Love of Silom – Ep. 01

Welcome to the Moonlit Bar!

Em primeiro lugar: para uma série que tem como protagonista um gogo boy, eu acho que tivemos muito pouco do Poom sem camisa em um episódio de 1h10; em segundo lugar: eu preciso do nome do ator da cena do vestiário da academia, que queria que o Wayu passasse óleo nele. “Love of Silom” é o novo BL protagonizado por Poom (Phuripan Sapsangsawat) e Up (Poompat Iam-samang) que estreou no dia 24 de abril de 2026, com os dois primeiros episódios, e é uma estreia promissora. Fazia muito tempo que eu NÃO FICAVA TÃO ANSIOSO pela estreia de um BL, e embora eu tenha algumas críticas e questões, como a sensação de que algumas coisas foram rápidas e cedo demais, elas não são o suficiente para que desgoste do episódio.

Ainda não sei bem o que esperar de “Love of Silom”, e não é uma sensação que me desagrade. “My Stand-In” foi uma constante e deliciosa surpresa e é um dos BLs de que mais gosto, e “Love of Silom” pode seguir seus passos ou não. Podemos estar com uma comédia escrachada em mãos – o ataque de dildo foi surpreendente – ou com uma trama mais séria que envolve drama familiar – tanto Krit quanto Wayu têm questões com as famílias que devem ser um ponto importante do desenvolvimento da narrativa –, e qualquer uma das duas, se bem feita, me agrada. Inclusive, talvez a agilidade exagerada que quase se confunde com pressa na apresentação de alguns elementos pode ser uma preparação para eventuais viradas e surpresas, vai saber?

O episódio começa nos apresentando a Wayu, um homem que dança no Moonlit Bar, numa pegada que eu queria que fosse ainda mais como “Magic Mike”, e que foi contratado para a noite por um dos clientes regulares do bar, Chain. As coisas acabam saindo rápido de controle porque Wayu não estava inteiramente consciente do tipo de trabalho que teria que fazer e Chain se torna violento no momento em que ele tenta cancelar tudo e ir embora. A cena é tensa, e Wayu acaba sendo salvo depois de ser atingido por uma piroca de borracha (!) por um policial que invade o hotel porque já estava acompanhando os passos de Chain há algum tempo por causa de uma investigação… então, Chain e Wayu acabam na delegacia tendo que depor.

Krit sabe que Wayu está mentindo com a história de que Chain “é seu ex-namorado”, para não ser acusado de prostituição, mas acaba deixando passar, talvez porque alguma coisa lhe chame a atenção em Wayu desde o primeiro momento – talvez sejam os peitos grandes, as pintinhas no pescoço, ou os olhos bonzinhos. Então, ele resolve cuidar do seu machucado na testa, embora ele coloque um curativo gigantesco em um lugar onde claramente não tem machucado nenhum, e aceita levar Wayu embora quando ele lhe pede – na verdade, Wayu está sem a carteira e sem bateria no celular, mas ele joga bem falando sobre segurança e usando uma frase que está exposta na delegacia. Ainda que parcialmente resistente, acho que Krit o levaria de qualquer jeito.

Aos poucos, então, exploramos um pouco mais de Wayu e quem ele é… sua história familiar não é das mais fáceis. É ele quem sustenta uma mãe aparentemente irresponsável e um sobrinho que ainda é um bebê, e parece ser a única pessoa com algum tipo de juízo e pro-atividade na casa, o que parece exaustivo – física e psicologicamente. É por isso que ele trabalha tanto, é por isso que ele aceita “trabalhos extras”, e Krit observa tudo em silêncio na maior parte do tempo, mas com atenção e um interesse que não planejou ter. Wayu sonha em terminar a sua faculdade de arquitetura (!), mas é pressionado pela mãe a seguir dedicando-se à dança sensual, porque “ele nasceu bonito e tem que aproveitar isso” ou qualquer coisa assim.

