Star Trek: Starfleet Academy 1x03 – Vitus Reflux
“THIS IS
NOT LIKE LASER TAG!”
Exibido
originalmente em 22 de janeiro de 2026, “Vitus
Reflux” é o terceiro episódio de “Star
Trek: Starfleet Academy” e é o meu favorito dos três lançados até aqui! Ele
é simples, extremamente divertido, despretensioso e funciona maravilhosamente
para fazer com que esse jovem grupo de cadetes trabalhe cada vez mais como uma equipe. É uma série jovem, que se
distancia um pouco de outras produções de “Star
Trek” e há um grupo de pessoas a quem a série não caiu bem, mas a verdade
é: A SÉRIE ESTÁ UMA DELÍCIA. Ela é mais colorida, mais cheia de piada e com
“clima adolescente” porque essa é a
proposta… ela se passa na Academia da Frota Estelar, com adolescentes como
protagonistas! E tem um elenco carismático cheio de talentos e personagens
promissores!
Impressionante
como o episódio tem 62 minutos de duração e eu
simplesmente não vejo passar. Eu gosto da ambientação que tem, sim, tudo a
ver com “Star Trek” enquanto franquia
– entre a USS Athena e a sede de São Francisco, na Terra, da Frota Estelar –, e
eu já estou encantado pela maior parte dos personagens, então é gostoso de se acompanhar a interação
entre eles e a dinâmica cada vez mais definida… nesse episódio, parte do
destaque fica para Darem Reymi e Genesis Lythe, dois dos melhores cadetes da
Academia da Frota Estelar que foram criados para serem competitivos e se
sobressair, e eles estão brigando pela posição de CAPITÃO DA EQUIPE DE CALICA,
um jogo para o qual eles começam a ser treinados por Lura Thok e Jett Reno,
para enfrentar a War College.
O conceito
de uma “Escola de Guerra” é recente em “Star
Trek”, e é fruto de tempos sombrios que o universo enfrentou por causa da
Queima… embora compartilhem o espaço e algumas aulas, a Escola de Guerra e a
Academia da Frota Estelar têm conceitos muito distintos e objetivos diferentes
– e é natural que os jovens transformem essa relação em rivalidade. Quando
alguns dos cadetes da Academia caem em uma pegadinha de teletransporte, é como
se guerra tivesse sido declarada.
Lura Thok acredita que Nahla Ake precisa falar com o Chanceler da Escola de
Guerra rapidamente e fazer com que
Kelrec e seus alunos se desculpem, antes que isso vire “uma guerra de
pegadinhas”, mas a Chanceler Ake acredita que isso não é o certo a se fazer… nem o que seria “divertido”.
Melhor deixar que “os jovens se resolvam”.
É claro que
eles querem revidar… e é esse espírito de revolta que os motiva, e é meio
“descontado” no treinamento com Thok e Reno, quando eles descobrem que, no fim
das contas, Calica não tem nada a ver
com laser tag. O treino pesado que pode também prepará-los para uma batalha é
também uma disputa entre Lythe e Reymi sobre quem vai ser o Capitão da Equipe,
e Darem Reymi acaba vencendo, mas não de maneira inteiramente limpa… eles
passam a maior parte da competição empatados porque são igualmente bons, mas ele usa a família dela para a
desestabilizar em um momento chave e é a única coisa que faz com que ele ganhe.
Agora, o restante do episódio vai fazer com que ele se questione se vale a pena
ganhar assim e se é mesmo o capitão de que a equipe precisa…
Lições a serem aprendidas… afinal de contas,
essa é UMA ESCOLA!
