Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – De frente com o Carniceiro
“¿Quién
eres? ¿Eres Hugo? ¿Eres mi padrino?”
Não é lá uma
grande surpresa quando os estudos comprovam que a pessoa que foi enterrada sob
a lápide com o nome de “Hugo Gonzalez” não é, realmente, Hugo Gonzalez… agora, “Fogo Ardente” entra em uma nova fase, na qual não existe mais uma
dúvida em relação à identidade do Carniceiro de Reynosa – mas, sim, uma
verdadeira caça ao assassino em série. Em flashbacks,
assistimos ao momento em que Hugo tira uma foto no hospital depois do
nascimento dos gêmeos, e Ricardo Urzúa convida o seu “grande amigo” para ser padrinho
de Poncho, já que Flor já escolhera os padrinhos de Daniel… toda a sequência do
Hugo no batizado é angustiante de se
assistir, e percebemos o quanto ele
sempre foi sinistro… mesmo que ninguém pareça ter percebido na época.
O clima
entre Ricardo e Olivia está o mais
estranho possível desde que eles se beijaram (e eu nem sei bem dizer quem
beijou quem, mas sei dizer quem está se sentindo mais culpado e quem não está nem aí), e o clima entre Olivia
e Poncho também não está dos melhores… é verdade que o Poncho é péssimo como
namorado, no fim das contas, mas Olivia está “certa” de que “ele estava
beijando a cunhada” ou qualquer coisa assim, e eu ainda não consigo saber se
ela se importa o suficiente com Poncho para estar realmente com ciúmes ou se ele não gosta que Poncho se aproxime
cada vez mais de Leonora porque sabe que isso pode levá-lo a descobrir verdades
que ela está fazendo de tudo para esconder… como o fato de que provavelmente é a filha do Carniceiro de Reynosa.
Poncho
“coincidentemente” passa mal depois de estar com Olivia, e ela pode fazer a
cena que quiser depois (e faz), mas é inevitável pensar que foi ela quem o dopou… ela quem o dopou e
o entregou direitinho na mão do Carniceiro de Reynosa. Olivia SABE que Poncho
está passando mal e o deixa sozinho no quarto, para desmaiar e ser encontrado
por um homem que só pode ser o próprio
Hugo Gonzalez – e então nos perguntamos o quanto Olivia sabe e o quanto ela
trabalha com ele. E eu nunca confiei em Olivia, mas agora está começando a me causar revolta olhar para as
expressões dela, quando ela procura a Leonora fazendo toda uma cena de
“preocupada”, e tem um ar de perversidade
no olhar que ela lança a Leonora quando não está sendo vista.
Infelizmente,
eu acho que virá uma “redenção” para Olivia, e eu não queria não… preferia
muito mais a reviravolta de que ela é mesmo uma vilã e ajuda o Carniceiro de
Reynosa, então não vou me prolongar em conjecturas por ora. Vamos ver como as
coisas se desenvolvem. De todo modo, Poncho é sequestrado mais uma vez, e reconhece o homem que o levou e que parece quase
disposto a matá-lo (diz que, “se ele fosse outra pessoa”, já estaria três
metros sob o chão) como o mesmo que conheceu no hotel em McAllen e que o levou
aos tonéis. Quando o homem pergunta se ele está “pronto para fazer companhia
para a sua mamãezinha e para o seu irmão no inferno”, Poncho pergunta quem ele
é… se ele é Hugo Gonzalez, o seu padrinho.
O homem nega.
No fim,
Poncho acaba sendo resgatado (quantas vezes Poncho foi atacado e/ou capturado
para ser salvo por outras pessoas?!), com a chegada de Leonora e de outros
policiais, com uma “ajuda” que vem de Olivia – se vão tentar vender a ideia de
que “ela se arrependeu” e ela “se apaixonou por Poncho” ou qualquer coisa
assim, eu estou fadado a vir reclamar nas minhas próximas reviews… de todo modo, a história desse sequestro chega ao fim e
quando Poncho, Olivia e Leonora estão entrando em um avião para voltar para
casa, Poncho reconhece o homem algumas fileiras para trás, mas não diz nada. E
isso é pouco antes de Olivia receber um telefonema com a informação que nós, na
verdade, já sabíamos: Hugo Gonzalez não
está morto de verdade.
Enquanto
isso, as tensões entre Fábio e Gerardo estão
as piores possíveis depois do beijo, da chegada dos pais de Gera e da
briga. Eu confesso que eu fiquei com pena do Gerardo chegando com um novelo de
lã e agulhas para uma aula de Fábio e sendo tratado secamente por ele, mas eu
também entendo perfeitamente o Fábio, que está se blindando para evitar que sofra ainda mais, se Gerardo não está
disposto a ser sincero com o que sente e fazer algo a respeito, por mais
difícil que seja… não é nem uma questão de ter
que fazer algo agora, Fábio poderia até esperar
para que Gerardo esteja preparado, mas ele não pode esperar enquanto Gerardo
segue mantendo uma mentira com Maite frente aos pais, fingindo que é hétero,
fingindo que é feliz até acreditar nisso…
Ele está disposto a sair do armário algum
dia ou será para sempre assim?
A dúvida e a
angústia de Fábio também são válidas! Gerardo está sofrendo, sim, e vem de uma
família conservadora e romper com eles não é a coisa mais fácil do mundo… mas
não dá para mentir para sempre, e Fábio não vai ser “apenas o cara com quem ele
experimenta, mas que nunca assume”. Sofri com o Gerardo sofrendo, chorando,
acabadíssimo… sofri com o Gerardo sendo pressionado pela mãe por um casamento e
por netos (isso é tão invasivo, tão absurdo, tão revoltante!), mas quando eu
achei que ele estava dando um passo à frente enfrentando a mãe e mandando “ela
deixá-lo em paz”, Gerardo dá dois passos para trás depois de uma “discussão”
com Fábio e resolve pedir a Maite em
casamento. E aquilo me deixou profundamente revoltado.
Sério.
Um absurdo.
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