The Beauty 1x03 – Beautiful Christopher Cross
A Corporação e o Assassino.
CAOS. Toda a
situação causada pelo “vírus da beleza mortal” criado em laboratório e
espalhado pelo mundo de maneira descontrolada depois de um vazamento está
tomando proporções que não podem mais ser ignoradas… se o caso da supermodelo
que começou a agir de maneira violenta no meio de um desfile, saiu
desesperadamente em busca de água e acabou explodindo no meio da rua
chamou a atenção, agora é evidente que não se trata de um caso isolado. “Beautiful
Christopher Cross”, o último de três episódios exibidos na estreia de “The
Beauty” em 21 de janeiro de 2026, começa em Nova York, quando Harper Rose
começa a apresentar os mesmos sintomas da mulher que abrira a série dois
episódios antes: e sua explosão pode causar uma infecção em massa.
A situação é
grave: a explosão de Harper em um restaurante de Nova York infectou várias
pessoas que entraram em contato com o seu sangue e demais restos, e é por isso
que a polícia precisa que os Agentes Cooper e Jordan, do FBI, retornem da
Europa o mais rápido possível… Cooper não planeja ir embora da cidade sem
Jordan, no entanto, porque se vieram atrás dele, eles também podem ir atrás de
Jordan, e faz algum tempo que ele não tem nenhuma notícia dela e toda ligação
que ele tenta fazer acaba caindo direto na caixa de mensagens. Quando o seu
teste para o vírus dá negativo, no entanto, ele é mandado com urgência para
Nova York com a promessa de que vão encontrar Jordan o mais rápido possível…
mas eles de fato precisam dele no caso…
Eles nem
sabem o que vão fazer com tantos infectados.
Gosto de
como os episódios de estreia se organizaram e como apresentaram diferentes
ângulos. Já tivemos a infecção se espalhando com o contato sexual e já tivemos
a polícia internacional começando a investigar o caso para saber o que é esse
vírus e de onde veio, e esse episódio começa a explorar as pessoas por trás da
criação do vírus em laboratório – as mesmas que querem silenciar o que quer que
esteja acontecendo e apagar vestígios. Depois do vazamento do vírus mais
estável criado em laboratório e das mutações perigosas que estão chamando a
atenção, a Corporação precisa garantir tanto que o caso siga abafado quanto
que apenas quem eles querem e quem pague tenha acesso ao vírus… ele não
pode continuar se espalhando dessa maneira.
Assim, temos
Antonio como a pessoa responsável por fazer essa “limpeza” – um assassino de
aluguel e fiel à Corporação. Já vimos Antonio matar um homem na rua no episódio
anterior, o vemos “se divertir” enquanto tortura um outro homem antes de
matá-lo no início desse episódio, e agora o vemos ser mandado a Indianópolis,
onde ele precisa, fantasiado de Catalina Creel, encontrar o médico responsável
por uma transformação ilegal… o médico que transformara Jeremy no Piloto.
Antonio está em uma jornada de matança que envolve o médico, a mulher que
Jeremy acabou de infectar enquanto conversava no telefone com o médico e, quem
sabe, o próprio Jeremy, embora Antonio mude de ideia no último instante e
escolha não tirar a sua vida…
Isso
porque ele pode usá-lo.
Jeremy é
alguém tão sem perspectiva que ele não se importa em morrer, mas há visão em
Antonio: ele percebe o instinto assassino de Jeremy e como ele pode ser um
pupilo valioso… é por isso que ele o mantém por perto e confidencia a ele
informações sobre a Corporação, sobre o vírus criado em laboratório e sobre o
fato de ele já ter 65 anos e ter sido um dos primeiros a usar o “medicamento”.
Ele também explica sobre a transmissão ilegal através do sexo, o que está
saindo de controle, e por que ele precisa matar para impedir que isso continue
acontecendo e o vírus continue se espalhando… e assim que pisar fora da linha,
Antonio pode simplesmente se livrar de Jeremy. Talvez não seja necessário, no
entanto… Jeremy parece gostar dessa “proposta de emprego”.
O conceito
de “The Beauty” é muito bom. Eu estou bem curioso com como isso vai ser
explorado nos episódios restantes da temporada, que agora terão lançamentos
semanais, mas a premissa bem apresentada nesses três episódios me interessa.
Tem um quê de pandemia global e de investigação policial, mas também é uma
sátira deliciosa à ditadura da beleza, com pouca sutileza, é verdade, mas isso
acaba por tornar a série ainda mais irônica, e eu acho que funciona… até
onde as pessoas iriam em busca da “perfeição” e o que estariam dispostas a
sacrificar no processo, bem como o olho do capital que mercantiliza essa
obsessão e oferece “o mais próximo de uma Fonte da Juventude que a humanidade
vai alcançar”. Cabe algumas reflexões!
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