Naquela noite, Wayu não poderá trabalhar no Moonlit Bar, porque ele e o melhor amigo, Tai, têm uma briga com o cara que armou para ele atender Chain e eles acabam suspensos. Não podendo ficar nenhum dia sem trabalhar, Wayu faz telefonemas para conseguir alguns extras, e vai até a faculdade para trancar o curso, ainda que esteja tão perto de terminar, mas ele precisa do dinheiro para outras coisas no momento… ele acha que Singto, o sobrinho, precisa ser levado ao médico por ainda não ter começado a falar, enquanto a sua mãe, avó da criança, não se importa com isso e prefere gastar o dinheiro de outras formas. Naquela noite, ele vai trabalhar como garçom, e os caminhos dele e de Krit, o policial interessante, insistem em se cruzar.

À tarde, os dois se reencontram na academia para onde Tai leva Wayu, e as cenas aqui são propositalmente provocantes. A cena do vestiário é surpreendentemente quente, com a maneira como Wayu se aproxima ou como ele dispensa o gostoso do óleo (e era gostoso!) como se quisesse dizer algo a Krit com isso, mas é na sauna que as coisas realmente pegam fogo… ou quase. Ainda é um jogo de provocação e aproximação, mas funciona bem… a maneira como Wayu pega na perna de Krit sobre a toalha ou como manda Krit o prender, se quiser, mas pergunta quais seriam as acusações ou se ele “está interessado em seus serviços”. Gosto de ver o Poom interpretando um personagem mais ousado e mais atacante… mas Krit não fica atrás.

Gosto de como ele “vira o jogo” antes de sair em silêncio.

Tensão sexual estalando ali.

É quase irônico que Wayu e Krit se encontrem mais uma vez à noite: Krit tem um encontro marcado no restaurante onde Wayu está trabalhando, mas Krit acaba ficando sozinho, recebe o avanço de um homem da mesa vizinha e é defendido por Wayu, que finge ser namorado de Krit e pergunta “o que ele está fazendo segurando a mão de outro cara”. Infelizmente, eu preciso dizer que essa foi a sequência de que menos gostei no episódio… tudo parece muito forçado. Não é como se o Krit não pudesse se defender sozinho, não é como se o Wayu tivesse abertura o suficiente para inventar essa cena, não é como se o Krit precisasse mostrar aquele distintivo naquele momento, depois de a história já ter caminhado em outro caminho. É meio ruim…

Mas eu fico pela galhofa.

Como comentei no início: eu acho que algumas coisas foram apressadas demais e a série poderia ter aguardado pelo menos um pouco mais para que eles estivessem tão caidinhos um pelo outro. Gosto, sim, da cena do Krit oferecendo a jaqueta para o Wayu depois de o cara ter estragado a sua camisa, e é meio fofo que o Krit fique esperando a hora do Wayu ir embora, com uma desculpa qualquer para lhe dar uma carona, mas é acelerado demais… os dois conversam no caminho de casa, Krit faz um elogio a Wayu falando sobre como é impressionante o que ele faz pela família e, naquela noite, Wayu fica todo bobinho sorrindo enquanto olha para a jaqueta de Krit, que ele estendeu ao seu lado na cama, como um adolescente apaixonado…

Mas a felicidade exagerada desse primeiro episódio pode e deve ser o prenúncio de muito sofrimento futuro. Wayu consegue o telefone de Krit por ter usado o seu telefone emprestado para ligar para a mãe no outro dia, e manda uma mensagem para ele perguntando se ele chegou bem em casa, e fica nervoso até receber uma resposta de Krit que o leva às nuvens. Ele está completamente apaixonado depois de poucos encontros casuais, surtando feito um adolescente, e não imagina que seu coração pode estar prestes a ser partido pelo fato de Krit ter um casamento arranjado… estou curioso para saber como essa trama será explorada, agora que a família já disse que “os boatos de que Krit gosta de homens estão se espalhando” e pressiona para o casamento com uma mulher…

 

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