Star Trek: Starfleet Academy 1x06 – Come, Let’s Away

“Focus. This is what we train for”

Exibido originalmente em 12 de fevereiro de 2026, “Come, Let’s Away” é o episódio mais intenso, dramático e com consequências futuras de “Star Trek: Starfleet Academy”. Quando os cadetes, tanto da Academia da Frota Estelar quanto da Escola de Guerra, são levados a um cemitério de naves para um exercício na USS Miyazaki, eles se veem em uma situação que foge inteiramente do esperado e acabam reféns de um grupo de canibais que dão à Capitã Nahla Ake o prazo de cinco horas para o pagamento do resgate, e tudo acaba se revelando uma armadilha de um vilão recorrente da série, que perversamente brinca com os traumas de Nahla e a sua capacidade ou não de salvar a vida de um filho. É potencialmente cruel, e estou curioso por como isso afetará o futuro da série.

O episódio começa com Caleb e Tarima em um momento íntimo e bonito que envolve romance, sexo e conexão, e a série explora, tanto no diálogo quanto fora dele, a maneira como diferentes espécies veem e fazem sexo. No caso de betazoides, existe essa conexão telepática que é mais íntima do que qualquer coisa, e que acaba se tornando um problema para eles quando Caleb acredita estar na mente de Tarima, mas um urso que remonta à sua infância faz com que ela entre em contato com um lado seu que ele nunca compartilhou com ninguém: sua infância, seus traumas, seus medos… aquele momento de conexão íntima é encerrado com o que parece causar afastamento, até por como Caleb reage ao que chama de “esquisitice betazoide” ou algo assim.

Nem Caleb nem Tarima estão em seu melhor quando chegam ao cemitério de naves e o exercício começa com eles em equipes diferentes. Dois grupos de cadetes precisam trabalhar em equipe, mas em funções e posições diferentes, para tentar trazer de volta à vida a USS Miyazaki, e não demora nem dois minutos completos para que o sistema de suporte à vida seja trazido de volta, com os conhecimentos de Caleb Mir, e tudo estaria indo muito bem… se não deixasse logo de ser um exercício controlado. Da USS Athena, eles percebem que existem outras formas de vida se aproximando e entrando na USS Miyazaki, e no mínimo uma nave camuflada em algum lugar próximo, e não há como trazer de volta os cadetes para a Athena, e até as comunicações são cortadas.

Eles estão sozinhos.

N’Duwo Skra captura os cadetes e os torna reféns, e envia uma mensagem à USS Athena, dando-lhes cinco horas para o pagamento da recompensa – o problema é que as Fúrias, híbridos de humanos e alienígenas, são criaturas canibais que tende a matar suas vítimas mesmo depois que as exigências são atendidas, e Kelrec começa a cogitar que a única chance que eles têm é pedir a ajuda de ninguém menos que o Nus Braka… aparentemente, ele já lidou com Fúrias antes. Nahla Ake reage enquanto pode, até perceber que as coisas mudaram depois que Tomov, o único Oficial responsável pelos cadetes na USS Miyazaki, está morto, e suas diferenças com Nus Braka precisam ser temporariamente colocadas de lado se isso significar uma chance de salvar seus cadetes.

As cenas são fortes, emblemáticas, e muito bem divididas… as cenas de Nahla e Nus Braka são angustiantes, um verdadeiro jogo mental, enquanto na USS Miyazaki surge alguma conexão real conforme as diferenças adolescentes entre cadetes da Academia da Frota Estelar e da Escola de Guerra são deixadas de lado – Caleb e B’Avi aprendem a se respeitar e trabalhar juntos; Jay-Den ajuda Kyle com um machucado que ele diz que não é muita coisa; Sam tenta se conectar ao computador da nave e explicar que eles são uma nova tripulação e precisam de ajuda; Genesis e Darem trabalham juntos na USS Athena para tentar identificar a(s) nave(s) das Fúrias; e Tarima se conecta a Caleb e retorna chorando, dizendo a Ocam que acha que eles vão morrer lá, porque “sentiu que eles não sabem o que fazer”.

Gostei bastante de explorar mais de Tarima e sua relação com Ocam, enquanto os dois vão até Lura, Kelrec e Nahla para dizer que ela pode ajudar… há tanto dito nas entrelinhas ali, ao mesmo tempo em que exploramos um pouco do poder de Tarima que vai além do tradicional betazoide, bem como o seu implante, e por mais arriscado que seja, eles estão em uma situação na qual precisam de toda e qualquer ajuda possível. Sem outro meio de comunicação, Tarima fica responsável por se conectar com Caleb e dizer a ele o que e quando fazer, e os dois compartilham um momento breve de entendimento e de desculpas antes que ela o instrua a ligar o único Motor de Singularidade que existe – é depois disso que eles poderão ser trazidos de volta.

O clímax do episódio é surpreendentemente triste. O alívio e a beleza do Motor de Singularidade funcionando cede lugar ao desespero do fim do prazo e chegada das Fúrias, com uma morte significativa quando B’Avi se coloca na frente de um ataque para salvar a vida de Caleb Mir. Tarima faz, então, o que nunca quis fazer antes: ela usa o poder que tanto lhe assustava e que tanto lhe fez mal, porque é o que pode salvar a vida dos demais cadetes ainda a bordo da USS Miyazaki, e ela destrói todas as Fúrias presentes com um grito… ainda assim, as consequências são muitas. Além das mortes que assistimos e da Tarima em coma, descobrimos que Nus Braka e os Venari Ral estavam por trás de tudo o tempo todo, e a Federação “mordeu a isca” e fez tudo conforme eles queriam…

Muito mais gente morreu no processo. O evento foi grande.

 

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