Quando
vídeos do treino de Calica acabam caindo nas mãos dos alunos da Escola de
Guerra e se tornam uma montagem para humilhar os cadetes da Academia da Frota
Estelar, a guerra só ganha ainda mais fôlego… até Kea sabe que Kelrec está por
trás disso porque não existia outra maneira de eles conseguirem esses vídeos de
segurança, mas como Kelrec “não acredita em empatia”, a única coisa a se fazer
é deixar que a “guerra” continue – e Reymi está determinado a vencer! É assim
que eles organizam “um jogo ilegal de calica”, o que eu devo dizer que rende um dos melhores momentos do episódio, e
nesse momento eu estava novamente gritando aos quatro ventos que EU JÁ AMO ESSA
SÉRIE! Eu dei tantas risadas e torci tanto por essa equipe disfuncional que eu
já amo!
A sequência
é maravilhosa, ainda que o time da Academia esteja perdendo de lavada… gosto de
como a série encontra maneira de incluir bastante humor, sequências de ação e
ainda desenvolver os seus personagens, porque é quando Darem Reymi fica de fora
de uma rodada por “um golpe ilegal” que Genesis assume temporariamente a
liderança da equipe e resolve fazer diferente
– se eles não podem vencer a Escola de Guerra na força, eles precisam ser mais espertos que eles… eles
precisam de uma estratégia, e é assim que eles conseguem vencer pelo menos uma
rodada! É uma cena importante que ajuda a construir o espírito de equipe nesse
grupo de amizades improváveis, ao mesmo tempo em que prova que Genesis é a capitã de que eles precisam…
Pelo menos agora.
Eles acabam
sendo punidos pelo jogo ilegal de calica durante a noite nas dependências da
Academia, mas uma reunião com a Chanceler Ake talvez sugira que eles “precisam acabar com essa guerra de uma
vez por todas”. Eventualmente, não há como esconder que Ake estava de fato
os incentivando a seguir adiante, mas
ainda que inicialmente eles se perguntem quais são suas intenções e se ela
realmente quis dizer o que eles acham que ela quis dizer, eles escolhem fazer o
que querem e “acabar com essa guerra”: eles podem ter que fazer trabalhos
disciplinares para o resto da vida, é verdade, mas tem que valer a pena… é Genesis quem lidera o plano, como capitã, mas Reymi retorna para ser parte
disso tudo e eles têm uma cena maravilhosa
no elevador, com a presença de todos os demais.
Posso dizer?
A PEGADINHA FINAL É MARAVILHOSA! Não apenas a pegadinha em si, que é excelente,
mas tudo o que eles fazem para que ela funcione, e aqui está a grande vitória
de “Star Trek: Starfleet Academy”
para mim: O GRUPO FUNCIONA! Os personagens são bons, diferentes entre si e têm
uma dinâmica ótima que está sendo bem aproveitada pela série. É ótimo ver como
eles se organizam, como o plano é cheio de detalhes para que funcione, e como
cada um tem um papel a desempenhar… Caleb se fantasia se mascote da outra
escola, por exemplo, enquanto o Darem precisa inventar uma “tradição” para
abraçar o Chanceler Kelrec e conseguir seu DNA e a Sam precisa ser rápida
borrifando por baixo das portas o que virá a ser plantas (fungos, na verdade)
gigantescos…
É tão
GOSTOSO ouvir os gritos dos alunos da Escola de Guerra no dia seguinte, quando
eles saem para fora furiosos, e ver o tom de vitória e deboche do grupo da
Academia que assiste a tudo de camarote… sério! E também é bom ver o Kelrec
reconhecendo a vitória de Ake! Destaque, ainda, para a conversa de Tarima com
Caleb quando ela o descobre com a fantasia de mascote, e o diálogo nos revela
coisas sobre ambos: sobre ela, descobrimos que a sua escolha pela outra escola
tem a ver com controle e disciplina; sobre ele, descobrimos que é a primeira
vez que ele se sente parte de um grupo
e ele gosta dessa sensação, mas ele tem medo que alguma coisa dê errado. Está
se construindo algo muito bacana
aqui, estou curioso pelo futuro de “Star
Trek: Starfleet Academy”, mas amando desde já!
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