI “What’s Your Story?”,
que é uma tentativa de Rebecca de recriar esse momento icônico, e fica
totalmente absurdo e, justamente por isso, totalmente hilário!
Como fã de
musicais, não tem como não amar “Crazy
Ex-Girlfriend” e não amar essa inteligência e essa cara-de-pau que nos
entrega momentos icônicos como esse! A referência é clara – embora eu sinta que
há uma pitada de “Cabaret” colocada
no meio, ainda que a cena seja inspirada em “Cell
Block Tango” –, Rebecca não consegue nenhuma história particularmente boa
para o musical original que ela quer montar, então ela banca a Velma e conta a
sua própria história, e ela brilha maravilhosamente! Mas ela não continuará ali
por muito tempo… Paula vem visitá-la com Heather e Valencia para contar que
Trent despertou do coma, contou toda a verdade e, portanto, as acusações foram
retiradas… querendo ou não, ela sairá dali no dia seguinte.
Enquanto
Rebecca tenta lidar com essa notícia, Nathaniel está tentando lidar com a
própria frustração de Rebecca estar presa e não ter seguido seu conselho de
declarar insanidade, e ele se mete em uma espécie de “retiro” que é uma sátira
por si só e rende momentos absurdos – e um humor curioso com a presença de
George, que acaba sendo um bom companheiro e ajuda o Nathaniel a encarar coisas
que nunca encarara… como o fato de que nada está realmente o fazendo se sentir
melhor, a não ser a notícia de que Rebecca foi solta… isso é o que ele queria
ouvir, e isso é o que muda tudo, embora Rebecca ainda não esteja preparada de
verdade para “voltar à sua vida normal”, porque ela passou algum tempo se
convencendo de que não queria sair da
prisão.
Ainda temos
o Josh determinado a não aceitar a sua distração e egoísmo como justificativas
para algumas de suas atitudes e tentando encontrar para si um ou doze
“transtornos”, ainda que Heather e Hector tentem lhe dizer que ele não tem nenhum dos transtornos que disse
ter com base em quizes na internet. A melhor parte é quando Rebecca,
Nathaniel e Josh são colocados lado a lado em seus dilemas e cantam a irônica “No One Else is Singing My Song” –
porque eles falam sobre como ninguém mais
está cantando a sua música enquanto literalmente cantam a mesma música, e
eu adoro o jogo que é isso, ainda mais quando a coisa aumenta para incluir o
restante do elenco e as três vozes iniciais se tornam onze. Funciona brilhantemente
como música e como comédia!
Mas Rebecca
tem um caminho importante a trilhar nessa quarta temporada. Nathaniel a procura
com um abraço aliviado, um beijo apaixonado e uma viagem planejada para o
Havaí, mas Rebecca está em processo de reconhecer seus privilégios e de
descobrir o que ela pode fazer para se tornar mesmo uma pessoa melhor e menos egoísta. Então, o romance dela com
Nathaniel termina ou é colocado em pausa, depois de uma discussão na qual ele a
acusa de sempre tentar “sabotar” a relação quando eles estão bem, mas vai ser
bom para ela. Ela precisa desse tempo
sozinha… e ela já tem uma noção do que fazer para ajudar outras pessoas: o seu
“grupo de teatro” da prisão, cujas histórias ela conhecera na música, precisam
de alguém que as defenda…
É um bom
começo!
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