Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – A crise de pânico de Gerardo

Gerardo descobre a felicidade.

Já comentei outras vezes, mas é sempre bom lembrar: a história de Fábio e Gerardo é a minha favorita em “Fogo Ardente”. Enquanto outras tramas estão se desenrolando (Ana está em um trisal que está prestes a ter um bebê; Penelope está se aproximando de Ángel desde que ele se tornara seu advogado para soltar a mãe; Rosário está enfrentando a quimioterapia e tem o apoio de Glorita e a família que ela escolheu; Julián está se aproximando da mulher cujo bebê ele ajudou a trazer ao mundo; Ricardo revela para toda a estação que ele é pai de Poncho, enquanto Julián e os demais estão pedindo respostas sobre as acusações recentes contra ele…), eu estou bastante envolvido com o drama de Fábio e Gerardo, e me perguntando como Gerardo vai enfrentar os pais.

Porque ele precisa fazer isso. E rápido.

Gerardo está oficialmente apaixonado por Fábio. Vê-lo abraçando um homem do lado de fora da pensão mexeu bastante com ele, e ele resolve perguntar a Fábio “quem era o cara que ele estava abraçando no outro dia”, e eu amo que, antes de responder qualquer coisa, Fábio pergunta se ele, que tem uma namorada e vai se casar (!), está lhe pedindo explicações… Fábio pode até contar para Gerardo que o homem que ele estava abraçando é Erick, o meio-irmão que ele recentemente descobriu que tem, mas ele tinha mesmo que ter jogado na cara de Gerardo a hipocrisia de sua pergunta antes. Quando Gerardo começa a ir embora, dizendo que “Fábio tem razão e isso não é da sua conta”, Fábio conta rapidamente toda a história recente, no entanto.

E os dois compartilham algo tão íntimo naquele momento. É como se todos os problemas recentes não tivessem acontecido, como se eles estivessem de volta à época em que estiveram mais próximos, ainda antes daquele primeiro beijo e de tudo o que veio depois. A tensão, o sofrimento mútuo, a conexão inevitável que eles compartilham… tudo torna o momento tão intenso e tão marcante! Fábio diz que “o odeia”, mas Gerardo sabe que não é verdade, porque Fábio tampouco tem um pingo de convicção ao dizer isso, e Gera responde dizendo que “o odeia ao contrário” ou algo assim, e fala abertamente sobre como dói estar longe dele… a maneira como Gerardo coloca uma mão na cintura de Fábio para impedi-lo de se afastar e como Fábio segura seu braço, o querendo cada vez mais próximo…

Fábio diz que “só queria que ele o escolhesse”.

Gera diz que “ele já o escolheu”.

E ENTÃO ELES SE BEIJAM NOVAMENTE.

Aquele beijo é mais consciente e menos “assustado” e abrupto que o primeiro, portanto a intensidade é ainda maior, e dá para sentir a alegria de ambos com aquele momento e com o que aquilo significa. Eles permanecem ali, segurando um ao outro perto de si, em uma sequência profundamente romântica – a mão de um na nuca do outro, o outro segurando a cintura. E é nesse momento que Maite chega de surpresa e alguma coisa ela vê… e sai depressa, transtornada, e começa a entender, finalmente, o que está acontecendo. Ela se lembra da foto de Gerardo que encontrara na impressora do quarto de Fábio, de quando seguiu os dois e eles estavam vendo casas juntos, de quando Gerardo brochou na noite deles, de quando Fabio falou sobre “não ver as coisas como elas são”.

Ela entendeu.

Enquanto Fábio e Gerardo passam sua primeira noite juntos (deixo, aqui, registrada a minha felicidade por eles, mas o meu desgosto pela maneira como a cena foi tratada, porque não tivemos absolutamente nada dos dois, sei lá, chegando ao quarto, tirando a roupa um do outro ou algo assim, enquanto casais heterossexuais de “Fogo Ardente” tiveram extensas cenas de sexo em outros episódios!), Maite prepara uma “surpresa” para o namorado. Fábio e Gerardo despertam juntos no quarto de Gerardo, apaixonadinhos, na cama onde gostariam de ficar para sempre, sem precisar ter que lidar com o mundo exterior, porque, agora, alguma coisa terá que ser feita… e Gerardo não pode seguir com a história de casamento depois de ter estado com Fábio e estar tão feliz.

Maite, no entanto, arma um golpe baixo – e, convenhamos, meio patético. Sabendo que Gerardo não a ama e que provavelmente está prestes a terminar com ela, ela arma todo um estardalhaço convidando os seus pais e os pais de Gera para a pensão, para anunciar o casamento. E foi REVOLTANTE assistir a tudo – o nojo e a raiva que eu senti de Maite, nossa! E, para completar o escarcéu, os pais de Gerardo são SEMPRE pavorosos. Com toda aquela patifaria orquestrada por Maite, Gerardo acaba passando mal e indo parar no hospital, por causa de um ataque de pânico… e toda vez que ele tenta falar com Maite, dizendo que precisa lhe dizer algo, Maite encontra uma maneira de desconversar ou de sair correndo, porque não quer ouvir o que ele tem a dizer.

Não vejo a hora de ver Gerardo enfrentando Maite e a família.

Enquanto isso, Leonora descobre que Noé, o pai de Olivia, é Hugo Gonzalez – e isso gera um momento bastante tenso entre elas quando Olivia aparece na delegacia para depor, vê a foto do seu pai e começa a perguntar por que Leonora o está investigando, dizendo que “seu pai é um bom homem” e que “ela não vai falar sobre ele”. Está liberado eu não gostar da Olivia, né? Porque eu realmente não gosto dela, e todas as cenas dela estão me causando asco ultimamente… ainda tem toda a história de ela beijar o Ricardo de novo… para quê?! De todo modo, Leonora segue fazendo descobertas, descobre que o nome completo de “Noé” é um anagrama para “Carniceiro de Reynosa”, mas comete um erro de iniciante ao tentar segui-lo sozinha…

Será que Leonora vai morrer?

 

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